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AMÉRICA | Defensa
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80 instituições participam da 8ª edição

Brasil reúne 2.500 soldados de 60 países no Viking 2018

Criado em 1999, o Exercício Viking oi realizado pela primeira vez também em um País sul-americano, o Brasil.

Criado em 1999, o Exercício Viking oi realizado pela primeira vez também em um País sul-americano, o Brasil.

01/05/2018 | Brasília, DF

Roberto Caiafa

A 8ª edição de um mega exercício de simulação criado em 1999 pela Suécia e pelos EUA, o Exercício VIKING 2018, foi realizado igualmente em um local remoto fora da Europa, pela primeira vez - o Brasil. O VIKING18 contou com a participação de, aproximadamente, 2500 pessoas (jogadores, observadores e apoiadores), de 60 nacionalidades, representando cerca de 80 instituições.

Além dos desafios profissionais inerentes a qualquer simulação ou jogo de guerra, as maiores dificuldades incluíram os problemas técnicos nos primeiros dias e a questão do fuso horário para os militares localizados no Brasil, que começam a jogar às 5 horas da manhã, já que toda a plataforma lógica é ativada para apoiar o funcionamento do exercício em sintonia com os jogadores que estão na Europa.

A parte brasileira do exercício foi comandada pelo General de Divisão José Eduardo PereiraChefe do Preparo da Força Terrestre, Diretor e Oficial Condutor do Exercício (OCE). Responsável pela prontidão operacional das tropas, o general José Eduardo destacou o comprometimento dos participantes, estrangeiros e brasileiros. “Minha profunda admiração pelo brilhante trabalho desenvolvido e pela forma como estabeleceram os relacionamentos e a troca de experiências durante o evento”.

Comandante das tropas

 

Na divisão das responsabilidades da missão fictícia da ONU, o Brasil ficou com o prestigiado cargo de comandante das tropas (o papel de Force Commander foi assumido pelo General de Brigada Francisco Humberto Montenegro Junior, que está na Suécia) e, ainda, com o comando de um dos setores da missão, localizado, hoje, no sudoeste de Bogaland (a cargo do General de Brigada José Ricardo Vendramin Nunes, que está no Brasil).

São centenas de computadores ligados a um único sistema, que simula a situação no terreno por meio, por exemplo, da criação de inúmeros incidentes diários, que provocam uma ação por parte dos jogadores.

Tal reação não necessariamente envolve, ao mesmo tempo, militares, policiais e civis. Mas, sempre que for preciso, uma ação integrada deve ser almejada e adotada, o que exige um bom fluxo de informações entre os diferentes jogadores de cada componente e, principalmente, dos componentes entre si.

Para fomentar a troca, os organizadores entregam informações sobre um incidente para um componente que, não obrigatoriamente, seria o responsável pela resposta, por não ter mandato ou por não dispor de meios.

Para tanto, os componentes são encorajados a se reunirem duas vezes ao dia, para conversar sobre a situação a partir de seus respectivos pontos de vista e para compartilhar não só suas necessidades e desafios, mas também os meios disponíveis para apoiar os outros componentes no cumprimento da missão.

Com efeito, um dos objetivos do jogo é fomentar o espírito de parceria, o que se dá tanto entre países, quanto entre militares, policiais e civis.

Isso passa por um delicado processo de construção de confiança, seja no jogo, seja na vida real.

Assim, e em última instância, a metodologia e os objetivos desse tipo de exercício contribuem para aproximar pessoas de culturas nacionais e institucionais diferentes que, uma vez no terreno, enfrentarão desafios parecidos ou ainda mais complexos. No VIKING 2018, os jogadores terminaram os dez dias de simulação mais bem preparados e em melhores condições de assessorar e de participar, com mais efetividade, de futuras missões da ONU.

Bogaland: Um cenário de alto risco

 

Bogaland é um país fictício que vive gravíssima crise de segurança e convive com dificuldades encontradas, atualmente, nos mais complexos conflitos armados da África e do Oriente Médio: grupos fortemente armados, crianças-soldado, refugiados e desalojados, feridas étnicas e religiosas exploradas por líderes demagogos, e outros problemas que assolam, na vida real, milhares de pessoas nesse início do século XXI.

No momento, o país hospeda uma missão da OTAN em todo o seu território. Em uma das províncias, há um setor da ONU ocupado por uma brigada multinacional.

O estado final desejado é fazer, em toda a nação, o hand over completo da OTAN para a ONU, ou seja, a transferência da autoridade.

Não é uma tarefa militar simples, diante da complexidade das condições do terreno e, mais, perante as diferentes naturezas entre uma missão da OTAN e uma da ONU que, mesmo robusta, geralmente, segue regras de engajamento mais restritivas do que as da OTAN, além de dispor de menos meios militares (humanos, financeiros e logísticos).

Fora o componente militar, a missão da ONU em Bogaland contou com o apoio dos componentes policial e civil, em uma típica estrutura de operação multidimensional.

Imagens: Roberto Caiafa

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