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Investe em parcerias com a indústria brasileira

Boeing anuncia ampliação da oferta de vendo do caça F-18 Super Hornet

16/07/2012

(Infodefensa.com) R. Caiafa, Sao Paulo - O adiamento para dezembro de 2012 do anúncio da escolha da aeronave vencedora da concorrência FX-2, que definirá a o novo vetor de combate da Força Aérea Brasileira, traz alguns significados. O governo brasileiro decidiu esperar o resultado oficial de duas eleições, uma municipal por todo o Brasil, e outra para presidente nos Estados Unidos, e marcadas para outubro. Foi à continuação da estratégia utilizada com relação a recente eleição presidencial francesa, aguardar a confirmação do cenário político nos dois países com empresas que estão na contenda da FAB, mais a consolidação do panorama eleitoral interno. Independente disso, no caso da Boeing e seu F-18 Super Hornet, as recentes ações da fabricante estadunidense para vencer esta longa concorrência exibem com clareza toda a musculatura da indústria aeroespacial do Estados Unidos.

Desde o ano passado, a Boeing tem demonstrado seu especial interesse na ampliação de negócios com o Brasil. A empresa briu um escritório em São Paulo, anunciou um centro de pesquisas e desenvolvimento juntamente com a escolha de sua representante no País, a ex-embaixadora americana em Brasília Donna Hrinak e, nas últimas semanas, fechou acordos com a Embraer para o aperfeiçoamento do A-29 Super Tucano, com a integração de novos sistemas e armamentos, e para prestar importante apoio nas vendas do cargueiro KC-390 aos EUA e a outros países, realizando assim um antigo desejo da Embraer, o acesso de seus produtos ao cobiçado mercado norte-americano de defesa.

Segundo o vice-presidente do Programa Boeing F/A-18, Mike Gibbons “O pacote de transferência de tecnologia do caça Super Hornet poderá ser "ampliado" na medida em que seja aprofundada a cooperação entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil e entre as companhias dos dois lados envolvidas no projeto”. A Boeing já estabeleceu uma parceria com a AEL, subsidiária no Brasil da israelense Elbit Systems, para o fornecimento de novas telas do painel de controle para os seus caças, inclusive os eventuais F-18 a ser entregues ao Brasil. A companhia americana faz dessas parcerias com a Embraer e a AEL exemplos da cooperação que pretende manter com outras empresas brasileiras, seja como fornecedoras de peças e partes ou como parceiras na concepção de futuros aviões, tanto no mercado militar quanto no mercado de aeronaves civis comerciais.

Custo X Benefício

Desde 2007, a Boeing sintetiza sua oferta ao público brasileiro como a de melhor custo benefício. Os F18 Super Hornet já foram testados inúmeras vezes em combate. O preço, segundo a cotação de venda para a US Navy, é de cerca de US$ 60 milhões a unidade, e acredita-se que os da FAB, caso a Boeing seja declarada vencedora do FX-2, custarão mais ou menos esse mesmo valor. No mês passado, o ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, já havia conseguido obter dos três concorrentes do F-X2 - a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab - a promessa de congelar suas ofertas de venda (e preços) até 31 de dezembro. O anúncio do vencedor deverá ser feito antes dessa data.

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