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AMÉRICA | Defensa
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LAAD 2017

Jungmann garantias a continuidade dos programas Prosub, Gripen e KC-390

O ministro da Defesa Raul Jungmann na LAAD Defence and Security 2017

O ministro da Defesa Raul Jungmann na LAAD Defence and Security 2017

07/04/2017 | Rio de Janeiro

Roberto Caiafa

A coletiva com Raul Jungmann durante a LAAD Defence and Security 2017 foi esclarecedora em muitos pontos. O ministro da Defesa confirmou o lançamento de uma linha de financiamento internacional para exportações de material de defesa através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) com a participação de um grupo que será criado pela Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Entre outros temas, foram abordados a questão orçamentária para o ano de 2017, a continuidade do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) e sua integração com as nações vizinhas, novos mecanismos de controle e transparência na exportação de armamentos, o futuro da aviação de asas fixas da Marinha (após a desmobilização do NAe São Paulo), o andamento dos Programas Estratégicos das três forças, a reforma da previdência dos militares, novos aportes de recursos para a construção do terceiro protótipo do KC-390, a revisão das salvaguardas referentes ao uso de Alcântara como base de lançamento de satélites por parceiros (evitando a repetição da fracassada parceria com a Ucrânia), dentre outros.

Participaram da coletiva o vice-almirante Luiz Henrique Carolli, o brigadeiro-do-ar Nivaldo Rossato e o general-de-brigada Luis Henrique de Andrade, assessores do Ministério da Defesa e Sérgio Jardim, diretor geral da Clarion Events.

Sobre a questão orçamentária, o ministro discorreu a respeito dos contingenciamentos havidos em 2016 e sobre os ajustes feitos no regime fiscal. Cortes no orçamento se refletem diretamente no investimento em P&D das três forças, e sobre isso Jungmann afirmou que os principais projetos como o Prosub, Sisfron, Guarani, Gripen E BR, KC-390, Data Link BR e o SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações), dentre outros, estão garantidos em 2017.

Sobre a Aviação Naval de asas fixas, foi confirmado que a Marinha do Brasil pretende manter essa capacidade até a construção de um novo navio-aeródromo (prioridade do Almirantado juntamente com as corvetas Barroso e o Prosub).

Na ocasião, o almirante Carolli afirmou categoricamente que pretensas negociações entre a Marinha do Brasil e o Governo Britânico para a compra de oportunidade do porta-helicópteros HMS Ocean jamais aconteceram, muito menos encontram-se entre as prioridades da Força Naval, é apen um boato irresponsável.

Outro programa da Marinha abordado na coletiva foi o Mansup. Segundo Jungmann e o almirante Carolli, o desenvolvimento do míssil vem enfrentando barreiras tecnológicas (algo já esperado) e uma campanha de ensaios com três disparos de protótipos deverá acontecer em 2018.

A certificação do míssil deverá ser alcançada até 2020, após cerca de 10 lançamentos. Essa arma também está nos planos de exportações de material de defesa apresentado pelo ministro Jungmann, tendo como perfil de possíveis clientes marinhas de médio porte que necessitem de um míssil antinavio com alcance de 70+ km.

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