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No São Bernardo do Campo

O Exército brasileiro chama empresas do Grande ABC para aumentar a base industrial de defesa

30/07/2013

(Infodefensa.com) R. Caiafa, São Bernardo do Campo, Brasil - São Bernardo do Campo, cidade líder da maior região industrial da América Latina, recebeu o Comando de Logística do Exército Brasileiro. O objetivo deste encontro, organizado pela equipe do Prefeito Luiz Marinho e seu secretário de desenvolvimento econômico, trabalho e turismo, Jefferson José da Conceição, em parceria como Arranjo Produtivo Local (APL) de Defesa do Grande ABC, foi aproximar diversos setores industriais locais e as Forças Armadas, agregando valor e escala de produção a chamada Base Industrial de Defesa (BID).

Esse esforço engloba a indústria automobilística, têxtil, alimentícia, moveleira, de alimentos, gráfica e da construção civil, universidades, faculdades, centros de pesquisa, além de ações empreendidas pelas lideranças políticas para ampliar e diversificar a cadeia de suprimentos e produtos de Defesa. No evento, realizado na Faculdade Metodista de São Bernardo, o Exército apresentou suas demandas em palestras e rodadas de negócios com empresários de toda a região.

Tornar-se fornecedor das Forças Armadas é um processo feito de etapas que envolve rigorosa documentação, catalogação e homologação de itens e produtos especificados para os padrões militares. O Comando Logístico do Exército, contando com a presença de seis oficiais generais, incluindo aí seu comandante, o general-de-exército Marco Antônio de Farias, reuniu-se com diversas empresas e detalhou suas demandas traduzidas em oportunidades de negócios nas Diretorias de Abastecimento (general-de-divisão José Carlos Nader Motta), Material (general-de-brigada Adalmir Manoel Domingos), Material de Aviação (general-de-brigada Eduardo Diniz), o Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica (general-de-divisão Antonino dos Santos Guerra Neto), o Departamento de Engenharia e Construção (coronel Antônio César Alves Rocha), e a Diretoria de Saúde (através do seu adjunto técnico, tenente coronel Cláudio picanço da Silva júnior).

As rodadas de negócio foram realizadas na parte da tarde, e divididas em setores específicos. Na sala 01, comunicações e eletrônica; na sala 02, equipamentos aeronáuticos e material de aviação; na sala 03, máquinas equipamentos e material de engenharia; na sala 04, equipamentos e matériais médicos e hospitalares; na sala 05, fardamento alimentação e material de cozinha (rancho); na sala 06, munições explosivos e armamentos (incluso os chamados não letais); na sala 07, motomecanização; e na sala 08, combustíveis óleos lubrificantes e outros. Esse mercado é promissor e ainda pouco explorado pelo parque fabril do Grande ABC. O setor produtivo de Defesa emprega quase 25 mil pessoas e, juntas, as 160 companhias que fazem parte da Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança) somam R$ 3,5 bilhões em vendas por ano. Porém, a movimentação de recursos envolve outras atividades e, segundo o departamento da indústria da defesa da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), as aquisições das três Forças chegam a R$ 20 bilhões ao ano.

Os oficiais militares mostraram que há oportunidades de negócios nas mais diversas áreas, que vão desde a produção de radares até fornecimento de uniformes, peças para manutenção de veículos, rádios portáteis, nobreaks, material de engenharia, viaturas diversas, equipamentos eletrônicos e de informática etc. O foco é nacionalizar boa parte dos produtos que hoje são adquiridos no exterior, para reduzir a dependência externa e ganhar em autonomia e escala de produção, barateando custos. Concentrando um grande número de indústrias, principalmente do ramo metalmecânico, a região tem plenas condições de atender o Exército, avaliou o prefeito Luiz Marinho.

“Temos tradição na área industrial e também de produção de conhecimento”, diz. “Temos engenharia e inteligência embarcada”, observou também o diretor da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Bernardo, Hitoshi Hyodo. Embora todo e qualquer fornecimento de produtos e serviços às Forças Armadas passe por um processo de concorrência, descrito em um minucioso edital, o contato direto é muito valioso. É o que pensa o Comandante Logístico do Exército, general Marco Antônio de Farias “Não há melhor meio de comunicação do que a conversa franca, corpo a corpo. Tivemos a oportunidade de falar diretamente para esclarecer como é nossa instituição e, com isso, até gerar a perspectiva de novos contatos. Há uma diversidade muito grande na demanda e queremos ampliar a margem de fornecedores, pois isso contribui para a melhoria da qualidade e da relação custo/benefício entre o Exército e a indústria”.

Na ocasião, foi também foi lançado o site do APL de Defesa do Grande ABC, que pode ser acessado pelo endereço http://www.industriadefesaabc.com.br/. O APL de Defesa já organizou um calendário com ações a serem realizadas entre os meses de agosto a setembro deste ano, na sede da Prefeitura de São Bernardo do Campo.

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