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Greve da Polícia Militar do Ceará contabiliza senador ferido a bala.

O Exército Brasileiro é destacado em Fortaleza para preservar a ordem pública

Tropas Federais no Ceará: escalada da crise na Segurança Pública do Estado.

Tropas Federais no Ceará: escalada da crise na Segurança Pública do Estado.

25/02/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

As Forças Armadas brasileiras iniciaram na última sexta-feira (21) Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Estado do Ceará, com foco no município de Fortaleza, cidade que é a capital do Estado.

A Operação denominada Mandacaru foi estabelecida em cumprimento ao Decreto nº 10.251, de 20 de fevereiro de 2020, envolvendo o emprego de efetivos das Forças Armadas e dos órgãos de segurança pública federais, estaduais e municipais.

A operação atende à solicitação do governador do Ceará, Camilo Santana, que, conforme previsto no referido decreto, já passou ao Comando da Operação o controle operacional dos efetivos e dos meios pertencentes aos órgãos de segurança pública federais e estaduais disponibilizados.

Isso inclui quatro batalhões de Policiamento de Choque, três de Policiamento Raio e cinco de Policiamento Especializado.

A operação tem por finalidade a preservação da ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio, contribuindo para o restabelecimento das condições de normalidade no Estado do Ceará, com foco no município de Fortaleza.

Por meio de atividades de patrulhamento ostensivo, com revista de veículos e pessoas, e utilização das medidas necessárias para o êxito da operação.

Entendendo a crise

 

O senador Cid Gomes, de 56 anos, foi atingido por um disparo não letal (balote de borracha) no momento em que, dirigindo ilegalmente um trator, avançou sobre o portão de uma unidade da Polícia Militar do Estado do Ceará de forma tresloucada e perigosa para si e para os demais.

O tumulto e os disparos ocorreram durante manifestação dos grevistas amotinados em um dos batalhões ocupados.

O senador Cid Gomes teria "liderado" uma tentativa de "tomada" do batalhão, usando como "aríete" para forçar a entrada, uma retro-escavadeira que encontrava-se no local.

Após ser baleado, o político foi socorrido para um hospital da cidade e passou por atendimento médico. 

O governador do Ceará, Camilo Santana, em contato direto com o presidente Jair Bolsonaro, solicitou o apoio de tropas federais para reforçar a segurança no Estado, após quatro batalhões da Polícia Militar serem atacados e o caos ameaçar Fortaleza.

Os ataques foram feitos por pessoas encapuzadas, mas há a suspeita de que os responsáveis sejam policiais integrantes de um movimento grevista que reúne os policiais mais jovens.

O episódio agravou uma crise que surgiu ao final de 2019 com as negociações por reajuste salarial para a categoria.

O governador Camilo Santana chegou a incorporar algumas das reivindicações na sua proposta inicial e, embora associações ligadas aos policiais tenham chegado a aceitar um acordo, parte da base o recusou e se rebelou.

Batalhões em distintas cidades foram ocupados desde então.

Um clima de incerteza se abateu sobre o Estado diante da paralisação de parte da PM às vésperas do Carnaval de Fortaleza, tido como um dos mais movimentados (e lucrativos) do nordeste brasileiro.

Quatro policiais foram presos e outros 300 estão sendo investigados por crimes que vão da tomada de viaturas civis ao incêndio de veículos de cidadãos críticos ao movimento.

Imagens: Polícia Militar do Ceará, Agência Brasil, Exército Brasileiro, Reprodução internet

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