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Assinatura prevista para fevereiro

Marinha do Brasil dá luz verde ao contrato de Tamandaré

As corvetas Classe Tamandaré são baseadas no conceito alemão MEKO.

As corvetas Classe Tamandaré são baseadas no conceito alemão MEKO.

03/01/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O Alto Comando da Marinha do Brasil autorizou a contratação de quatro novas corvetas com o Consórcio Águas Azuis, liderado pelas empresas Thyssenkrupp (Alemanha) e Embraer Defesa e Segurança (Brasil). A assinatura do documento está agendada para a segunda quinzena de fevereiro de 2020.

As quatro corvetas Classe Tamandaré, orçadas em USS 2 bilhões de dólares (cerca de R$ 9 bilhões),  enfrentaram dois obstáculos importantes antes de mesmo de serem lançadas ao mar.

No início de dezembro último, o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou pedido cautelar e arquivou denúncia apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e de Material Elétrico de Pernambuco, na região nordeste do País.

Os ministros do órgão de controle do Estado Brasileiro não detectaram irregularidades nos procedimentos de contratação do Consórcio Águas Azuis.

Ainda em dezembro, no dia 13, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro sancionou lei para a concessão de um crédito suplementar de RS 4,25 biIhões alocados pela União a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), ligada à Marinha.

Em 12 meses após a assinatura do contrato deverá estar concluída a elaboração do projeto executivo para as corvetas, que serão construídas no estaleiro Oceana, em Itajaí (SC), região sul do País.

O programa

 

O programa trabalha com a expectativa de 31,6% de conteúdo local para o primeiro navio e média de 41% para as demais unidades da série.

O cronograma de entrega das embarcações começa em 2024 e termina em 2028.

De alta complexidade tecnológica, esses navios entregam a Marinha do Brasil inédito poder de combate, incluindo sistema vertical de lançamento de mísseis superfície-ar para defesa antiaérea e modernos radares e sonares.

Esses navios serão usados para controlar as águas jurisdicionais brasileiras e a zona econômica exclusiva, que totaliza 4,5 milhões de quilômetros quadrados (a chamada Amazônia Azul), incluindo aí os campos do pré-sal.

A frota de corvetas, além da missão primária de escoltar outros navios da Esquadra Brasileira, deverá garantir proteção ao tráfego marítimo e atuar em operações de busca e salvamento, além de contribuir em missões de paz e ajuda humanitária.

Há previsão de transferência de conhecimentos técnicos e expertise, com acesso amplo e direito de uso de tecnologias, na forma de licenças gerais.

Estima-se a geração de mil empregos diretos e quatro mil postos de trabalho indiretos, gerando um novo cluster naval dual (militar e civil) no porto de Itajaí.

Essas e outras variáveis referentes ao programa de construção de corvetas foram informadas ao comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Ilques Barbosa Junior, durante a primeira reunião de governança estratégica do projeto, realizada no último dia 20 de dezembro.

Participaram do encontro, no Rio de Janeiro, os presidentes Rolf Wirtz (Thyssenkrupp), Jackson Schneider (EMBRAER Defesa e Segurança), Edson Mallaco (ATECH), e o vice-almirante Edésio Teixeira Lima Junior (EMGEPRON).

Imagens: Marinha do Brasil.

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