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BAE Systems entrega navio

Marinha confirma licitação do SISGAAZ para 2013

01/10/2012

(Infodefensa.com) R. Caiafa, Sao Paulo – Infodefensa Brasil esteve a bordo do NPaOc Amazonas, primeiro de três navios patrulha oceânicos de 2.000 toneladas de deslocamento entregue a Marinha do Brasil, e adquiridos como compra de oportunidade por 133 milhões de libras esterlinas a empresa Bae Systems. Na etapa entre Natal (RN) e Salvador (BA), o Amazonas recebeu a bordo o contra-almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha. Ouvido por Infodefensa Brasil, o oficial confirmou a intenção da força de licitar os primeiros lotes do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ) até meados de 2013.

O contra almirante também confirmou a autorização pelo Ministério da Defesa e o lançamento do projeto de construção de quatro novas corvetas, a serem fabricadas no Brasil, baseadas na classe Barroso, tipo mais moderno incorporado a Marinha do Brasil.

Quanto a compra dos três NPaOc da Bae Systems, segundo o almirante, estes não deverão interferir nos rumos do PROSUPER, programa que prevê a aquisição de 5 fragatas de 6.000 toneladas, cinco NPaOc mais pesados e com hangar para helicóptero, e um navio de apoio logístico. No entanto, constava no próprio release distribuído a imprensa brasileira pela empresa britânica que a compra também envolveu a aquisição da licença de fabricação, o que permitiria a construção de outros navios da mesma classe no Brasil.

Segundo o informe "Como parte da licença de fabricação, será fornecido um pacote de informação de projeto contendo informações relevantes que permitirão à Marinha construir outros NPaOc aqui, dando suporte ao programa de reequipamento naval do país e fortalecendo a capacidade industrial marítima do Brasil”.

Longa permanência no mar, a força do Amazonas

Originalmente encomendados por Trinidad & Tobago, que desistiu destes, os navios dispõem do sistema de comando e controle Osires, que gerencia o sistema de navegação e o armamento de três canhões rápidos, um de 30 mm e dois de 25 mm, e sensores como um radar de vigilância de banda X e dois de navegação, mais uma alça optrônica TV/IR/telêmetro laser para a operação automatizada do sistema de armas. Adicionalmente, existem reparos para duas metralhadoras pesadas de 12,7 mm logo a vante do passadiço. O navio pode operar em segurança tanto de dia como a noite graças as seus avançados sensores.

Capazes de levar 40 militares extras com relativo conforto, o navio pode auxiliar ações humanitárias, combater incêndios em plataformas e outros navios e servir de base para operações especiais anti-pirataria, de combate ao terrorismo e proteção das riquezas petrolíferas do litoral brasileiro com o uso de tropas especiais, tal flexibilidade sendo enormemente aumentada pela presença de helicóptero a bordo (até sete toneladas), já que o navio dispões de convoo para operações aéreas.

Com uma autonomia de 4.000 milhas náuticas, e capaz de permanecer 35 dias em patrulha longe de sua base oferecendo relativo conforto a sua tripulação, o Amazonas é a prova de que a indústria britânica de defesa busca renovar e ampliar seus laços comerciais no mercado de defesa brasileiro, especialmente no Caso da Marinha do Brasil.

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