AMÉRICA | Defensa
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Satélite de Defesa e Comunicações está incluído no pacote

'Sisfron' receberá recursos da ordem de R$ 450 milhões em 2017

10/01/2017 | Brasília, DF

Roberto Caiafa

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), programa estratégico desenvolvido pelo Exército Brasileiro, contará com um aporte de recursos da ordem de R$ 450 milhões no ano de 2017 (133.582.688 EUR).

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, após reunião ministerial com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto em Brasília. Na entrevista coletiva, Jungmann também informou que ocorrerão mudanças na estratégia e forma de conduzir as Operações Ágata nas fronteiras terrestres.

Sob a liderança do Ministério da Defesa e coordenadas pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (Emcfa), essas operações acontecerão de forma mais frequente e inopinada (sem aviso prévio), de modo a tentar surpreender as quadrilhas que atuam na faixa de fronteira brasileira traficando armas, drogas e evadindo riquezas naturais do País.

O ministro lembrou que a operação, sempre empreendida em um determinado período do ano e portanto, previsível, mostrou-se pouco eficaz e por isso as diretrizes de engajamento foram revistas.

“A Ágata, a partir de agora, será realizada de forma continua e não apenas em um período determinado. O objetivo será alcançar o elemento surpresa apoiando-se nas informações passadas pelo sistema de inteligência que estamos melhorando e ampliando”, explicou Jungmann.

O governo pretende mobilizar até 35 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para atuarem nos quase 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, especialmente na região amazônica e no centro-oeste (região onde já funciona o projeto piloto do SISFRON).

Em breve, com a entrada em operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), previsto para antes do final do primeiro semestre, o Ministério da Defesa terá condições de incrementar ações de vigilância nas fronteiras usando os ARPs Hermes 450 e Hermes 900 do Esquadrão Horus da Força Aérea Brasileira.

Essas ARPs, quando controlados pelo sinal do satélite, tem o seu alcance operacional e capacidade de fornecer consciência situacional tremendamente aumentados em tempo real.

O SGDC será colocado em órbita no próximo dia 21 de março a partir de lançamento da base francesa em Kouru, na Guiana Francesa.

O governo investiu R$ 2,1 bilhões no SGDC e fará o controle estatal a partir de bases instaladas em Brasília e Rio de Janeiro.

Imagens: Presidência da República / Roberto Caiafa

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