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Operação Rastro

Brasil testa seu Sistema de Trajetografia Óptico (Sistro) em um Super Tucano

o Sistema de Trajetografia Óptico sendo testado em voo.

o Sistema de Trajetografia Óptico sendo testado em voo.

22/11/2019 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), localizado em São José dos Campos (SP), realizou, de 14 de outubro e 8 de novembro, a Operação Rastro, que objetivou a validação experimental do Sistema de Trajetografia Óptico (Sistro), que será usado em ensaios de separação de cargas externas. Sistema é testado instalado em um A-29B Super Tucano

Este sistema de visão computacional em alta velocidade foi desenvolvido e integrado pela equipe científica das Divisões de Pesquisa e Desenvolvimento (EPD) e Suporte Técnico (EST) e da Seção de Tecnologia da Informação (CTI), como parte do projeto FINEP FEV (Ref.: 01.12.0518.00), que foi firmado entre o IPEV, a Financiadora de Inovação e Pesquisa (FINEP) e a Fundação de Ciências, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE).

“A ferramenta desenvolvida pelo IPEV é altamente inovadora, não existindo sistema equivalente em nível internacional”, destacou o gerente do Projeto FINEP FEV, Nelson Paiva Oliveira Leite.

Antes da campanha de ensaios em voo foram realizados vários testes em solo visando à integração e validação da nova ferramenta, o que incluiu a calibração das câmeras de alta definição (1980 pixels x 1080 pixels) e alta velocidade (até 400 qps), e a execução de testes de separação em solo.

A primeira etapa da campanha de ensaios em voo envolveu a realização de ensaios para a integração do casulo fotográfico GESPI RTP, modificado para a instalação dos equipamentos do SisTrO na aeronave A-29B e compreendeu a demonstração das qualidades de voo e da resistência estrutural da configuração de ensaio.

Para isso, o IPEV contou com a colaboração de equipes especializadas do Instituto de Estudos Avançados (IEAV), Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e Departamento de Ciência e Tecnologia Aroespacial (DCTA), que apoiaram na elaboração de diversos ensaios e análises técnicas que permitiram a emissão da Permissão Especial de Voo (PEV) pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

Na segunda etapa, foram realizados quatro lançamentos da bomba de fins gerais BAFG-230, durante os quais foi possível obter em todos os alijamentos da carga a trajetória de separação do artefato e transmiti-la para a estação de telemetria em solo, poucos minutos após o disparo.

“Os resultados obtidos permitirão um grande avanço com relação à segurança e eficiência em futuras campanhas de ensaios de qualificação de armamentos, pois será possível a verificação dos modelos teóricos em um intervalo de tempo reduzido e com maior exatidão do que os métodos atualmente disponíveis”, destacou o Coordenador-Geral da Operação, Tenente-Coronel Bruno Giordano.

Imagens: IPEV-EPD

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