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Tecnologia norte-americana para operadores de armamento pesado

Boroscópio Zistos é adotado no Exército Brasileiro

Militares do Pq R Mnt/5 durante instrução de manuseio do boroscópio alemão Kappa

Militares do Pq R Mnt/5 durante instrução de manuseio do boroscópio alemão Kappa

16/05/2017 | Curitiba

Roberto Caiafa

Militares especializados na manutenção de canhões, morteiros e obuseiros receberam um novo equipamento para ampliar a vida útil, dar mais precisão aos tiros e prover mais segurança aos operadores desses armamentos pesados.

Os novos boroscópios Zistos, adquiridos pelo Exército Brasileiro, permitem visualizar e registrar (gravar em vídeo) o interior dos tubos com câmera de alta definição.

Fabricado nos Estados Unidos, traz o diferencial de ser mais leve e portátil, permitindo que as equipes técnicas tenham mais mobilidade para avaliar os tubos nas Organizações Militares e até mesmo em campo.

O equipamento foi apresentado durante estágio promovido pela Diretoria de Material (DMAT) no Parque Regional de Manutenção/5 (Pq R Mnt/5), localizado em Curitiba (Paraná).

Os tiros desse tipo de armamento causam, naturalmente, desgaste nos tubos.

Porém, com a crescente modernização desse material e com o uso de munições mais potentes e com maior alcance, eles são submetidos a pressões cada vez maiores. O vídeo boroscópico permite detalhar as fissuras no interior dos tubos.

"Com esse equipamento, conseguimos atestar a segurança na utilização do armamento, aumentar a vida útil do tubo, a precisão do tiro e a confiabilidade do material que está sendo utilizado. Podemos inclusive determinar o momento exato em que o tubo deve sair de atividade”, explicou o tenente-coronel Jason Ferrari Risso, da DMAT.

O Exército também já utiliza o boroscópio Kappa, de origem alemã, com um kit de utilização específico para o carro de combate Leopard 1 A5 BR, que conta com um canhão de 105 milímetros.

Joshua Smart, técnico do Governo dos Estados Unidos, compartilhou experiências com a manutenção de tubos com os participantes do estágio e detalhou o uso do boroscópio Zistos. Ele ressaltou a importância desse tipo de inspeção, até mesmo financeiramente.

“Sempre que você conseguir investir dinheiro num equipamento que permite ao soldado diagnosticar situações antes que se tornem problemas, significa que você economizou dinheiro no longo prazo. O boroscópio não permite apenas detectar defeitos no tubo do canhão, permite ver itens que podem se tornar defeitos no canhão no futuro”, afirmou.

Para o sargento EB Pedro Popovitz, que participou das instruções, uma das principais vantagens do equipamento é conseguir registrar as imagens. Anteriormente, era possível visualizar o interior dos tubos por meio de um conjunto de espelhos. “Isso nos permite fazer a avaliação com maior precisão e confiabilidade”, reforçou.

Atualmente, o Exército Brasileiro possui boroscópios para emprego como equipamento de apoio ao terceiro escalão de manutenção, existentes no 4º Batalhão Logístico, 5º Batalhão Logístico e Parque Regional de Manutenção/3.

Agora, adquiriu boroscópios para emprego no apoio ao segundo escalão de manutenção para a Academia Militar das Agulhas Negras, Escola de Sargentos das Armas, Escola de Sargentos de Logística, os Batalhões Logísticos das Brigadas Blindadas e os Batalhões Logísticos que apoiam organizações militares dotadas com morteiros 120 milímetros.

Imagens: Agência Verde Oliva / Exército Brasileiro / Zistos

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