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AMÉRICA | Defensa
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Manter ou Modernizar, eis a questão!

O cenário atual de carros de combate no Brasil

No curto prazo, o Leopard 1A5 BR fica como está, sem modernização.

No curto prazo, o Leopard 1A5 BR fica como está, sem modernização.

16/05/2018 | Belo Horizonte, MG

Roberto Caiafa

Exército Brasileiro

A compra do material alemão KMW Leopard 1A5 BR (canhão L7 de 105 mm), mais unidades especializadas escola, lança pontes, veículo oficina resgate especializado e veículo de engenharia, totalizando 240 blindados, reconstruiu a capacidade da Arma de Cavalaria do Exército Brasileiro. (Os Leopard 1Be/1A1 mais antigos estão sendo desativados).

A consolidação de uma nova fase do Centro de Instrução de Blindados, reinstalado em Santa Maria (RS) com recursos tecnológicos de treinamento modernos, permitiu ao Exército Brasileiro obter um alto índice de profissionalismo dos operadores e excelentes resultados no emprego do sistema de armas Leopard.

A chegada dos 36 KMW Gepard antiaéreos (35 mm Oerlikon) proveu uma muito necessária (e inexistente anteriormente) defesa antiaérea de baixa altura as colunas blindadas deslocando-se no terreno.

No futuro imediato, existe um contrato assinado com a KMW do Brasil para manter/extender a manutenção dos carros de combate Leopard/Gepard exatamente com a configuração em que se encontram. Uma pequena atualização realizada na frota foi a instalação do Thales SOTAS, integrador de comunicações rádio/dados, e a adoção de novos sistemas de simulação viva atualizados para emprego em treinamentos bem realistas.

O Exército Brasileiro procurou recentemente por mais unidades de carros Leopard 1A5 no mercado internacional (Itália, Espanha, Suíça) visando complementar a dotação dos Regimentos de Cavalaria Blindada (RCB), anteriormente equipados com os Leopard 1Be/1A1.

O insucesso nessa busca resultou na adoção de uma medida paliativa, a cessão de um pelotão de cada Regimento de Carros de Combate (RCC) para compor provisoriamente os quadros de cada RCB, permitindo capacidades mínimas e padronização do treinamento e manutenção/suporte logístico.

Não se antevê no mercado, por parte do Exército Brasileiro, um potencial substituto para os Leopard 1A5 no curto prazo, salvo no caso de surgirem ofertas de carros Leopard 2, mais modernos porém mais pesados e dispendiosos.

Existem estudos para a modernização dos Leopard 1A5, como por exemplo, melhorias no sistema de tiro EMES 18, instalação de estação remotamente controlada de armamento (do tipo ARES Remax), upgrades nos sensores de visão termal/noturna e adoção de novas munições mais avançadas tecnologicamente, compatíveis com o venerável L7/105mm raiado.

Esses mesmos estudos estão permitindo uma manutenção de grande monta nos sobreviventes M60 A3 TTS (105 mm) utilizados desde 1997, no 20º Regimento de Cavalaria Blindado (20º RBC), baseado em Campo Grande (MS). Cerca de 28/30 carros encontram-se operacionais.

O modelo possui sistema de controle de tiro computadorizado, telêmetro laser, sistema de Defesa Química, Biológica, e Nuclear (DQBN) e sistema de observação e pontaria que utiliza a visão termal, possibilitando o combate noturno, chamado Tank Thermal Sight (TTS).

Marinha do Brasil

Batalhão de Blindados de Fuzileiros Navais

Os 18 caça-tanques Steyr Daimler Puch SK–105 A2 Kurassier (CC SK 105 A2S na nomenclatura do CFN)  entregues, mais um da versão de socorro/especializado, tem servido muito bem ao Corpo de Fuzileiros Navais.

No entanto, a quantidade disponível sempre foi percebida como insuficiente, e o CFN regularmente verifica opções disponíveis no mercado, tanto para a aquisição de novos exemplares quanto para a atualização da frota existente.

Com as entregas de viaturas 8x8 Mowag Piranha II e a reforma/modernização dos M113 existentes, mais o programa de modernização dos blindados anfíbios CLAANF para um novo padrão mais capaz (em andamento), o orçamento da Marinha/Fuzileiros ficou bastante pressionado.

Dessa forma, a modernização dos SK-105A2S dos Fuzileiros Navais encontra-se em “compasso de espera” aguardando liberação de recursos.

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