menú responsive
AMÉRICA | Armada
-/5 | 0 votos

Investimento de US $ 6,5 bilhões

Brasil ativa a nova base do Prosub na ilha da Madeira


La base PROSUB se activa en la isla de Madeira


20/07/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

A Marinha do Brasil, através da Força de Submarinos, ativou na última sexta-feira (17) a Base de Submarinos da Ilha da Madeira, localizada no Complexo Naval de Itaguaí, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

A base faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que visa à produção de quatro submarinos convencionais e do primeiro submarino brasileiro com propulsão nuclear (mais estaleiro e base naval), um investimento avaliado em R$ 35 bilhões.

A base mais moderna da Força Naval

 

Segundo o comandante da Marinha do Brasil, almirante-de-esquadra Ilques Barbosa Junior, a BSIM será a base naval mais moderna da Força Naval e vai contribuir para a preparação dos meios navais, prioritariamente dos submarinos, além de prestar apoio logístico às organizações militares (OMs) “Aqui estará em breve a força máxima de dissuasão estratégica de nosso país, os submarinos convencionais com propulsão nuclear, os submarinos com propulsão diesel-elétrica, e também modernas fragatas e outros meios de apoio ao fortalecimento da soberania e do desenvolvimento do país”, disse Ilques, na cerimônia que teve a presença do ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque.

“Cabe a base prover facilidades de atracação, infraestrutura e apoio administrativo aos navios subordinados ao Comando da Força de Submarinos; segurança de áreas e instalações do Complexo Naval de Itaguaí, incluindo os perímetros marítimo, terrestre e áreas comuns, em coordenação com as demais organizações militares e empresas sediadas no complexo, além de oferecer apoio básico de saúde”, complementou o comandante da Marinha.

Classe Riachuelo

 

Em outubro do ano passado o submarino Humaitá também foi apresentado no Complexo Naval de Itaguaí.

O S-41 é o segundo dos quatro submarinos com propulsão diesel-elétrica Classe Riachuelo planejados para atuar na defesa da costa brasileira e seu lançamento ao mar está previsto para dezembro.

Maiores que o projeto original Scorpenne francês (casco alongado em seis metros para receber mais combustível e suprimentos), esses modernos submersíveis tem 72 metros e pesam 1.870 toneladas, permitindo assim um maior tempo de patrulha/endurance.

Com capacidade para 35 tripulantes, mais um pequeno espaço para transportar mergulhadores de combate, a Classe Riachuelo pode alcançar 20 nós submersa, o equivalente a 37 quilômetros por hora.

Entre os armamentos estão o torpedo pesado inteligente do tipo F.21, minas navais e mísseis anti-superfície AM.39 Exocet (disparáveis com o submarino submerso).

Cada S-BR pode realizar missões de patrulha e/ou negação do uso do mar ao inimigo com autonomia de até setenta dias operando.

Testes HAT/SAT

 

O primeiro submarino, que dá nome a classe, chegará ao setor operativo ao final de 2020 após passar por dois anos de extensos trabalhos de avaliação e testes conhecidos como HAT/SAT (harbor aceptance test/sea aceptance test).

O segundo deverá seguir o mesmo roteiro sendo aceito para serviço no início de 2022.

Os dois seguintes, S-42 Tonelero e S-43 Angostura, têm entrega prevista respectivamente para o final de 2022 e meados de 2023.

Entre os testes de aceitação para o serviço ativo, cada exemplar deve navegar à velocidade máxima por muitas horas (acima de 37 km/hora submerso, 22 km/hora na superfície) cobrindo grandes distâncias; emergir em ângulo vertical agudo, submergir em condição crítica; passar por batalhas e cercos virtuais de combate; realizar o disparo real de todas as suas armas (fase que o S-40 deverá cumprir em breve) e treinar a saída e o resgate de times de mergulhadores de combate; além de participar de exercícios para combate de incêndio a bordo, de naufrágio e de ações furtivas dedicadas à inteligência/operações especiais.

Construídos como resultado de uma parceria estratégica entre o Brasil e a França, o PROSUB permitiu a indústria naval brasileira ter acesso a uma enorme e inédita prensa usada para moldar as calotas de vante e de ré do casco de cada submarino (a maior do tipo existente no hemisfério sul), fabricar e soldar tubos de torpedos de 535 mm, executar a fabricação de componentes complexos como tanques de combustível, tanques de lastro, cradles (berços), tubulações hidráulicas, válvulas e bombas, entre outros equipamentos e capacidades.

A subsidiária brasileira do Grupo Thales, a empresa Omnisys, tem sob a sua responsabilidade os trabalhos de integração do sistema de combate ou CMS (Combat Management System) que inclui o radar, o periscópio optrônico, o mage, o sonar de casco e o sonar flank-array, os equipamentos de comunicação submersa UT e VLF, as defesas ativas e passivas CONTRALTO, todos esses sensores e equipamentos apresentando o quadro tático do momento aos operadores de forma clara e intuitiva.

Um avanço no projeto da Classe Riachuelo, a prática anterior de cortar o casco para acessar os componentes internos críticos e assim realizar a manutenção pesada não será mais necessária, tornando o período de indisponibilidade menor e reduzindo custos.

Histórico dos Submarinos no Brasil

 

A história dos submarinos no Brasil começa no final do século XIX com o desenvolvimento de protótipos. Em 1904, os submergíveis foram incluídos no primeiro programa de construção naval da Marinha.

Sete anos depois foi criada uma sub-comissão naval brasileira na Europa, na cidade de La Spezia, na Itália, para fiscalizar a construção dos três primeiros submarinos encomendados ao governo italiano. Essa flotilha, que incluía embarcações da chamada classe F entrou em operação em 1914.

Depois da Segunda Guerra, o Brasil passou a se equipar com submarinos americanos das classes Fleet-Type e Guppy. Só na década de 1980 ocorreu a auto-suficiência para projetar e construir suas próprias embarcações.

Foi assinado um contrato de transferência de tecnologia e capacitação técnica com o estaleiro alemão HDW, do qual derivou o submarino Tupi S30. O primeiro submarino construído totalmente no País foi o Tamoio, que foi ao mar em 1994.

Nessa época outros dois submarinos foram construídos localmente, o Timbira e o Tapajó. Já neste século foi ao mar o modelo Tikuna, semelhante externamente ao Tupi, mas possuidor de várias inovações tecnológicas, sobretudo na geração de energia, no sistema de direção de tiro e nos sensores.

Com o Riachuelo mais uma etapa evolutiva está sendo cumprida e o próximo salto tecnológico será dado com o submarino nuclear Álvaro Alberto.

Imágenes: Marinha do Brasil

 © Information & Design Solutions, S.L. Todos los derechos reservados. Este artículo no puede ser fotocopiado ni reproducido por cualquier otro medio sin licencia otorgada por la empresa editora. Queda prohibida la reproducción pública de este artículo, en todo o en parte, por cualquier medio, sin permiso expreso y por escrito de la empresa editora.

ENVÍO DE LA NOTICIA A UN AMIGO
Correo electrónico
Tu nombre
Mensaje