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Nanosatélite de observação da Terra.

O INPE e a Visiona se aliam no desenvolvimento do VCUB1

O projeto do Vcub1 permitirá a Agência Espacial Brasileira operar seu primeiro satélite de observação da Terra.

O projeto do Vcub1 permitirá a Agência Espacial Brasileira operar seu primeiro satélite de observação da Terra.

02/08/2018 | Belo Horizonte

Roberto Caiafa

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Visiona Tecnologia Espacial S/A assinaram na última terça-feira (31/07), um Protocolo de Intenções para o desenvolvimento do projeto VCUB, o primeiro satélite projetado por uma empresa brasileira, com lançamento previsto para o 1º semestre de 2020.

Esse documento estabelece as premissas de cooperação técnica contemplando as áreas de Engenharia de Sistemas, Montagem, Integração e Testes, e Análise Térmica, bem como outras possíveis áreas de interesse que vierem a ser identificadas.

Segundo Ricardo Galvão, diretor do INPE, “Com o acordo, o INPE reafirma seu papel de indutor do crescimento da indústria espacial no Brasil”. Para João Paulo Campos, presidente da Visiona, “A integração entre indústria e academia é fundamental em setores de alta intensidade tecnológica. O INPE aporta competências únicas ao projeto”.

O nanossatélite VCUB baseia-se numa plataforma CubeSat 6U de 10 kg com dimensões de 30 x 20 x 10 cm e traz o estado da arte em tecnologias de pequenos satélites.

O Vcub1 deverá permitir a validação no espaço das tecnologias desenvolvidas pela Visiona como a câmera de alta resolução espacial e o rádio definido por software reconfigurável no espaço, voltado para missões de coleta de dados e Internet das Coisas (IoT).

Os sistemas de navegação, guiagem e controle (Aocs), supervisão de bordo (OBDH) e rádio definido por software (SDR), todos concebidos pela Visiona para suprir antigas lacunas tecnológicas da indústria espacial brasileira, configuram um payload flexívele bastante eficiente frente ao seu custo de construção, integração e lançamento.

O projeto incorpora uma arquitetura de sistema modular escalável, o que irá viabilizar no futuro satélites de maior porte com a incorporação de mais tecnologias nacionais às missões do Programa Espacial Brasileiro.

Sensores

 

Equipado com uma câmera óptica multiespectral com resolução acima de 4 metros e quatro bandas espectrais, mais um sistema de coleta de dados reconfigurável via software, o Vcub1 será capaz de realizar missões antes destinadas a satélites de porte bem superior.

Sua câmera utiliza tecnologias só encontradas em satélites de grandes dimensões, o que lhe permitirá gerar imagens com qualidades radiométrica e geométrica superior, fatores fundamentais para aplicações agrícolas e de proteção do meio ambiente.

Seu sistema de coleta de dados pode operar tanto no sistema SBCD (Sistema Brasileiro de Coleta de Dados) como em outros protocolos, o que torna o VCUB uma plataforma ideal para aplicações de Internet das Coisas (IoT).

Para Cleber Oliveira, diretor comercial da Visiona, “O INPE tem décadas de tradição na aplicação de tecnologias espaciais e será fundamental para que o VCUB possa ser efetivo no cumprimento de missões de interesse do país”.

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