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Sistemas russos e alemães em negociação

O Exército Brasileiro, interessado em comprar blindados antiaéreos KMW Gepard

07/02/2013

(Infodefensa.com) R. Caiafa, Sao Paulo - Segundo a imprensa alemã divulgou recentemente, o Exército Brasileiro está interessado em comprar blindados antiaéreos KMW Gepard para proteção das praças desportivas (sedes) do próximo Campeonato Mundial FIFA 2014 contra a ação de terroristas, no tocante a ameaças aéreas. O assunto é considerado ainda não oficial e espera-se o termino das discussões preliminares, hora em estágio avançado, para o governo alemão dar a autorização final de venda. Como Infodefensa Brasil já havia noticiado no final de 2012, seguiu para a Alemanha um grupo de oficiais de artilharia do Exército Brasileiro encarregados de iniciar as negociações, avaliar o material estocado e estabelecer condições de compra.

O treinamento das tripulações brasileiras destinadas ao Gepard se dará na base militar de Schill (Bundeswehr) localizada na cidade de Lütjenburg (estado de Schleswig-Holstein) e atualmente desativada. O quartel poderá receber até 60 militares brasileiros por turno, sendo treinados por 25 soldados alemães especialistas nas táticas de emprego do Gepard. O emprego real do armamento será realizado no campo de tiro Todendorf, localizado a 10 km de distância.

A história do Bundeswehr em Lütjenburg começou há 50 anos. Na maior parte do tempo, haviam 32 blindados Gepard baseados no local. Com a reforma do Bundeswehr, envolvendo cortes orçamentários e desativação de meios e unidades em 2012, a unidade Gepard foi completamente dissolvida. Todas as tarefas de defesa antiaérea foram assumidas pela Força Aérea Alemã. Schill se encontra desativado mas é mantido em condições de ser utilizado para treinamentos eventuais como no caso dos brasileiros, isso se o Gepard for mesmo adquirido, o que parece cada vez mais certo.

Ao mesmo tempo, notícias vindas da Rússia a partir da visita da Presidente Dilma ao país no final de 2012, dão conta da iminência do anúncio da compra de sistemas de defesa antiaérea de origem russa, notadamente do tipo Pantsir e Thor, mais a reposição dos estoques de mísseis MANPADS Igla, bastante difundidos no Exército e na Força Aérea Brasileira. O fato é que, pressões político-econômicas dos russos a parte, a compra de pelo menos cinco baterias destes sistemas vem sendo veiculada com alarde pela imprensa brasileira e russa, o anúncio oficial da venda devendo acontecer durante a visita do premier russo Medvedev ao país, em meados de fevereiro.

Segundo a imprensa russa “Já estaria agendado um contrato no valor de US$ 1,5 bilhões que prevê o fornecimento de sistemas híbridos de canhões e mísseis de defesa antiaérea Pantsir e sistemas portáteis de mísseis de defesa antiaérea Igla”. Para os russos, o valor do contrato compreende também a montagem industrial desses sistemas em território brasileiro. É provável que a empresa brasileira escolhida (conforme Lei nº 12.598, de 2012) seja aproveitada também para fabricar os sistemas de defesa antiaérea que venham a ser encomendados por outros países latino-americanos.

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