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No Centro Tecnológico do Exército

Míssil tático e foguete guiado com os contratos em andamento do programa Astros 2020

19/07/2012

(Infodefensa.com) R. Caiafa, Sao Paulo – A equipe de oficiais do Projeto Estratégico ASTROS 2020, encarregada de colocar em serviço esta nova versão, esteve no Rio de Janeiro na 2ª semana de julho, para acompanhar a elaboração dos contratos de desenvolvimento do Míssil AV MT 300 e do Foguete Guiado SS 40 G. A reuniões de trabalho aconteceram no Centro Tecnológico do Exército (CTEx) – órgão responsável por realizar o acompanhamento técnico da produção dos armamentos, além de colaborar no desenvolvimento de alguns deles. Os contratos estão a cargo da Diretoria de Fabricação do Exército Brasileiro.

Carro chefe do portfólio de produtos de defesa da Avibras Aeroespacial e prestes há completar 30 anos, o Astros (Artillery Saturation Rocket System) acumulou extensa folha de serviços, inclusive com emprego real em combate. Na sua atual configuração (MK-6), este renomado lançador de foguetes ainda é tido como um dos melhores do mundo. Mas para o novo lançador Astros 2020 adquirido pelo Exército Brasileiro, e a sua versão FN sendo desenvolvida para os Fuzileiros Navais, a Avibras foi muito além, outorgando ao sistema novas funcionalidades que fazem dele, efetivamente, uma nova geração de armamentos de saturação de área projetados e construídos no Brasil.

O novo 2020 continuará priorizando o emprego de diferentes tipos de foguetes com alcances variados, até por que, o domínio de toda a cadeia produtiva de propelentes e propulsores de motores foguete a combustível sólido pela Avibras tornará este armamento mais acessível em termos de custos. O grande passo em direção a um novo patamar de desempenho é o desenvolvimento, em parceria com o Centro Tecnológico do Exército (CTEx), de uma cabeça guiada para um novo foguete, o SS 40 G (de guiado), e a prontificação para produção do míssil de cruzeiro tático AV MT 300 (com até 300 km de alcance).

Capaz de ser guiado na fase final de voo, o foguete SS 40 G (180 mm) apresenta maior letalidade e destruição assegurada. As principais vantagens a serem obtidas são a redução de danos colaterais, a possibilidade de salva efetiva direta e uma menor quantidade de veículos e de foguetes empregados, diminuindo assim o tamanho da área “footprint” necessária para bater o alvo com o novo sistema de guiamento. Espera-se reduzir a um quarto o número de foguetes utilizados para obter o mesmo efeito (grau de saturação) provocado pela versão não guiada do sistema.

Cada lançadora Astros 2020 pode disparar 16 artefatos por salva. O Astros FN deverá ter uma carga menor, talvez 10-12 foguetes. O míssil tático AV MT-300 “Matador”, cujo alcance será de 300 km, pode usar uma cabeça de guerra única de 200 kg de alto explosivo ou uma ogiva de fragmentação com 24 granadas antipessoal ou antitanque. Esse míssil utiliza guiagem Inercial e por GPS permitindo uma precisão elevada. Também estão sendo desenvolvidos um novo foguete de longo alcance, o SS-150, com 150 km de alcance, e o míssil FOG MP guiado por fibra ótica e com 20 km de alcance.

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