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Boeing, Dassault e SAAB, aguardando a decisão

Governo do Brasil manterá concorrência do FX2 suspensa

17/12/2012

(Infodefensa.com) Sao Paulo – As últimas informações divulgadas sobre a concorrência F-X2, processo seletivo que pretende escolher uma aeronave de combate de primeira linha para reequipar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB), atualmente composta por aeronaves F-5EM, A-1 e Mirage 2000, indicam que a retomada prometida para após 31 de dezembro deverá ser adiada por mais algum tempo.

O negócio, avaliado em R$ 10 bilhões, tem por objetivo a compra de um lote de 36 aeronaves previstas para entrarem em operação na FAB ao redor de 2015/2016. O último short-list do F-X2 aconteceu em 2008. Permaneceram na disputa a estadunidense Boeing Defense, Space e Security com o F/A-18E/F Super Hornet, a francesa Dassault em seu Rafale, e a sueca Saab concorrendo com o Gripen NG.

Paralelamente aos retrocessos do F-X2, a Embraer inicia o processo de modernização dos 11 F-5E/F comprados à Jordânia e que passam atualmente por um programa de revitalização nas instalações do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). Chegaram desmontados no início da corrente semana nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto, SP, dois F-5F (bipostos).

Segundo a FAB, a modernização dos 11 exemplares custará cerca de R$ 276 milhões e prolongará a vida operacional dos caças em pelo menos mais 15 anos. Os F-5M em operação atualmente na FAB estão sediados em Canoas (RS), Santa Cruz (RJ) e Manaus (AM). Os planos são para que os F-5EM/FM do lote jordaniano sejam entregues para o Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) baseado em Anápolis (GO) em substituição aos Mirage F2000C, cuja retirada de serviço ativo começa no final do ano de 2013.

Dilma em Paris

Durante sua visita a Paris, a presidente brasileira Dilma Rousseff declarou que a conclusão da licitação “poderá levar algum tempo”. Da mesma forma como aconteceu ao longo de 2012, os motivos alegados pelo governo para protelar a decisão estão centrados na esfera econômico/financeira, incluindo redução de impostos e gastos em outras áreas. Segundo a presidente, assim que a economia brasileira apresentar sinais de recuperação, o F-X2 prosseguirá, conforme prometido em inúmeras ocasiões desde sua posse em janeiro de 2011.

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