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Esquadrilha da Fumaça

A maturidade do A-29 Super Tucano a serviço do EDA

Marca registrada do EDA, a fumaça é obtida de óleo injetado no escapamento quente. (Imagens: Roberto Caiafa)

Marca registrada do EDA, a fumaça é obtida de óleo injetado no escapamento quente. (Imagens: Roberto Caiafa)

09/07/2017 | São Paulo

Roberto Caiafa

A primeira apresentação pública do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), ou Esquadrilha da Fumaça, da Força Aérea Brasileira, estreando o seu novo avião, o A-29 Super Tucano, completa dois anos. (Álbum de Fotos)

No dia 11 de julho de 2015, sete aeronaves se apresentaram desenhando mensagens com fumaça no céu, num espetáculo à parte durante a EAB Air Show, 18ª Feira Internacional de Aviação, realizada em Maringá (PR).

Infodefensa acompanhou duas recentes apresentações do EDA, realizadas nas cidades de Gaspar (SC) e Pará de Minas (MG), testemunhando a maturidade atingida pelos pilotos do esquadrão no domínio do avião, significativamente mais potente e mais pesado que o T-27 Tucano, modelo que ainda é empregado pela Academia na formação dos cadetes, futuros pilotos da Força Aérea Brasileira.

Made in Brazil

Fabricado pela Embraer Defesa & Segurança (EDS), o A-29 Super Tucano cumpre, na Força Aérea Brasileira, missões de defesa aérea, treinamento avançado, ataque leve, escolta, patrulha aérea de combate e atua na formação de líderes da aviação de caça.

Outros países como Estados Unidos, Angola, Colômbia e Chile também operam o tipo, que acumula extensa e exitosa ficha de combate destruindo alvos em missões COIN (counter insurgence) e no ar, em interceptações vetoradas a partir do solo ou de uma aeronave AEW&C.

Recentemente, um A-29 Super Tucano brasileiro atirou com suas metralhadoras em um avião de traficantes de drogas lotado de cocaína, obrigando-o a realizar um pouso forçado. O vídeo dessa interceptação foi exibido na TV e tornou-se viral nas redes sociais. Os brasileiros passaram a conhecer o avião que patrulha o espaço aéreo do País nas regiões fronteiriças no norte, centro oeste (onde se deu a interceptação) e sul.

Fumaceiro

O A-29 Super Tucano é a quinta aeronave adotada pela Esquadrilha da Fumaça e passou por uma extensa adaptação que retirou as características bélicas dos aviões, por exemplo, nos locais onde ficam as metralhadoras e sua munição nas asas, foram instalados tanques de fumaça (instalação reversível). Houve uma significativa redução de peso e reforços foram introduzidos nas asas e instalações dos trens de pouso, dentre outras modificações.

Ecologicamente correta, a fumaça (marca registrada do EDA) é obtida a partir de um novo óleo desenvolvido para queimar sem agredir a camada de ozônio ou aumentar o aquecimento global.

A fumaça é muito importante não só pelo traçado que faz durante as manobras realizadas pelas aeronaves, facilitando a visualização por parte do público, como serve de referência para os pilotos na identificação da posição dos outros aviões durante uma demonstração.

O desenvolvimento do sistema de fumaça aconteceu em parceria com os mecânicos do EDA, do Parque Material de Aeronáutica de Lagoa Santa (PAMALS), responsável pelo apoio do modelo na FAB, e da EDS, fabricante do avião.

O projeto também incluiu a criação de um software específico para a escrita com fumaça, seguindo a tradição iniciada em 1953, quando, sobre a Praia de Copacabana, na cidade do Rio de janeiro (RJ), o sistema de escrita no céu foi iniciado com apenas três letras: “FAB”.

Imágenes del EDS A-29 Super Tucano por Roberto Caiafa (galeria de imágenes)

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