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Farnborough Airshow

Embraer leva seu KC390 para Londres antes de sua absorção pela Boeing

A Embraer chega ao FIA 2018 em um momento decisivo: acordo com a Boeing pode selar o destino da empresa.

A Embraer chega ao FIA 2018 em um momento decisivo: acordo com a Boeing pode selar o destino da empresa.

16/07/2018 | Belo Horizonte

Roberto Caiafa

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O pouso do Embraer Defesa e Segurança KC390 em solo britânico, onde participou do RIAT 2018 , foi apenas uma parada de muito sucesso antes da sua apresentação no principal evento, o Farnborough Airshow (FIA 2018).

O jato militar alinhou como parceiro de vitrine o jato comercial Embraer 190E2 apresentando um agressivo esquema de pintura “Shark Head”.

Tanto o KC390, tido como uma opção de excelente custo x benefício frente a jatos cargueiros militares maiores e mais pesados, quanto o E2, cobiçado pela Boeing para complementar sua linha de produtos na aviação comercial, voaram sobre os céus ingleses naquela que pode ter sido a última vez em que exibiram publicamente o nome Embraer em suas fuselagens.

Dias antes do início do FIA 2018, a concorrente da Boeing, a Airbus, apresentou suas “novas” aeronaves comerciais na faixa de até 150 assentos, os Airbus A220-200 e A220-300, anteriormente denominados CS Series pelo fabricante canadense Bombardier, antiga rival da Embraer nesse mercado e agora parceira estratégica da Airbus.

10.550 aviões de 150 assentos em 20 anos

A frota de aeronaves comerciais em serviço deve aumentar para 16 mil unidades no período, comparado às nove mil que estão atualmente em operação, segundo estudo publicado pela Embraer.

O crescimento do mercado vai estimular 65% dessa demanda, enquanto os 35% restantes serão para reposição de aviões antigos.

Este mercado é avaliado pela Embraer em USD 600 bilhões.

As aeronaves de até 150 assentos estão mais bem posicionadas para combinar eficiência de custo com maior receita unitária. O relatório completo do estudo (período de tempo: de 2018 a 2037) está disponível no endereço http://www.embraermarketoutlook2018.com.

Segundo John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial “O desempenho passado não é garantia de resultados no futuro. Apesar do crescimento da indústria ter superado todas as expectativas nos últimos anos, estamos nos preparando para um período de aumento de custos, com contínua pressão por aumento da rentabilidade. Os lucros estão caindo e os ganhos desaparecendo com o aumento de custos”, avaliou o executivo.

Transporte militar: Mais rápido por um custo menor

O KC390 chega ao mercado no bojo de um bem montado programa de desenvolvimento multinacional liderado pela Embraer Defesa e Segurança, entregando aos futuros clientes uma aeronave superlativa, no estado da arte e com custos de aquisição e mantenimento extremamente competitivos frente aos seus concorrentes.

Apresentado como o substituto do Hércules, o avião da EDS pode ser considerado como um novo modelo de referência para aeronaves cargueiras de até 23 toneladas de carga paga, com grande alcance, suíte aviônica moderna, sistemas defensivos de autoproteção avançados e volume interno de compartimento de carga desobstruído, capaz de receber veículos de rodas ou esteiras com pouca ou nenhuma preparação, além de víveres, tropas comuns ou para-quedistas e seu equipamento.

Importante recordar que em 2016, no mesmo FIA, a Embraer e a Boeing assinaram acordo de parceria para vendas e suporte do KC-390.

Segundo esse acordo, as empresas explorariam em conjunto novas oportunidades de negócios, tanto para a comercialização da aeronave quanto para o seu suporte e manutenção.

A Embraer fabrica a aeronave e a Boeing se responsabiliza pelo suporte operacional.

Este formato de acordo amplia uma colaboração já existente entre as empresas, que em 2012 anunciaram a intenção de comercializar conjuntamente a aeronave.

Como se vê, o interesse da Boeing pelo avião militar brasileiro não é novo, e um relacionamento vem sendo construído passo a passo nos últimos seis anos entre americanos e brasileiros.

Os resultados de desempenho do KC390 no FIA 2018, em termos comerciais, só serão conhecidos daqui algum tempo, mas mesmo que não ocorram anúncios de novos clientes para o avião durante o evento, uma coisa é certa: a Boeing está certa sobre o apelo comercial do cargueiro militar e não vai abrir mão de incluí-lo na sua lista de produtos de Defesa mais rentáveis no médio e longo prazo.

Imagens: Embraer, Pawel Kuziola, Clare Cargill ‏

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