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Estudo de Viabilidade é autorizado na Aviação do Exército

Exército brasileiro estuda adquirir Black Hawk armado para a Amazônia

O ABH (Armed Black Hawk) exibe seu amplo leque de armamento disponível.

O ABH (Armed Black Hawk) exibe seu amplo leque de armamento disponível.

09/12/2019 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Reunião do Alto Comando do Exército Brasileiro, realizada no dia dois de dezembro, aprovou a criação de um grupo de estudos para verificar a viabilidade de aquisição e operação de helicópteros do tipo Sikorsky Black Hawk, armados, no teatro de operações amazônico.

Com a decisão de transferir todos os helicópteros do modelo Cougar para Campo Grande (3º Batalhão de Aviação do Exército), a Aviação do Exército deverá iniciar em breve o processo de reequipamento do 4º Batalhão de Aviação do Exército, padronizando sua frota com o modelo Black Hawk.

Dessa forma, os helicópteros fabricados pela Sikorsky demonstram mais uma vez sua versatilidade operacional em ambiente de selva, tendo estreado com a Aviação do Exército Brasileiro durante a Missão de Observadores Militares Equador Peru (MOMEP) em 1995, voando delicadas missões na fronteira amazônica entre os dois países após uma intensa e curta guerra pela posse do Vale do Cenepa.

Encerrada a missão, em 1999, ocorreu a entrega desses aparelhos ao 4º BAvEx em Manaus, onde completaram em 2019 duas décadas de operações sobre a selva brasileira.

Qual o poder de fogo de um Black Hawk armado?

 

Após 24 anos de intensos serviços prestados, se considerarmos os quatro anos de operações reais na MOMEP, é chegada a hora de complementar/substituir as aeronaves Black Hawk do 4º BAvEx, permitindo ainda a elevação das capacidades bélicas da frota com adoção de armamentos anteriormente inexistentes.

A proposta da Sikorsky/Lockheed Martin, fabricante original do aparelho, envolve o sistema avançado de armas para helicópteros Black Hawk®, que permite aos pilotos identificar e atingir alvos estáticos ou em movimento com armas de tubo (metralhadoras e canhões), foguetes e mísseis designados a laser.

Totalmente integrado aos controles de voo digitais da aeronave, o sistema de armas calcula o alcance e a balística complexa necessária para os artilheiros e pilotos atingirem alvos com alta precisão e confiabilidade a partir de distâncias seguras durante operações diurnas e noturnas.

O sistema de armas traz uma capacidade de ataque econômica para aeronaves Black Hawk® de terceira geração, mantendo totalmente a condição de utilitário multifuncional da plataforma. As equipes de terra podem adicionar ou remover asas e armas externas de sua escolha em menos de três horas.

A Sikorsky qualificou o sistema de armas para os padrões de aeronavegabilidade militar dos Estados Unidos da América em 2017, após extensos testes em voo.

O sistema está agora operacional com os Emirados Árabes Unidos.

A Colômbia (Exército da Colômbia e Polícia Nacional da Colômbia) é o maior operador de helicópteros Black Hawk depois dos Estados Unidos, e sua versão armada Harpia III é reconhecida por suas capacidades e poder de fogo. Esta versão é uma referência das capacidades que o ABH brasileiro pode possuir.

O Exército Brasileiro, caso o estudo decida-se pela compra, poderá adquirir o sistema de armas junto com novas aeronaves Black Hawk fornecidas diretamente da Sikorsky, ou como um kit a ser adaptado às aeronaves de terceira geração já em campo, o trabalho sendo realizado por um centro de modificação qualificado pela Sikorsky.

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