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Sistema de Rastreamento em Voo Transportável

Exército brasileiro recebe caminhões equipados com o sistema Strev

Sistema de Rastreamento em Voo Transportável (Strev)

Sistema de Rastreamento em Voo Transportável (Strev)

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07/05/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Entre 22 e 24 de abril de 2020, o Centro de Avaliação do Exército (CAEx) - “Campo de Provas da Marambaia” recebeu os caminhões especialmente adaptados que compõem o Sistema de Rastreamento em Voo Transportável (STREV).

Os equipamentos dos distintos subsistemas que formam o STREV foram entregues pela empresa Omnisys, responsável pelo monitoramento por radares, rastreamento óptico e telemetria/disseminação dos dados obtidos.

O pessoal do CAEx irá agora verificar a conformidade de todas as especificações técnicas estabelecidas pelo Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) com as empresas Omnisys e RF.Com, que projetou, fabricou e forneceu os caminhões adaptados e realizou a integração dos equipamentos fornecidos pela Omnisys.

Ambas fazem parte da Base Industrial de Defesa brasileira (BID) e são consideradas Empresas Estratégicas de Defesa.

O equipamento entregue ao CAEx permitirá rastrear e gerar dados sobre o voo de mísseis, foguetes, munição de armas pesadas e sistemas aéreos controlados remotamente (SARPs), fortalecendo as capacidades de pesquisa e desenvolvimento do Programa ASTROS 2020 para os itens míssil de cruzeiro AV-MTC, foguete guiado FG-40 e UAV/SARP das duas Baterias de Busca de Alvos (uma para cada grupo de mísseis e foguetes).

Adicionalmente, o STREV permite uma detalhada análise do disparo de munições de artilharia de alcance estendido, com ou sem guiamento, abrindo o caminho para o desenvolvimento de munições “inteligentes” para emprego com obuseiros auto propulsados M-109 A5 BR+, obuseiros auto-rebocados e morteiros pesados, rebocados ou instalados em viaturas blindadas.

O STREV também pode rastrear e gerar dados de telemetria relativos ao disparo (testes) de mísseis ar-ar (A-Darter), ar-solo (MICLA-BR), bombas guiadas stand-off e demais armamentos empregados pela Força Aérea Brasileira.

Com adaptações para o emprego naval, o sistema também pode ser empregado como apoio no desenvolvimento de mísseis superfície-superfície e superfície-ar pela Marinha do Brasil.

Astros 2020: Liderança Continental

 

O objetivo do Programa ASTROS 2020 é fornecer ao Exército Brasileiro um sistema estratégico de mísseis e artilharia de foguetes, permitindo atingir alvos de forma mais precisa e a distâncias maiores, com um poderoso efeito dissuasório.

O sistema de armas é composto principalmente por veículos de lançamento de mísseis e foguetes Astros MK-6 agrupados em duas unidades, o 6º e o 16º Grupo de Mísseis e Foguetes, ambos subordinados ao Comando de Artilharia do Exército Brasileiro.

Todo esse aparato bélico, mais um Centro de Instrução de Mísseis e Foguetes, Centro de Logística de Mísseis e Foguetes (apoio e manutenção, paióis) e demais capacidades associadas estão concentradas no Forte Santa Bárbara, na cidade de Formosa (Goiás), a pouco mais de 100 km da capital federal, Brasília.

O papel da RF.COM

 

Integradora de soluções para comunicações, broadcasting, eventos, defesa e muito mais, a empresa paulista RF.COM é a responsável pelo projeto, integração e entrega dos veículos, shelters e reboques utilizados na versão “transportável” do STREV.

Estabelecida em 1994 na cidade de São José dos Campos, um importante centro tecnológico do Brasil, a RF.COM é responsável por projetar, fabricar e integrar reboques, barcos e abrigos para aplicações militares, unidades móveis (caminhões e reboques) para o segmento de transmissão, unidades móveis e shelters para infraestrutura de redes celulares, componentes e instrumentos de RF, equipamento de teste (RF e aviônicos), equipamento de pesquisa / navegação, soluções energéticas (geradores, energia solar e eólica), além de prestar serviços de suporte aos clientes.

Entre as soluções integradas desenvolvidas estão as Unidades Móveis Integradas para Broadcast (Satellite News Gathering – SNG, Electronic News Gathering – ENG, Electronic Field Production – EFP, etc); Unidades Móveis Integradas para Defesa (Comando e Controle, Guerra Eletrônica, etc); Unidades Móveis Integradas para Telecomunicações (ERBs Móveis (COWs), Repetidoras Móveis, etc); Abrigos (Shelters) Integrados para Defesa (Operações Táticas, Monitoração de Fronteira, etc).

Como exportadora de produtos de Defesa, a RF.Com foi destaque no Chile recentemente.

A Força Aérea Chilena (FACh) exibiu, no Desfile Militar Nacional de 2019, seu novo Sistema Tático de Telecomunicações Aéreas e Automotivo, cujos shelters foram projetados, fabricados e integrados pela empresa brasileira RF.COM.

Esta unidade especializada permite conduzir operações de rápida mobilidade da Força Aérea e também pode ser configurada para apoiar a comunidade em face de catástrofes e emergências, possuindo capacidade de ser aerotransportada.

O papel da Omnisys

A Omnisys oferece uma linha completa de soluções para instrumentação de centros de lançamento de mísseis e foguetes, sendo a principal fornecedora de sensores para os centros de lançamento das Forças Armadas do Brasil.

A experiência da Omnisys engloba soluções em radares de trajetografia, telemedidas em banda S, sistemas de monitoramento do espectro eletromagnético e sistemas de rastreio óptico, com vasto histórico de fornecimento comprovado, bem como serviços de modernização e manutenção das condições de operação desses sistemas.

A composição básica de Instrumentação STREV apresenta os subsistemas Radar de Trajetografia em Banda C; Estação de Telemedidas em Banda S; Estação de Rastreio Óptico; Sistema de Monitoramento do Espectro Eletromagnético; Centro de Comando e Controle; Sistemas estáticos para gravação de vídeos, radares Dopplers e sistemas meteorológicos.

Diferentes subsistemas e sensores integram um Centro de Lançamento, sendo o gerenciamento e comunicação entre esses realizados através de um Centro de Comando e Controle, composto por interfaces locais, o sistema STDL, Sistema de Tratamento de Dados de Lançamento, e o SISGRAF, interface gráfica utilizada pela segurança de voo, ambos desenvolvidos pela Omnisys e atualmente em operação nos Centros de Lançamento de Alcântara e Barreira do Inferno.

Descrição de Subsistemas

 

RADAR DE TRAJETOGRAFIA EM BANDA C

Os radares de Trajetografia em Banda C são equipamentos de alta precisão que fornecem a posição e realizam o rastreio, indicando a trajetória realizada, de foguetes, mísseis, aeronaves (tanto tripuladas quanto não tripuladas) e outros engenhos a grandes distâncias.

ESTAÇÃO DE TELEMEDIDAS BANDA S

Sistema de rastreio em banda S empregado no acompanhamento da trajetória, aquisição e gravação dos dados enviados pelo alvo durante seu lançamento. O sistema é equipado com baliza para emissão de sinais de referência para sua calibração.

SISTEMA DE RASTREIO ÓPTICO

Capaz de rastrear foguetes e mísseis nos primeiros instantes do lançamento e registrar eventos críticos tais como abertura de aletas e separação de estágios, este sistema também produz imagens dos lançamentos e fornece, em tempo real, informações de posição do alvo para o STDL. É dotado de câmeras zoom, panorâmica e infravermelha, assim como um telêmetro laser.

SISTEMA DE MONITORAMENTO DO ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO

Este sistema provê capacidade de detecção e identificação de emissões eletromagnéticas, garantindo a proteção dos meios de comunicação, veículos e cargas úteis durante uma campanha de lançamento.

CENTRO DE COMANDO E CONTROLE

O Centro de Comando e Controle é responsável pela gestão da missão, transmitindo e recebendo informações entre os demais subsistemas que integram a instrumentação do centro.

É também através do Centro de Comando e Controle a gestão de toda a comunicação de dados, voz, vídeo assim como a gravação dos dados das missões realizadas para análises posteriores.

Por fim, este Centro também é responsável por fornecer as informações necessárias à equipe de segurança da missão assim como do sistema associado à terminação de voo.

 

Imagens: Exército Brasileiro/RF.COM/Roberto Caiafa/Óscar E.Aránguiz/Omnisys

 

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