AMÉRICA | Defensa
-/5 | 0 votos

0

0

0

0

Dos atuais 1,5%

Amorim estabeleceu uma década para chegar aos 2% do PIB em investimentos de defesa

01/06/2012

(Infodefensa.com) R. Caiafa, Sao Paulo - O Governo brasileiro estabeleceu como meta para a próxima década, elevar seus gastos com defesa dos atuais 1,5% do PIB (produto interno bruto) para 2%, de modo a se equiparar, ao menos em parte, com seus congêneres do BRICS (Brasil, Rússia,Índia, China e África do Sul), nações que investem em média 2,5% do seu PIB para manter e aperfeiçoar seus aparatos de defesa.

Para atingir a meta, explica Reuters, o governo precisará reverter o movimento dos anos recentes, em que o orçamento da pasta sofreu cortes. Em 2011, por exemplo, o orçamento para custeio e investimento da pasta foi 1,1 bilhão de reais inferior ao de 2010, somando 14,6 bilhões de reais. Para 2012, o ministério prevê 13,2 bilhões de reais para custeio e investimento e tem uma promessa para elevar esse orçamento em mais 1,6 bilhões de reais. Esses valores desconsideram os gastos com a folha de pagamento, que consome a maior parte dos recursos destinados para a área de defesa.

Amorim argumentou que um aumento desse percentual de investimentos em defesa pode levar o país novamente à condição de exportador de material bélico. "Já exportamos (no passado) muitos blindados, foguetes terra-terra (Astros) e estamos desenvolvendo vários desses armamentos que podem ser exportados".

Novos caças para a Força Aérea

O processo de escolha e compra de um novo jato de combate para a Força Aérea Brasileira se arrasta desde 1994, quando o FX foi lançado no governo Fernando Henrique Cardoso. Após 18 anos de indas e vindas, cancelamentos e uma nova licitação (FX-2), aberta durante o governo Lula em 2002, o tema, segundo Amorim, já estaria "maduro para ser decidido".

O ministro reafirmou que a escolha pode ocorrer ainda neste semestre, mas depende da presidente Dilma Rousseff. "É importante que essa decisão saia logo, porque é uma deficiência que já se faz notar", disse. Questionado sobre a possibilidade da compra ser mais uma vez adiada por conta das dificuldades econômicas mundiais e da menor taxa de crescimento brasileiro, o ministro descartou a possibilidade. Amorim informou ainda que autorizou, nos últimos dias, a compra de quatro lanchas colombianas (veja notícia) que servirão para Exército e Marinha patrulharem os rios da Amazônia. O negócio é de 10 milhões de dólares e pode ser expandido nos próximos anos.

Quanto aos acordos para a produção do novo jato cargueiro da Embraer, o KC-390, o país está firmando parcerias industriais com Argentina, Chile e Colômbia, visando substituir o veterano quadrimotor estadunidense C-130 Hércules, utilizado pela maioria das forças aéreas do continente sul-americano. A primeira aeronave do tipo deverá realizar seu voo inaugural em meados de 2014.

 © Information & Design Solutions, S.L. Todos los derechos reservados. Este artículo no puede ser fotocopiado ni reproducido por cualquier otro medio sin licencia otorgada por la empresa editora. Queda prohibida la reproducción pública de este artículo, en todo o en parte, por cualquier medio, sin permiso expreso y por escrito de la empresa editora.

SÍGUENOS EN

ENVÍO DE LA NOTICIA A UN AMIGO
Correo electrónico
Tu nombre
Mensaje