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Reportaje Infodefensa.com

EPM Magtronic de Jeumont, 2.915 MW de potência para o submarino brasileiro

O motor elétrico de propulsão Jeumont Schneider EPM Magtronic, com 2.915 MW de potência.

O motor elétrico de propulsão Jeumont Schneider EPM Magtronic, com 2.915 MW de potência.

19/07/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

A empresa francesa Jeumont Electric é a fornecedora dos motores elétricos instalados no Sistema Elétrico de Propulsão da planta motriz dos submarinos convencionais S-BR que a Marinha do Brasil está construindo em Itaguaí.

Dentro do submarino diesel-elétrico o motor Jeumont trabalha alimentado por motores diesel MTU 16V 396 SE84, de fabricação alemã.

Motor assíncrono é um tipo de propulsor elétrico de corrente alternada que utiliza uma corrente induzida em seu rotor, em vez de um fornecimento físico de energia para produzir o seu movimento de rotação.

Ele é considerado ideal para aplicações pesadas, devido à sua simplicidade e robustez.

No submarino, o motor elétrico de propulsão é do tipo Jeumont Schneider EPM Magtronic, com 2.915 MW de potência, e cada planta de propulsão elétrica é entregue acompanhada de um gabinete de conversores de energia.

Cada conjunto completo, sem incluir as cerca de 360 células de baterias, pesa cerca de 60 toneladas.

Essa configuração de propulsão elétrica permite ao submarino S-BR navegar, submerso, a uma velocidade máxima de 20 nós, o que corresponde a 37 km/h.

Além dos quatro motores para os submarinos diesel-elétricos, a Jeumont também entregou em 2015 o que foi considerado a época o maior motor síncrono de ímã permanente já fabricado pela empresa francesa.

Esse motor elétrico foi instalado no Sistema Elétrico de Propulsão da planta de propulsão do submarino nuclear que a Marinha do Brasil está finalizando a construção no Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene) do Centro Experimental de Aramar, no município paulista de Iperó.

Esse motor mede cerca de seis metros de comprimento por três metros de largura e 4,5 metros de altura, seu peso passando das setenta toneladas.

O Labgene reproduz e testa, em terra, o sistema de propulsão nuclear que será instalado no Álvaro Alberto.

Prosub, um programa altamente tecnológico

 

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) tem como uma de suas metas construir quatro submarinos convencionais de propulsão diesel elétrica Classe Riachuelo nas instalações da Itaguaí Construções Navais (ICN).

Baseados na Classe Scorpenne projetada pelo Naval Group, os submarinos brasileiros são um pouco maiores e mais pesados que seus pares franceses, pois carregam mais combustível e possuem mais baterias, tornando-os capazes de irem mais longe e assim permanecerem mais dias no mar (long endurance).

A propulsão dos submarinos diesel-elétricos é um dos maiores desafios tecnológicos apresentado as equipes de engenharia do Prosub, já que após determinados períodos utilizando o motor elétrico, as inúmeras baterias do submersível precisam ser recarregadas por meio de um motor a diesel acoplado a um gerador, que puxa o oxigênio da atmosfera.

Para isso, o submarino utiliza um dispositivo chamado snorkel, que funciona como um aspirador de oxigênio, elemento essencial para alimentação dos motores geradores que irão recarregar as baterias, para sequência da missão em alto mar.

Ao mesmo tempo, o snorkel também realiza a exaustão dos gases gerados pelo funcionamento do motor diesel.

Para executar essa perigosa tarefa, o submarino precisa manter cota de periscópio (navegar quase a superfície), ocasião em que o risco de ser detectado por um radar ou um sonar e entregar a sua posição ao inimigo é enorme.

Quanto mais rápido for o processo, menos tempo o submarino irá se expor próximo a superfície.

Após completar a recarga das baterias, o snorkel é recolhido a sua posição de guarda e o submersível pode retornar as grandes profundidades, prosseguindo na missão.

Imagens: Jeaumont Electric/ICN/Marinha do Brasil.

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