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Proposta da MBDA aproveitaria o MLU de oito exemplares

MBDA Sea Venom oferece seu Super Lynx para modernizar a Marinha do Brasil

Apresentação do Sea Venom na LAAD Defence and Security 2017. Foto: Roberto Caiafa

Apresentação do Sea Venom na LAAD Defence and Security 2017. Foto: Roberto Caiafa

11/04/2017 | Rio de Janeiro

Roberto Caiafa

O fabricante europeu de mísseis MBDA concluiu com êxito ensaios de transporte e alijamento de seu novo míssil antinavio Sea Venom a partir de um helicóptero Lynx Mk8 da Royal Navy.

Esse teste aconteceu poucas semanas antes do tipo ser retirado do serviço operacional no Reino Unido.

Os ensaios de transporte aéreo e de alijamento tiveram lugar em Lark Hill Range (Boscombe Down), onde o helicóptero conduziu o lançamento simulado inerte de dois mísseis Sea Venom equipados com kits de telemetria.

O Sea Venom vai inicialmente entrar em serviço com a Royal Navy nos helicópteros AW159 Wildcat, um trabalho de integração e qualificação que pode levar cerca de três anos.

Testes de voo com um AW159 equipado com mísseis de teste já foram realizados para garantir que o nível de vibração esteja dentro das tolerâncias estabelecidas.

O Wildcat eventualmente será capaz de transportar quatro mísseis “Fire-and-forget” Sea Venom e, ao contrário do míssil Sea Skua que está substituindo, este novo modelo pode ser lançado em salvas (ao mesmo tempo).

Com essa qualificação do Lynx/Super Lynx, abre-se a possibilidade exportações do míssil para os operadores de Lynx e Super Lynx.

Nesse momento, a Marinha do Brasil está justamente a realizar um Midi Life Upgrade (MLU) naquele tipo de helicóptero (oito exemplares), oferecendo assim a perspectiva de fornecimento do Sea Venom para a Marinha do Brasil em futuro próximo.

Infodefensa conversou com Patrick de la Revelière, vice-presidente de Vendas para America Latina da MBDA, durante a LAAD Defence and Security 2017.

Segundo Patrick “No Brasil, o helicóptero Super Lynx têm pelo menos dez a quinze anos de vida pela frente. Na verdade, a Marinha do Brasil está melhorando significativamente a capacidade de oito deles com novos motores, novos cockpits e sistemas de missão. Esses aparelhos modernizados precisam ter capacidade míssil anti-superfície atualizada, e o Sea Venom oferece desempenho superior e  uma oportunidade de integração realmente interessante para o operador”, acrescentou.

E Patrick continua "A Leonardo Helicopters assinou o contrato de modernização com a Marinha do Brasil em 2014, as entregas sendo programadas para o início de 2019 em diante. Caso a Marinha do Brasil decida-se pelas capacidades únicas do Sea Venom, toda a preparação dos cabides, fiação e demais equipamentos/interfaces necessários podem ser instalados durante o MLU, evitando refazer esse trabalho mais tarde quando do recebimento efetivo do míssil. A economia de recursos se projetado todo o ciclo de vida do binômio helicóptero/armamento fica evidente" conclui.

A MBDA também está buscando a integração do Sea Venom em plataformas como o AS565 Panther, promovendo-o como um potencial substituto para o míssil AS15TT antinavio, também fabricado pela MBDA.

Na França, a agência de aquisição de defesa francesa DGA tem conduzido ensaios semelhantes de transporte aéreo e alijamentos iniciais em um helicóptero de teste Panther.

Na classe de mísseis com ogivas (warhead) de até 100 kg, o Sea Venom é projetado para ataques “stand-off” de precisão, sendo capaz de destruir uma série de embarcações rápidas de ataque costeiro e mesmo corvetas, atingindo aéreas específicas do s alvos.

A MBDA também projeta o Sea Venom para outros usos potenciais, incluindo lançamento a partir de navio de superfície (dotado de booster) ou de bateria costeira (defesa litorânea).

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