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TS e G2C

Taurus Armas transfere linhas de montagem de pistolas para os Estados Unidos

Pistolas TS e G2C tiveram linhas de montagem transferidas para os Estados Unidos.

Pistolas TS e G2C tiveram linhas de montagem transferidas para os Estados Unidos.

12/05/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Taurus Armas está transferindo uma das linhas de produção da pistola TS9-Striker da sua matriz em São Leopoldo (RS), no Brasil, para a sua unidade na cidade de Bainbridge, nos Estados Unidos.

Esta é a primeira linha de montagem transferida pela empresa para a sede americana, após o investimento feito pelo governo da Georgia na subsidiaria.

A operação aumentará a capacidade de produção da fábrica norte-americana da Taurus em cerca de 50 mil armas/ano em uma linha de produção.

Em 90 dias, a Taurus também irá transferir para os Estados Unidos uma linha de produção da pistola G2C – a mais vendida no mundo e preferida dos americanos -, com capacidade de fabricação de 100 armas/hora ou aproximadamente 400 mil armas/ano, em dois turnos.

As mudanças ocorrem a partir de uma decisão estratégica da empresa de aumentar o processo de manufatura na nova fábrica cedida pelo governo da Georgia nos EUA e pretendem aproveitar a alta demanda do mercado norte-americano, considerado um dos maiores e mais exigentes do setor de armas no mundo.

Outro fator, segundo o presidente da Taurus Armas, Salesio Nuhs, é a limitação de investimentos para aumento da capacidade produtiva no Brasil, em razão da falta de incentivos nacionais e de isonomia tributária e regulatória frente as fabricantes estrangeiras.

O produto importado quando adquirido por entidades públicas de qualquer natureza ingressa no Brasil sem imposto algum.

Ao passo que o produto nacional paga uma carga elevada de impostos (IPI, ICMS, PIS e COFINS) que representam até 70% do preço.

Além disso, para poder comercializar um novo produto, as fabricantes de armas nacionais precisam atender exigências locais dos órgãos regulatórios que inviabilizam a competitividade das empresas, uma vez que o processo de homologação de um novo produto pode demorar anos em virtude da fila de espera nesses órgãos, ao passo que o produto importado não precisa se submeter ao processo regulatório, como acontece atualmente.

Exportar para o Brasil, infelizmente em virtude da falta de isonomia, passou a ser um negócio atrativo.

Taurus Armas reforça que continuará fabricando no Brasil, 4.300 armas por dia, com todo o portfólio atual, inclusive as pistolas TS9-Striker e G2C, e atendendo a demanda no mercado brasileiro com agilidade, qualidade e compromisso com a excelência.

Nota do Autor: Em recente artigo publicado em Infodefensa,falei claramente dessa possibilidade concretizar-se, e aí está a competitividade desnudada, nos Estados Unidos você pode e consegue, no Brasil tudo impede, especialmente a burocracia e a voracidade tributária. A Taurus Armas, antevendo cenários, investe para produzir um revólver de qualidade por US$ 200, o programa “Excellence Revolver”, enquanto paulatinamente transfere linhas de montagem de armas modernas, fabricadas em polímero e dotadas de diversos recursos de segurança, para sua fábrica estadunidense. Tomando um jogador de futebol brasileiro como exemplo, é o mesmo que o praticante do velho ludopédio sair do Brasil para jogar o melhor de sua carreira futebolística fora do País, onde é muito mais compensador (e justo) o modelo de trabalho e o ganho obtido.

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