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Aviação Naval de asas fixas será mantida

Marinha do Brasil diz adeus ao NAe São Paulo em três anos

16/02/2017 | São Paulo

Roberto Caiafa

Marinha do Brasil (Diretoria de Comunicações e Tecnologia da Informação da Marinha) 

Boletim de Ordens e Notícias (BONO) Nº 143, 15 de fevereiro de 2017 

Desmobilização do NAe “São Paulo” - Após diversas tentativas de recuperar a capacidade operativa do NAe “São Paulo”, o Almirantado concluiu que o programa de modernização exigiria alto investimento financeiro, conteria incertezas técnicas e necessitaria de um longo período de conclusão e decidiu pela desmobilização do meio, a ser conduzida ao longo dos próximos três anos.

Um programa de obtenção de um novo conjunto Navio-Aeródromo x aeronaves, ocupará a terceira prioridade de aquisições da Marinha, logo após o PROSUB/Programa Nuclear e o Programa de Construção das Corvetas Classe Tamandaré.

O custo de aquisição desse novo binômio será substancialmente menor que o de modernização do NAe “São Paulo” e de obtenção de novas aeronaves compatíveis com o NAe, já que as aeronaves AF-1 deverão estar no final de sua vida quando o “São Paulo” terminasse sua modernização.

O “São Paulo” foi incorporado à Marinha em 2000, a partir de uma compra de oportunidade da Marinha Nacional da França, com os propósitos precípuos de substituir o antigo Navio-Aeródromo Ligeiro “Minas Gerais”, em término de vida útil, e proporcionar a evolução das operações aéreas embarcadas com o emprego dos aviões de asa fixa e propulsão a jato A-4 Skyhawk.

Apesar de já contar com 37 anos de serviço ativo no momento da aquisição, o Navio cumpriu bem sua missão nos primeiros anos em atividade pela Esquadra brasileira, possibilitando à Marinha adquirir a capacitação para operar aeronaves de alta performance embarcadas.

Lamentavelmente, os estudos de exequibilidade do referido Programa indicam um longo período para sua conclusão, aproximadamente dez anos, além de incertezas técnicas e elevados custos.

Até que a Marinha receba um novo Navio-Aeródromo, a capacidade de conduzir operações de guerra naval com emprego de aviação de asa fixa, obtida às custas de grandes investimentos e intensos treinamentos dos nossos pilotos no país e no exterior, será mantida a partir da Base Aérea Naval e de outras instalações de terra, e também por meio de treinamentos com marinhas amigas.

O pragmatismo do Almirantado

A decisão pela desmobilização do NAe São Paulo, apesar de surpreendente, mostra o pragmatismo do Almirantado no que tange a priorizar os programas mais necessários, como citado no BONO.

De fato, seria inviável a condução de tantos programas em paralelo pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e demais instalações e estaleiros utilizados pela Marinha do Brasil.

Ainda resta esclarecer o destino das aeronaves AF-1 Falcão. Em recente declaração do ComForAer, aventou-se que o programa de modernização abrangeria apenas nove aviões, tres biplaces e seis monoplaces.

Pelo que está publicado no BONO, a Marinha do Brasil conseguiu manter a sua aviação naval de asas fixas, ao menos no tocante aos jatos A-4.

O treinamento na Marinha dos Estados Unidos vai permitir que a Aviação Naval consolide outros programas de aquisição e reforma de material enquanto aguarda um novo investimento.

Ainda não se sabe o status da reforma de aeronaves COD nos Estados Unidos, e previstas para operar com o NAe São Paulo.

Imagens: Roberto Caiafa / Marinha do Brasil

 

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