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Reportaje INFODEFENSA

Brasil: UAV, helicópteros e satélites para proteger o Bolsonaro

A FAB possui um único RQ 900 Hermes em sua frota. Com o sinal do SGDC-1, mais exemplares desse SARP deverão ser adquiridos.

A FAB possui um único RQ 900 Hermes em sua frota. Com o sinal do SGDC-1, mais exemplares desse SARP deverão ser adquiridos.

04/01/2019 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Durante a Operação Posse 2019 (cerimônia de posse do presidente Jair Bolsonaro em Brasília), na área vermelha, que compreendeu um raio de 4 Milhas Náuticas (7,4 km) a partir da Praça dos Três Poderes, o sobrevoo daquela localidade só foi permitida a um helicóptero da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e uma aeronave remotamente pilotada (ARP), modelo RQ 900 Hermes, da Força Aérea Brasileira (FAB), que proveu imagens para estruturas de inteligência e de segurança.

“O ARP RQ-900 Hermes (Esquadrão Horus), operado via satélite, atuará fornecendo dados para as forças de segurança e defesa. Haverá também um sistema de interferência em drones que possam sobrevoar o local. Caso alguma aeronave consiga entrar na área vermelha sem autorização, ela será automaticamente identificada como hostil e estará sujeita às medidas que forem necessárias, inclusive a destruição”, afirmou o Major-Brigadeiro Mangrich em artigo publicado pela Agência Força Aérea antes da Operação Posse ser deflagrada.

Comandos por satélite

 

RQ 900 cumpriu suas missões na Operação Posse 2019 equipado com o payload (carga de sensores) D-Compass, Sistema Estabilizado Avançado Multifuncional, totalmente compacto e digital, que permite a operação de recursos ISTAR (stands for intelligence, surveillance, target acquisition, and reconnaissance) diuturnamente nas mais severas condições climáticas.

O sistema compreende uma única configuração de LRU (line replacement unit) que integra cinco elementos de eletro-ópticos ou EO: uma câmera de TV em cores HD com modo de pouca luz opcional, um termovisor de grande formato, um iluminador de alvo a laser, um telêmetro a laser e um designador de alvo a laser.

Para decolar do Rio de Janeiro, voar até a vertical da Praça dos Três Poderes em Brasília, cumprir a missão de proteger a posse do presidente Jair Bolsonaro e retornar ao seu ponto de origem, o RQ 900 Hermes empregou diversas tecnologias, e pela primeira vez em uma missão real, a FAB utilizou o componente satelital (SATCOM) do modelo.

Testando o enlace satelital

 

Força Aérea Brasileira realizou, no início de dezembro, o primeiro voo de um ARP de sua frota controlado por satélite, para isso designando oito militares do Esquadrão Hórus (1o/12o GAV), sediado em Santa Maria (RS).

RQ-900 foi lançado da Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ) com o objetivo de checar a sua conexão e interoperabilidade com o sistema de controle via satélite que permite pilotar a aeronave e receber as imagens dos sensores por meio de uma conexão de alta velocidade, eliminando as desvantagens da operação por linha de visada com antena em solo, de alcance limitado.

Para voar por satélite o RQ 900 Hermes requer a instalação de uma antena dedicada SATCOM na aeronave e outra ligada aos shelters usados pelas equipes de solo que controlam o aparelho, além de alguns equipamentos de informática, como novos modems.

O teste abriu caminho para a primeira missão real, de longa duração, controlada por satélite e com a vigilância de um alvo crítico dentro de uma área de segurança código vermelho (espaço aéreo restrito), durante a Operação Posse 2019.

Somente o voo de ida Rio/Brasília representaram 935 km em linha reta.

RQ 900 Hermes pode ficar no ar por até 30 horas, o que permitiu aos operadores assumirem suas áreas de sensoreamento e vigilância na vertical da Praça dos Três Poderes com horas de antecedência, comandando os sensores a partir dos shelters climatizados no Rio de Janeiro, em sistema de rodízio para manter sempre pessoal descansado e atento no gerenciamento dos dados obtidos.

Para comandar o RQ 900 Hermes foi usado o sinal SATCOM do Sistema de Comunicações Militares por Satélite (SISCOMIS) fornecido pelo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas 1, o SGDC-1.

Centro de Operações Especiais Secundário (Cope-S), localizado no Rio, forneceu o enlace satelital para o RQ 900 Hermes, que foi posteriormente repassado ao Centro de Operações Especiais Principal (Cope-P) de Brasília enquanto o RQ 900 Hermes permaneceu on-station sensoreando a Praça dos Três Poderes.

Imagens: Gino Marcomini / Força Aérea Brasileira.

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