menú responsive
AMÉRICA | Armada
-/5 | 0 votos

Seção 2A do SS-41 Humaitá entregue pela Nuclep

Prosub conclui o casco do 2º submarino S-BR

Secao entregue SS41 Humaita Marinha do Brasil

11/01/2017 | Itaguaí, RJ

Roberto Caiafa

A Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Mctic), concluiu a construção do casco do submarino SS-41 Humaitá (SBR-2), da Classe Scorpenne, segundo do tipo encomendado pela Marinha do Brasil dentro do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).

Fruto do acordo de cooperação e transferência de tecnologia firmado em 2008 entre o Brasil e a França, o Prosub vem trabalhando na fabricação de quatro submarinos convencionais de propulsão diesel-elétrica e do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear (SN-BR).

CLIQUE E VEJA FOTOS DOS ESTALEIROS E BASE NAVAL EM ITAGUAÍ

O programa também é responsável pela construção da infraestrutura de estaleiros e base naval para operar essa frota de submersíveis na localidade conhecida como Itaguaí, região da Baia de Sepetiba, Rio de Janeiro.

A construção do casco do SS-41 Humaitá teve início em setembro de 2013 com o corte da primeira chapa de aço.

A seção 2A é a maior, com 18,292 metros de comprimento, 6,2 metros na parte de vante e 5,74 na parte de ré. O peso total é de 120 toneladas.

Marcando a conclusão dessa importante etapa, foi realizada no final de 2016 a entrega da seção 2A, a última de um total de cinco que, quando unidas, formarão o casco do SS-41 Humaitá.

A Nuclep é a empresa encarregada da construção dos cascos resistentes dos submarinos, a parte estrutural considerada mais complexa.

Para conformar as chapas de metal em formas curvas, formando os vasos de pressão do casco resistente do SS-41 Humaitá, a Nuclep empregou uma gigantesca prensa hidráulica, única de seu tipo e capacidade na América do Sul.

O casco resistente foi inteiramente construído no Brasil, demonstrando na prática o processo de absorção de tecnologia e capacitação de engenheiros navais e especialistas em áreas como corte e solda de aço usando avançadas técnicas e equipamentos.

Anteriormente, esses profissionais, entre técnicos e engenheiros, foram enviados a França para conhecer a construção da indústria naval daquele país. Ao retornarem ao Brasil, treinaram novos soldadores e cortadores.

“Esse é um trabalho realizado em poucos lugares do mundo, e nós conseguimos fazer com qualidade”, destacou o diretor industrial da Nuclep, Liberal Zanelatto.

Os quatro submarinos de propulsão convencional previstos no Prosub, segundo a Marinha do Brasil, deverão ser colocados em serviço no período entre 2017 e 2023, e o de propulsão nuclear, entre 2023 e 2025 deverá ser construído, passando depois por um longo período de testes HAT/SAT até a sua aceitação pelo setor operativo da Esquadra, na Força de Submarinos.

Apenas cinco países no mundo dominam a tecnologia para construção de submarinos de propulsão nuclear: China, Estados Unidos, França, Inglaterra e Rússia.

O acordo com a França prevê apoio tecnológico no casco do submarino de propulsão nuclear brasileiro, mas toda a parte do reator nuclear, do projeto a sua instalação, teste e validação, é de responsabilidade da Marinha do Brasil.

Imagens: Marinha do Brasil / Roberto Caiafa

 © Information & Design Solutions, S.L. Todos los derechos reservados. Este artículo no puede ser fotocopiado ni reproducido por cualquier otro medio sin licencia otorgada por la empresa editora. Queda prohibida la reproducción pública de este artículo, en todo o en parte, por cualquier medio, sin permiso expreso y por escrito de la empresa editora.

SÍGUENOS EN

ENVÍO DE LA NOTICIA A UN AMIGO
Correo electrónico
Tu nombre
Mensaje