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Ultracentrífugas projetadas pela Marinha do Brasil

Brasil aumenta enriquecimento de Urânio em 20%

Instalações da INB em Resende (RJ)

Instalações da INB em Resende (RJ)

30/11/2019 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

No dia 29 de novembro, a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) dará mais um passo rumo à ampliação da capacidade de enriquecimento de urânio no Brasil.

Com a inauguração da 8ª cascata de ultracentrífugas, na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende/RJ, a empresa aumentará em 20% a produção de urânio enriquecido no país, sendo possível produzir 60% do necessário para abastecer a Usina Nuclear de Angra 1.

O evento contará com autoridades do Governo Federal, da Marinha do Brasil e representantes do setor nuclear.

Com o aumento da produção, a INB somará o equivalente a R$6 milhões de economia de divisas ao montante de R$36 milhões anuais já economizados com a produção das sete cascatas em funcionamento.

A cada avanço na ampliação da Usina de Enriquecimento de Urânio, a INB reduz a necessidade de comprar urânio enriquecido no exterior para a produção de combustível para as usinas nucleares nacionais.

Projecto

 

A inauguração faz parte da primeira fase da implantação da Usina de Enriquecimento Isotópico de Urânio, um projeto em parceria com a Marinha do Brasil, que visa a instalação de dez cascatas ultracentrífugas.

Previsto para ser concluído em 2021, ao final, o projeto atenderá 80% da demanda na Usina Nuclear de Angra 1.

Essa mesma fábrica deverá atender as necessidades de combustível para o futuro submarino de propulsão nuclear SN-BR.

A 9ª cascata está com parte da estrutura pronta, aguardando instalação da ultracentrífuga pela Marinha.

A previsão é que seja inaugurada no final de 2020.

O Brasil faz parte de um seleto grupo de 12 países reconhecidos internacionalmente pelo setor nuclear como detentores de instalações para enriquecimento de urânio com diferentes capacidades industriais de produção.

São eles: Estados Unidos, China, França, Japão, Paquistão, Rússia, Holanda, Índia, Irã, Alemanha e Inglaterra.

Funcionamento

 

Encontrado em sua forma natural, o urânio não produz energia. O processo de enriquecimento é realizado para separar e aumentar a concentração de um dos isótopos naturais de urânio, que sofre um processo de fissão nos núcleos dos reatores nucleares.

A INB produz urânio enriquecido a até 5% em peso do isótopo 235 para a fabricação dos combustíveis que abastecem as usinas nucleares de Angra 1 e 2 e, no futuro, Angra 3.

A tecnologia de enriquecimento do urânio, pelo processo da ultracentrifugação, foi desenvolvida no Brasil pelo Centro Tecnológico da Marinha de São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).

Imagens: Indústrias Nucleares do Brasil (INB)

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