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Atualização de cinco aviões de radar brasileiros

A FAB dá à Embraer o segundo 'Guardião' para sua modernização

Vista em corte do E-99

Vista em corte do E-99

09/10/2018 | Belo Horizonte

Roberto Caiafa

A Força Aérea Brasileira (FAB) entregou, na última quinta-feira (04), a segunda aeronave “GuardiãoE-99 para a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), responsável pelo processo de modernização do avião radar.

O exemplar foi preparado para ser transferido do Esquadrão Guardião, 2°/6° GAV, sediado na Ala 2 em Anápolis (GO), para as instalações em Gavião Peixoto (SP).

Essa é mais uma etapa do projeto desenvolvido sob a responsabilidade da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Durante o processo de modernização, serão atualizados o sistema de missão e outros subsistemas relacionados, ampliando as capacidades da aeronave, que atualmente é empregada em operações de controle e defesa do espaço aéreo brasileiro.

“A modernização contribuirá para o emprego mais eficiente do poder aeroespacial brasileiro. Ela é necessária para ampliar o ciclo de vida e elevar a capacidade operacional da aeronave. Haverá um incremento importante no alcance radar, a velocidade de processamento das informações será maior possibilitando a identificação de alvos com mais antecedência e melhor precisão. Serão ampliados o número de operadores embarcados e de rádios. Com a implementação do novo sistema de comando e controle, será muito aperfeiçoada a realização da missão.”, afirmou o gerente do Projeto E-99M, coronel-aviador Carlos Sérgio da Costa Lima.

O escopo de trabalho prevê a realização de vários testes em solo e em voo antes de a modernização ser concluída, além da certificação coordenada pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

A previsão é de que a primeira aeronave fique pronta e seja apresentada para a Força Aérea Brasileira no primeiro semestre de 2020.

Ao todo, cinco aeronaves vão passar pelo mesmo processo, que promoverá o desenvolvimento e a integração plena dos sistemas até 2022.

E-99 “Guardião”

O avião, cuja característica marcante é a antena radar existente na sua parte superior, é capaz de detectar alvos aéreos e transmitir essas informações para os centros de controle em terra. Essas aeronaves foram desenvolvidas a partir do jato de transporte regional Embraer-145.

Os E-99 entraram em operação na FAB em 2002, como parte das aquisições destinadas a compor o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM).

Seu radar permite que cumpra missões de alarme aéreo antecipado, incluindo o controle de voos de aeronaves de caça em voos de defesa aérea, coordenação de operações de busca e salvamento e vigilância de fronteiras.

Seus sensores, agora em fase de modernização, constituirão o sistema mais avançado e de menor custo para o emprego em missões de controle e alarme em voo.

O E-99 é capaz de fornecer dados de inteligência precisos, em tempo real, sobre aeronaves voando à baixa altitude. Quando os pilotos de caça recebem as suas ordens e partem para as missões de interceptação, os Guardiões já monitoram o espaço aéreo da região, visualizando toda a área de operação.

Qualquer pequeno avião operando sem o conhecimento dos órgãos de controle é monitorado e identificado pelo E-99. A tripulação é habilitada a fazer o controle das aeronaves interceptadoras, conduzindo-as até os tráfegos desconhecidos.

Segundo o Comandante do Esquadrão Guardião, tenente-coronel aviador Pedro Gustavo Schmidt Siloto, essas características evidenciam a relevância do processo de modernização.

Para ele, isso permitirá a continuidade da participação com excelência da FAB em missões aéreas compostas e de combate aos tráfegos ilícitos, atuando com protagonismo nas operações interagências como as Operações Ágata e, recentemente, a Operação Óstium.

“Com o advento da tecnologia e de métodos e equipamentos mais eficazes, a modernização desta aeronave faz-se primordial para a atuação decisiva do Comando da Força Aérea Brasileira. Esta ação permitirá que os olhos do esquadrão mantenham-se abertos e atentos, permitindo, inclusive, a expansão de seus horizontes. Assim, mais uma vez, a FAB estará à frente de seu tempo, antevendo as necessidades para a manutenção de uma proteção ideal de todos os nossos 22 milhões de quilômetros quadrados”, ressaltou.

Além disso, as aeronaves E-99 têm a capacidade de complementar os sinais dos radares de solo, servindo também como uma reserva de visualização-radar ou de comunicações para o tráfego civil, em caso de necessidade ou colapso do sistema.

Imagens: Força Aérea Brasileira / André Hansen de Oliveira / Roberto Caiafa

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