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Comunidade do Caju

Traficantes atacam Arsenal de Guerra do Exército no Rio de Janeiro

Cena do confronto entre soldados e traficantes no Rio de Janeiro

Cena do confronto entre soldados e traficantes no Rio de Janeiro

21/11/2017 | Rio de Janeiro, RJ

Roberto Caiafa

Segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação social do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública (Pmerj/Exército Brasileiro), por volta das 4h 20min da madrugada do dia 17 para 18 de novembro, quatro veículos suspeitos, transportando bandidos de uma facção criminosa, foram avistados pelo veículo blindado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Pmerj) denominado Missionário, liderado na ocasião pelo sub-comandante da UPP Caju (Unidade de Polícia Pacificadora).

Tal ação, consequência dos confrontos entre facções criminosas pela disputa de espaço no bairro do Caju, que acontecem naquela localidade desde a quinta-feira (16/11), teve como desfecho um combate com mortos e feridos.

O blindado da Pmerj realizava patrulhamento no entorno da localidade de São Sebastião-Caju quando interceptou um comboio de carros cheios de marginais (conhecido como “bonde”); três veículos empreenderam fuga em direção a Avenida Brasil em alta velocidade, e o quarto e último carro foi fechado pelo blindado e teve sua rota de fuga bloqueada.

O veículo regressou para o interior da Comunidade do Caju, indo na direção de um aquartelamento do Exército Brasileiro com o blindado empreendendo perseguição. Devido á baixa velocidade do veículo policial, este perdeu contato visual com o carro em fuga. No entanto, os marginais, ao se depararem com um posto de controle de trânsito (Pctran), tentaram furar a bala o bloqueio montado naquela localidade, justamente a entrada do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro. Uma decisão fatal.

A tropa do bloqueio deu o comando de parada, sendo ignorada pelo veiculo suspeito que ainda abriu fogo na direção dos militares. Não restou alternativa senão responder, ocorrendo assim um intenso combate entre a guarnição do Exército, comandada pelo capitão Douglas Oliveira, do 1° Batalhão de Infantaria Motorizada, e os bandidos em fuga. O resultado, dois criminosos mortos, mais um ferido que foi capturado. Nenhuma baixa do lado do Exército.

O reforço à guarda do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro foi estabelecido na última quinta-feira (16/11) em função da ocorrência de confrontos entre facções criminosas pela disputa de espaço no bairro do Caju e da possibilidade de ações desses grupos para obtenção de armas para o enfrentamento.

O Serviço de Inteligência a disposição do Comando Militar do Leste monitora de perto esses enfrentamentos e fornece apoio decisório as diretrizes para ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) como a recente ocupação da Comunidade da Rocinha, que teve grande repercussão na mídia brasileira e mundial.

Armamento pesado

Além dos dois corpos e um elemento ferido preso e sem identificação (não divulgada até o momento), o Exército Brasileiro apreendeu cinco fuzis, sendo dois M-4 Commando calibre 5,56 mm, um M-16/AR-15 regulamentar em calibre 5,56 mm, e dois modernos AR-10 em calibre 7,62 mm (do mesmo modelo adotado pelo Bope/Pmerj)

Também foram apreendidas duas pistolas, seis granadas de fabricação caseira, quatro rádios transmissores, 32 carregadores de fuzil municiados (mais de 600 tiros), cinco carregadores de pistola e farta munição transportada em sacos plásticos dentro de mochilas.

A área do combate foi isolada e a perícia foi conduzida pela Polícia do Exército e Delegacia de Polícia Judiciária Militar.

Estão sendo empregados cerca de 100 militares na Garantia da Lei e da Ordem no entorno do Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro, e o reforço destacado recebeu armamento pesado e capacidade anticarro, garantindo qualquer eventualidade em caso de um novo confronto.

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