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AMÉRICA | Armada
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Lance mínimo é de 5,3 milhões de reais.

Porta Aviões São Paulo está a venda

O NAe São Paulo em 2017, quando foi desativado, sendo rebocado para o AMRJ.

O NAe São Paulo em 2017, quando foi desativado, sendo rebocado para o AMRJ.

27/09/2019 | Belo Horizonte

Roberto Caiafa

O Ministério da Defesa do Brasil, por meio do Comando da Marinha e a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), anunciou a abertura do processo de licitação para vender o casco do porta-aviões NAe São Paulo.

Segundo o informe publicado no Diário Ocial da União, o lance mínimo para arrematar o ex-nau capitânea da Esquadra é de R$ 5.309.733,65.

Maior embarcação militar que serviu com a bandeira brasileira, o navio-aeródromo São Paulo foi adquirido pela Marinha no ano 2000, comprado da França por US$ 12 milhões durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

O navio foi o substituto do NAeL Minas Gerais, que operou no Brasil entre 1960 e 2001, e posteriormente acabou vendido como sucata,sendomdesmantelado em Palang (Índia).

Quando ainda estava ativo, o São Paulo era o porta-aviões mais antigo do mundo.

O navio foi lançado ao mar em 1960 e serviu com a Marinha da França com o nome FS Foch de 1963 até 2000.

Sob a identidade francesa, o navio de 32,8 mil toneladas e 265 metros de comprimento atuou em frentes de combate na África, Oriente Médio e na Europa.

Com a Marinha do Brasil, no entanto, o porta-aviões teve uma carreira curta e bastante conturbada, marcada por uma série de problemas mecânicos e acidentes.

Por conta desses percalços, o navio passou mais tempo parado no porto do que navegando.

Em fevereiro de 2017, após desistir de atualizar o porta-aviões, o comando naval decidiu desativar o NAe São Paulo em definitivo.

Segundo dados divulgados pela própria Marinha do Brasil, o São Paulo permaneceu um total de 206 dias no mar, navegou por 54.024,6 milhas (85.334 km) e realizou 566 catapultagens de aviões.

A principal aeronave operada pelo navio foi o caça naval AF-1, designação brasileira para o McDonnell Douglas A-4K/KU Skyhawk, hoje atuando a partir de bases terrestres, especialmente a Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, localizada no litoral do Rio de Janeiro.

Na atualidade, o Porta Helicópteros Multipropósito Atlântico, recebido pela Marinha em 2018 (Ex-HMS Ocean na Royal Navy), e qualificado como Nau-Capitânea da Esquadra, faz o papel de "substituto" do NAe São Paulo, mas só pode operar helicópteros.

Imagens: Roberto Caiafa.

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