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Possíveis acordos com a China, Rússia ou Índia

Embraer busca novas alianças após fracasso do acordo da Boeing

Foto: Embraer

Foto: Embraer

05/06/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Nos bastidores do cluster aeroespacial brasileiro comenta-se que a Embraer espera assinar novas parcerias estratégicas no futuro depois que a norte-americana Boeing cancelou em abril um acordo para assumir o controle da divisão de jatos comerciais da empresa.

O presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, declarou que ainda é cedo para discutir essas oportunidades, pois a empresa está formulando um novo plano de cinco anos.

O executivo acrescentou que as parcerias estratégicas, caso se materializem, poderiam envolver produtos, engenharia e produção em países como China, Índia "e outros" não especificados.

Segundo fontes próximas a empresa brasileira, China, Rússia e Índia estariam sondando a Embraer e estudando possíveis acordos, embora qualquer negociação seja preliminar.

Nesta segunda feira (01/06), a Embraer desmentiu que esteja negociando com a estatal chinesa COMAC, a Irkut da Rússia ou a Índia sobre qualquer possível acordo para substituir a transação da Boeing.

A empresa também reportou nesta segunda-feira um prejuízo de R$ 433,6 milhões no primeiro trimestre, resultado da queda nas vendas em razão da pandemia do novo coronavírus, mais os reflexos negativos do fracassado acordo com a Boeing, incluindo aí a desvalorização dos papéis da companhia nas bolsas de valores.

A empresa afirma que a decisão de colocar funcionários em férias remuneradas em janeiro para finalizar os detalhes do acordo com a Boeing foi responsável por uma queda de 23% na receita.

Em março, a Embraer novamente afastou os trabalhadores devido à pandemia de coronavírus.

Os executivos da empresa não comentam os desdobramentos do processo de arbitragem contra a Boeing devido ao cancelamento do negócio, no entanto, a Embraer tem declarado repetidas vezes que espera reaver os custos tributários demandados pela Boeing e relacionados ao acordo que afetaram negativamente seus resultados trimestrais.

Empréstimo do Bndes

 

A Embraer espera obter em junho financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) e a bancos privados no valor de US$ 600 milhões para atender a sua demanda de jatos executivos e comerciais para os próximos meses.

As negociações estão em ritmo acelerado, e o crédito pode ser liberado nas próximas semanas.

No balanço do primeiro trimestre deste ano, a fabricante brasileira de aeronaves anunciou que tem no horizonte cerca de US$ 16 bilhões em encomendas firmes para os próximos anos.

A linha de crédito liberada o será no modelo pré-embarque, em que se financia o produtor local do produto/ativo que será vendido no exterior, e a operação terá garantias para dar suporte à operação.

O governo brasileiro negocia desde abril com as principais empresas aéreas nacionais um socorro para enfrentar os efeitos negativos da pandemia de coronavírus que abateram o setor.

A Embraer também poderá ser contemplada por essa ajuda com um montante de aproximadamente US$ 400 milhões, mas essa operação deverá ficar para o próximo ano (2021).

Imagens: Embraer

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