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O Brasil opera na atualidade dois navios de socorro de submarinos

Navio de socorro brasileiro NSS Felinto Perry será desativado ainda em 2020

A mostra de desarmamento do NSS.

A mostra de desarmamento do NSS.

12/07/2020 | Estambul

Victor M.S. Barreira

O navio de socorro de submarinos NSS Felinto Perry (K11) da Marinha do Brasil tem previsão de ser desincorporado do setor operativo ainda no decorrer de 2020.

O NSS Felinto Perry com 77,8 metros de comprimento e 4.107 toneladas de deslocamento foi incorporado à Marinha do Brasil em 19 de outubro de 1988 para ser empregado em tarefas de resgate a submarinos sinistrados e apoio a atividades de mergulho profundo.

Este integra o Comando da Força de Submarinos (ComForS) sedeado na Ilha de Mocanguê na cidade de Niterói, Estado do Rio de Janeiro e realiza essencialmente missões de apoio aos submarinos da Classe Tupi, S. Tupi (S30), S. Tamoio (S31), S. Timbira (S32) e S. Tapajó (S33) e ao único submarino U209/1400mod da Classe Tikuna, o S. Tikuna (S34). Os cinco submarinos de propulsão diesel-elétrica operam a partir da Base de Submarinos Almirante Castro e Silva (BACS) na Ilha de Mocanguê.

Novo navio de socorro de submarinos

 

O navio será substituído na mesma função pelo navio de socorro de submarinos NSS "Guillobel" (K120) incorporado ao serviço da marinha em 12 de Maio de 2020. O NSS Guillobel com 85 metros de comprimento e 5700 toneladas de deslocamento foi adquirido junto à empresa britânica Adams Challenge (UK) em 24 de outubro de 2019. O então DSV Adams Challenge foi construído em 2009 na Espanha pelo estaleiro Astilleros Balenciaga para realizar missões de mergulho em águas profundas na empresa ADAMS Offshore sedeada no Reino do Bahrein.

O NSS Guillobel possibilitará ainda o incremento do apoio ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), especificamente para transportar pessoal, equipamentos e suprimentos para a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF).

Estima-se que todos os submarinos brasileiros sejam no futuro sedeados na Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM), cuja construção decorre no Complexo Naval de Itaguaí (CNI) na cidade de Itaguaí, Estado do Rio de janeiro.

A Base de Submarinos Almirante Castro e Silva deverá permanecer como ponto de apoio ao atuais e futuros submarinos da Marinha do Brasil.

Classe Riachuelo

 

O Comando da Força de Submarinos receberá ainda em 2020 o primeiro de quatro submarinos de propulsão diesel-elétrica S-BR, os quais constituem a Classe Riachuelo. As unidades são fabricadas no Complexo Naval de Itaguaí pela empresa Itaguaí Construções Navais (ICN), uma parceria entre a francesa Naval Group e o conglomerado brasileiro de empresas Odebrecht com o apoio da estatal brasileira Nuclebrás Equipamentos Pesados (NUCLEP).

O cronograma do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) prevê a entrega do S. Riachuelo ao setor operativo da marinha em outubro de 2020, do S. Humaitá em dezembro de 2021, do S. Tonelero em dezembro de 2022 e do S. Angostura em dezembro de 2023.

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