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AMÉRICA | Defensa
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Pandemia Covid-19

Brasil envia tropas de defesa química em todo o país

Tropas DQBRN. Foto: Ministério da Defesa do Brasil

Tropas DQBRN. Foto: Ministério da Defesa do Brasil

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14/05/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Desde o início das atividades da Operação COVID-19, e até antes disso, as tropas e meios de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) das Forças Armadas brasileiras tem sido enviadas para atuarem em todo o território nacional.

A Portaria Nº 1.232 do Ministério da Defesa determinou que o ministério passasse a coordenar os meios DQBRN na descontaminação de espaços públicos, meios de transporte e materiais, entre outros, por intermédio do seu Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA).

O Exército Brasileiro (EB) está empregando seu sistema DQBRN composto pelo Instituto de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (IDQBRN); Instituto de Biologia do Exército (IBEx); 1° Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (1° Btl DQBRN); e Companhia de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (Cia DQBRN), na mitigação das consequências da pandemia da COVID-19.

O Brasil já possui experiência no emprego de tropas DQBRN desde o acidente com o Césio 137, o caso mais conhecido por ter resultado em contaminação e perda de vidas humanas (setembro de 1987 – Goiânia, GO), passando por grandes eventos no país, tais como a Jornada Mundial da Juventude (2013), a Copa das Confederações (2013) e Copa do Mundo (2014), os Jogos Olímpicos e Paralímpicos RIO-2016 e a reunião dos países do BRICS (2019).

A realização desses eventos no País levaram à preparação das forças de defesa e segurança contra possíveis ataques envolvendo agentes QBRN.

A Marinha do Brasil, artífice do Programa Nuclear do Estado Brasileiro em sua vertente de emprego militar, possui uma estrutura profissional de tropas QBRN, coordenadas e integradas pelo Centro de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica da Marinha do Brasil (CDefNBQR-MB).

Atualmente, está operativa a Companhia de Defesa NBQR do Batalhão de Engenharia de Fuzileiros Navais, destinada para atuação na área do Comando do 1º Distrito Naval (Com1ºDN) e em todo território nacional; o Batalhão de Defesa NBQR de ARAMAR (Iperó, interior do Estado de São Paulo) e futuramente o Batalhão de Defesa NBQR de Itaguaí (RJ), destinados às áreas nucleares na Base de Submarinos que irá operar o futuro “Álvaro Alberto”.

Na Força Aérea Brasileira, as ações QBRN são coordenadas pelo Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE), sendo que  algumas unidades aéreas e tropas especiais possuem treinamentos e equipamentos específicos, caso do  2º/10º Grupo de Aviação - Esquadrão Pelicano (C-105 Amazonas), do 3º Esquadrão 8º Grupo de Aviação (3º/8º GAv) Esquadrão Puma (H-36 Caracal) e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), operadores de forças especiais da Infantaria da Aeronáutica habilitados em paraquedismo militar, operações de busca e salvamento SAR, C-SAR, e treinados também para atuarem em operações DQBRN

O que é uma Guerra QBRN?

O termo descontaminação é uma atividade ampla para reduzir ou neutralizar a ação do perigo QBRN, sendo utilizado para expressar o processo de absorver, destruir, neutralizar, tornar inofensivos ou remover agentes químicos, radiológicos ou biológicos.

Já a desinfecção é um termo mais restrito, caracterizado pela eliminação ou remoção de microrganismos vivos presentes em superfícies, independentemente de serem patogênicos (causadores ou não de doenças).

Diante disso, os Comandos Conjuntos ativados em todo o território nacional estão realizando diversas operações de descontaminação voltadas para reduzir ou neutralizar o perigo biológico existente nos espaços públicos de grande movimentação de pessoas, tais como: portos, aeroportos, rodoviárias e hospitais.

Nessas oportunidades, são utilizados equipamentos de proteção individual e descontaminantes à base de cloro, projetados para o combate de agentes biológicos para a preservação do bem-estar da sociedade.

Outro emprego das tropas DQBRN nessa operação é a capacitação de militares e agências civis para a desinfecção de áreas de grande aglomeração.

Nessa atividade, os profissionais são orientados sobre o risco de contaminação do coronavírus e a importância do procedimento de desinfecção das áreas públicas de grande circulação de pessoas, além do uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPI) e das soluções disponíveis para a sanitização, seus riscos e a forma adequada de utilizá-los.

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