menú responsive
AMÉRICA | Aire
-/5 | 0 votos

Pintura e marcações da FAB concluídas

Embraer já tem o primeiro E-99M Guardião modernizado pronto

i2072910411906119

31/07/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O Projeto de Modernização das aeronaves E-99 para o padrão M concluiu, na última semana, nas instalações da Embraer em São José dos Campos, interior de São Paulo (SP), o processo de pintura da primeira unidade que será entregue brevemente para a Força Aérea Brasileira (FAB).

A conclusão dessa etapa é um marco para o projeto e confirma mais um passo na direção da atualização tecnológica dos vetores da Força.

O projeto E-99M foi iniciado em 2012 é conduzido pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) junto à Embraer e fornecedores internacionais, como a SAAB, Aeroelectronica International (AELI) e Rohde & Schwarz.

Além do processo de modernização e atualização dos sistemas de missão e subsistemas relacionados, o projeto também possui acordos de transferência de tecnologia que possibilitarão avanços tecnológicos na área de defesa da indústria brasileira.

O Gerente do projeto, tenente-coronel aviador Fabio Pires Vieira, esclareceu a importância da conclusão de mais uma etapa do projeto. “A conclusão dessa etapa é um indicativo importante de que, apesar de todas as adversidades enfrentadas em função das restrições impostas pela pandemia da COVID-19, a entrega da aeronave para emprego operacional ocorrerá este ano, conforme planejado”, afirmou.

E-99

 

O emprego das aeronaves AEW&C é indispensável em um cenário de operações aéreas, em face da flexibilidade de posicionamento da aeronave juntamente com a capacidade do detecção de tráfegos à baixa altura, permitindo realizar a cobertura radar das áreas de interesse do Comando da Aeronáutica (COMAER), além do controle das aeronaves, independentemente da estrutura de Comando e Controle existente no solo.

A modernização dos sensores aeroembarcados da aeronave E-99 permitirá à Força Aérea Brasileira ampliar a sua capacidade de execução de missões de Controle e Alarme em Voo, Reconhecimento Eletrônico, dentre outras.

A modernização focou em aspectos técnicos de performance e atualização dos sensores da aeronave, mas não previu a instalação de uma sonda para reabastecimento em voo (IFR), um recurso vital para aumentar o alcance e a persistência desses aviões em longas missões de controle do espaço aéreo.

Essa função chegou a ser testada pela fabricante brasileira em parceira com a Força Aérea Brasileira em 2003, durante as provas de avaliação e certificação da aeronave, mas o recurso não foi incorporado na versão brasileira.

Em 2017, a Índia testou com sucesso uma sonda IFR e adotou esse equipamento para seus quatro aviões, portanto, instalar a sonda com sucesso é possível tecnicamente.

Nas fotos do FAB 6762, é possível identificar novas antenas na fuselagem, o que comprova a instalação de capacidades inéditas na aeronave E-99M, deixando-a visualmente bastante parecida com ERJ-145 AEW&C indiano.

Embraer 145 AEW&C foi desenvolvido pela Embraer no final da década de 1990 como uma aeronave para apoiar o projeto SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia).

O avião modicado voou pela primeira vez em 1999 e três anos depois entrou em operação com a Força Aérea Brasileira, com a designação E-99 “Guardião”.

O avião usado pela FAB é equipado com o radar multimissão Ericsson PS-890 Erieye, de antena plana e varredura eletrônica ativa.

Antes de ser modernizado para um padrão similar ao novo Global Eye no E-99M, o Erieye apresentava 192 módulos auto-direcionáveis de transmissão e recepção de sinais que permitem rastrear aeronaves de diferentes portes, mísseis de cruzeiro e embarcações.

Segundo o fabricante, com a aeronave a 7.600 metros de altitude o equipamento (sem a modernização) é capaz de realizar varreduras com alcance de 350 km ao seu redor e pode acompanhar os movimentos de até 300 objetivos (esses números aumentam com a modernização e são classificados como sigilosos).

O Brasil é o maior operador do Embraer 145 AEW&C, com cinco exemplares na frota.

Em seguida vem a Grécia, com quatro aparelhos, seguido de Índia e México, cada um com três aeronaves em serviço.

Imagens: tenente-coronel Marcones/COPAC.

 © Information & Design Solutions, S.L. Todos los derechos reservados. Este artículo no puede ser fotocopiado ni reproducido por cualquier otro medio sin licencia otorgada por la empresa editora. Queda prohibida la reproducción pública de este artículo, en todo o en parte, por cualquier medio, sin permiso expreso y por escrito de la empresa editora.

ENVÍO DE LA NOTICIA A UN AMIGO
Correo electrónico
Tu nombre
Mensaje