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AMÉRICA | Armada
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Reportaje Infodefensa

Unitas LX, ponto de encontro das marinas americanas


UNITAS LX MERGULHADORES DE COMBATE EM AÇÃO! FAST ROPE!


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04/09/2019 | Rio de Janeiro, RJ

Roberto Caiafa

A Marinha do Brasil (MB) realizou, no período de 19 a 30 de agosto, na área marítima adjacente ao Rio de Janeiro, a 60ª edição da Operação UNITAS (UNITAS LX/2019). Veja a galeria de fotos.Exercício marítimo multinacional mais antigo nas Américas, a UNITAS é organizada pelos Estados Unidos da América (EUA) desde 1959, e ocorre no formato anfíbio desde 2008, tendo por objetivo ampliar a interoperabilidade entre as Marinhas das Américas e estreitar os laços de cooperação e amizade.

Na edição de 2019, a Operação foi formatada em duas etapas, uma marítima (UNITAS LANT) integrada á outra, anfíbia (UNITAS AMPHIBIOUS), esta uma complexa simulação de ajuda humanitária, a partir de uma operação anfíbia, na Restinga da Marambaia.

Infodefensa embarcou com a Marinha do Brasil para cobrir a fase anfíbia do treinamento a bordo da nau capitânea da Esquadra, o Porta Helicópteros Multipropósito Atlântico.

A fase anfíbia contou com a participação de unidades navais, aeronavais, aéreas e de Fuzileiros Navais do Brasil, e meios e delegações da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, México, Panamá, Paraguai, Peru e Reino Unido. O Japão participou com um observador militar a bordo do Atlântico.

Na fase de mar, realizada entre os dias 22 e 30 de agosto, foram executados exercícios concernentes às tarefas básicas do Poder Naval, contemplando ações de superfície, aérea, de guerra eletrônica e operações de interdição marítima. Todos os exercícios foram executados de forma a contribuir para a manutenção do nível de adestramento dos meios navais e para o incremento da cooperação e estreitamento dos laços de amizade entre a Esquadra Brasileira e as demais Marinhas.

Entre os dias 27 e 30 de agosto, exercícios de operações anfíbias na Ilha da Marambaia foram acompanhados de perto pela reportagem de Infodefensa.

O Mídia Day, que foi realizado no dia 27 de agosto, apresentou uma complexa Operação de Desembarque Anfíbio na Ilha (Restinga) da Marambaia (denominado Dia “D”).

O Grupo-Tarefa (GT) brasileiro, chefiado pelo contra-almirante Luiz Roberto Cavalcanti Valicente, comandante da 2ª Divisão da Esquadra (ComDiv-2), a bordo do Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico, foi composto pelos navios NDM Bahia (G40); fragatas Constituição (F42), Liberal (F43) e Rademaker (F49); navio-patrulha oceânico Apa (P121), navio de apoio oceânico “Purus” (G152), navios patrulha Guaporé (P45) e Macaé (P70)  e o submarino Tupi (S30).

O GT contou, ainda, com um destacamento de Mergulhadores de Combate (MEC), carros lagarta anfíbios (CLAnf), helicópteros Super Cougar (UH-15), Seahawk (SH-16), Super Linx (AH-11 A/B), Esquilo (UH-12), jatos Skyhawk (AF-1), além dos quadrimotores de guerra anti-submarino e esclarecimento marítimo Orion (P-3AM); bimotores Bandeirante Patrulha (P-95); e helicópteros Caracal (H-36), estes da Força Aérea Brasileira.

A Operação teve a participação de importantes meios de outras marinhas. A Marinha dos Estados Unidos (US Navy) enviou o navio de desembarque-doca USS Carter Hall (LSD-50), equipado com quinze blindados Amphibious Assault Vehicles (AAVs) e dois Landing Craft Utility (LCU) embarcados, bem como uma aeronave de patrulha marítima e guerra antissubmarino P-8A Poseidon, operando de terra, além de outros meios de apoio à operação de desembarque.

A Armada Argentina participou com o navio-transporte ARA Bahía San Blas e a fragata ARA Almirante Brown, uma aeronave AS 555 Fennec e veículos anfíbios LARC-5.

A Marinha de Guerra do Peru enviou a corveta BAP Ferré.

No Desembarque Anfíbio, ocorreu o movimento de um Elemento Anfíbio Multinacional, composto de cerca de 400 militares do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, EUA, Paraguai e Peru, empregando veículos de assalto anfíbio e os enormes hovercrafts ou embarcações de aterragem (Landing Craft Utility -LCU) da US Navy.

A UNITAS LX mobilizou, ao todo, dez navios brasileiros e quatro de outros países, diversas aeronaves de asa fixa e rotativa, um grupo de controle do exercício (Combined Exercise Scenario Control Group - CESCG), além dos apoios em terra, contabilizando mais de 3.000 militares envolvidos diretamente nas ações de resgate de nacionais nas praias da Marambaia.

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