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AMÉRICA | Armada
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Reportaje Infodefensa

O Atlantic PHM e a implantação brasileira para a operação Joanna d'Arc


Operações Aéreas PHM ATLÂNTICO (2019)


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23/05/2019 | Rio de Janeiro, RJ

Roberto Caiafa

Na primeira quinzena do mês de maio, a Marinha do Brasil realizou um exercício Aderex (adestramento) combinado com uma manobra Passex (passagem) com a Marine Nationale francesa, ocasião em que o PHM Atlântico e o BPC Tonnere navegaram lado a lado durante a Operação Joanna d´Arc, escoltados por fragatas classe Lafaiete e Niterói mais uma miríade de navios de apoio.

Infodefensa esteve a bordo do PHM Atlântico, o maior navio de combate da América Latina, durante os cinco dias de missão até o porto da cidade de Vitória (ES).

No primeiro dia, ocorreu o embarque a bordo na cidade do Rio de Janeiro.

Dia 02

 

A saída de porto envolveu exercício de canal varrido (contra-medidas de minagem), trânsito com oposição submarina e formação do grupo tarefa que navegou até próximo da Restinga da Marambaia, área de treinamento dos Fuzileiros Navais no litoral do Rio de Janeiro.

Nesse local, 250 militares ambos os Países treinaram o assalto anfíbio, o resgate de nacionais e a implementação de ajuda humanitária, missões bem em voga no atual contexto geopolítico sul americano.

Os porta-helicóptero de assalto anfíbio realizaram operações cross-deck, com aeronaves de um navio pousando no convoo do outro.

Essa fase encerrou a participação francesa, o BPC Tonnere e escoltas viajando rumo aos Estados Unidos logo a seguir.

Dia 03

 

Durante a Aderex foram treinadas manobras leap frog, transferência de carga entre os navios e transferência de óleo no mar (com a participação do G-23 Gastão Motta).

O Atlântico manobrou junto á fragata F-46 Greenhalgh e o OPV P-121 Apa em leap frog, sendo acompanhado por três fragatas classe Niterói (F42, F43 e F44), pelo NDCC G-25 Alte. Sabóia e pela corveta classe Inhaúma V32 Júlio de Noronha.

No convoo do Atlântico, os voos “Qualificação e Requalificação de Pouso a Bordo” seguiram um ritmo intenso, com os pilotos navais realizando cinco circuitos diurnos + quatro no lusco fusco, e a seguir mais nove noturnos (cada circuito envolve a decolagem, a aproximação e o pouso, em um spot diferente a cada rodada).

Voaram os helicópteros HU15/HU15A do Esquadrão HU-2, os SH-16 Sea Hawk do Esquadrão HS-1 e os UH-12 do Esquadrão HU-1.

No cross-deck, pousaram no A-140 os modelos franceses Gazelle da ALAT e o veteraníssimo Alouette, este em vias de ser definitivamente retirado de serviço na Aviação Naval francesa.

Dia 04

 

Nos exercícios de tiro real foram empregados os canhões Bushmaster de 30 mm do Atlântico, os canhões de 4,5 polegadas das fragatas, as metralhadoras ultra rápidas GAMB-01 de 20 mm  e metralhadoras de 12,7 mm dos navios auxiliares.

Drones foram usados para simular ameaças aéreas, e o tradicional killer tomato foi lançado ao mar para representar ameaças de superfície.

A seguir, o Atlântico treinou os operadores do radar 3D Artisan contra ameaças aéreas representadas por dois aviões AF-1 Falcão (A-4 Skyhawk) que atacaram o grupo tarefa realizando passes de diferentes direções.

No Atlântico, os peiadores, supervisores de manobras, balizadores e demais pessoal de convoo treinaram intensamente junto com o Destacamento Aéreo Embarcado (DAE) de mecânicos, técnicos e pilotos/tripulantes dos esquadrões, trabalhando em tarefas tão distintas quanto realizar a Patrulha DOE (Danos por Objetos Estranhos) no convoo ou manobrar do hangar para a linha de voo os helicópteros.

Os Grupos designados para CAV (Controle de Avarias) treinaram diversas emergências críticas simuladas por todo o navio.

Postos de Combate foram acionados em diversas ocasiões, a tripulação reagindo de forma eficiente e metódica a cada um desses exercícios.

Dia 05

 

O Porto de Tubarão, na cidade de Vitória, foi o local onde o Atlântico ficou deslocado já que o porto mais central de Vitória não tem calado para receber o PHM.

Um último almoço a bordo encerrou uma extensa agenda que incluiu entrevista coletiva e jantar na noite anterior, contando com a presença do Comandante em Chefe da Esquadra e do Comandante da 2ª Divisão da Esquadra, além do comandante do Atlântico e seu staff.

60% pronto para combater

Na entrevista concedida a bordo pelo Comandante em Chefe da Esquadra, o almirante Cunha destacou a importância do mar territorial brasileiro e da chamada “economia azul”, por onde mais de 90% comércio exterior é realizado.

Cunha também reforçou a importância dos programas estratégicos da Marinha do Brasil como o PROSUB, a Classe Tamandaré e o Programa Nuclear.

Já o comandante da 2ª Divisão da Esquadra, almirante Valicente, destacou a importância do navio e da sua aquisição para reforçar o poder naval brasileiro, e das exigências operacionais que exercícios complexos como os realizados demandam em termos de planejamento, coordenação interagências e gerenciamento de diversos meios e recursos, incluindo a logística.

O comandante do Atlântico, capitão-de-mar-e-guerra Giovani Correa, destacou os avanços na qualificação do pessoal envolvido em operações aéreas e o início, em breve, das operações aéreas a noite empregando óculos de visão noturna.

Para esse fim, e durante a ADEREX, estiveram embarcados diversos técnicos e engenheiros da Marinha encarregados de medir a luminosidade (lux) da nova iluminação do convoo recentemente instalada, feita de emissores LED adequados para uso com NVG.

Imagens: Roberto Caiafa

 

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