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LAAD Security 2018

O setor defende uma política de segurança nacional no Brasil

Autoridades, delegações estrangeiras e militares na foto oficial da LAAD Security 2018.

Autoridades, delegações estrangeiras e militares na foto oficial da LAAD Security 2018.

13/04/2018 | São Paulo, SP

Roberto Caiafa

Com a presença do ministro interino da Defesa, Joaquim Silva e Luna, do almirante-de-esquadra Ademir Sobrinho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Brasil, do Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Dr. Flávio Augusto Corrêa Basilio, do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Magino Alves Barbosa, do presidente da Associação Brasileira de Industrias de Material de Defesa e Segurança (ABIMDE), Frederico Aguiar,Sérgio Jardim, diretor da Clarion Events, diversas autoridades da Marinha, Exército e Força Aérea, comandantes de Forças Públicas de Segurança, convidados e empresários, foi aberta oficialmente a LAAD Security 2018, realizada pela primeira vez na cidade de São Paulo, no Expocenter.

Cerimônia de abertura da LAAD reúne autoridades públicas e militares de todas as esferas

Durante a cerimônia de abertura da LAAD Security, que reuniu mais de 250 pessoas no Transamérica Expo Center, em São Paulo, o presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde), Carlos Erane Aguiar, comentou que “a LAAD demonstra mais uma vez a força da indústria nacional. Esta é uma indústria comprometida com a mobilização e independência produtiva”.

O evento é a principal feira do setor de segurança pública e corporativa e reúne mais de 80 marcas nacionais e internacionais da cadeia de fornecedores de equipamentos, tecnologia e soluções para esse setor. A expectativa da  organizadora do evento, é receber cerca de 9 mil visitantes, incluindo profissionais da indústria,  representantes das forças policiais e militares, além de 17 delegações estrangeiras. “Esta edição acontece em um momento importante para o país, quando a segurança pública concentra as atenções do poder público”, comentou o diretor da Clarion Events, Sérgio Jardim.

O Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Flávio Augusto Corrêa Basilio, afirmou que “hoje o nosso problema é a segurança pública. Sem resolver isso, a economia também será afetada. É muito gratificante encontrar todas as forças aqui na LAAD e que todos estão engajados em solucionar os problemas em conjunto. Precisamos integrar a base industrial de segurança com a base militar, aumentar o conhecimento para definir requisitos operacionais, pois sem isso, compra-se mal”, observou Basílio.

Já o Ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, destacou que a segurança pública está interligada com as funções básicas de defesa. “Por isso é importante para nós participarmos deste evento. O país vive um período de crescimento e de ambiente de negócios. Os países da América Latina participam da LAAD Security mostraram que não temos linhas de divisão e sim linhas de União”.

Secretário da Senasp acredita que Ministério da Segurança fortalece interlocução e proporciona autonomia orçamentária do setor dentro do governo

Para o secretário adjunto da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), Alexandre Araújo Mota, a criação do Ministério da Segurança Pública fortaleceu o poder de interlocução do setor dentro do Governo Federal, além de proporcionar autonomia orçamentária. “O ministério traz força. Agora temos alguém que vai articular politicamente”, afirmou durante participação no VII Seminário de Segurança LAAD, que acontece durante a LAAD Security, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Em um discurso afiado com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, Motta frisou que a relação entre o Governo Federal e os estados segue, atualmente, outra filosofia: “Ao invés de impor, vamos compor. A Força Nacional é um grande exemplo. No momento, está em 23 operações no país com o apoio dos governos estaduais”. Esta integração com forças estaduais e municipais, apontou, já reduziu a criminalidade em estados como Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Sergipe.

O secretário adjunto da Senasp destacou, também, que este novo relacionamento está permitindo o aperfeiçoamento dos serviços de inteligência. “Nossa equipe, que não tinha mais de 10 funcionários, é, hoje, de 70, graças aos acordos de cooperação com os estados, que cederam servidores. Este trabalho está sendo essencial para a elaboração da Base Nacional de Inteligência de Segurança Pública”, concluiu.

“Precisamos de uma política nacional de Segurança Pública como ocorre com a Saúde e a Educação”, afirma secretário do Ministério da Defesa

Ações como a intervenção federal no Rio de Janeiro são apenas os primeiros passos de uma série de transformações que precisam ser realizadas nas políticas de segurança pública em todo o país. Isso é apontam representantes do Governo Federal como o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e o secretário de Produtos de Defesa da pasta, Flávio Augusto Corrêa Basílio.

A primeira grande mudança que o país precisa, destaca Flávio Basílio, é a de promover a centralização do planejamento do setor. “Precisamos de uma política nacional de Segurança Pública como ocorre com a Saúde e a Educação. Este é um desafio que precisamos enfrentar e creio que o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública) vai promover grandes avanços neste sentido”.

Como exemplo de medidas positivas que seriam reflexos desse processo estão a unificação e padronização de requisitos operacionais para compra de equipamentos  para as forças públicas. “Sem isso, compra-se mal. É de fundamental importância promover uma revisão nos processos. Implantar, por exemplo, um processo nacional de compras que possa abranger todas as polícias no Brasil, seguindo uma padronização de requisitos operacionais”, explica.

O ministro Joaquim Silva e Luna elenca outro obstáculo: a pesada tributação da indústria brasileira da Defesa. “Recentemente iniciamos um processo de compra de capacetes e coletes de proteção e o TCU (Tribunal de Contas da União) exigiu a consulta internacional de preços. Por conta dos impostos, as empresas brasileiras já entram na disputa com o índice de 60% de desvantagem no preço. Precisamos unir forças para combater isso”, alerta.

Clique aqui e confira as imagens do Opening Day na LAAD Security 2018, por Roberto Caiafa.

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