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Reportaje infodefensa.com

Atobá, o drone brasileiro para proteção de fronteira


Atobá, el dron brasileño para la protección de fronteras


28/08/2020 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

Brasil entra no seleto grupo de nações capazes de fabricar drones de grande porte como Irã, China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos. A Stella Tecnologia, empresa nacional especializada no segmento de drones, desenvolveu e apresenta ao mercado o Atobá, veículo remotamente pilotado.

Trata-se de um drone estratégico desenvolvido com tecnologia nacional medindo 11 metros de envergadura (tamanho de asa de uma ponta a outra) e oferecendo, inicialmente, capacidade de 70 kg para transporte de carga (payload de sensores), o que possibilita seu uso em aplicações duais atendendo tanto o segmento civil quanto o militar.

O drone Atobá está programado para atender os segmentos de Defesa e Segurança nos mercados nacional e internacional e seu primeiro voo ocorreu no final de julho cumprindo com todos os requisitos técnicos e de segurança. “Ficamos impressionados com a estabilidade e o comportamento da aeronave durante as simulações de voo. Tínhamos certeza dessa performance, pois são anos trabalhando nesse projeto brasileiro. Estamos orgulhosos”, afirmou um dos fundadores e CEO da Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Jr.

O Atobá nasceu como uma alternativa economicamente viável de sistema remotamente pilotado entregando uma solução completa do tipo MALE (Medium Altitude, Long Endurance) de projeto, construção e suporte 100% nacionais, capitalizando experiências acumuladas em 16 anos de atuação no desenvolvimento dessa tecnologia pelos integrantes da equipe, entre eles, alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Com alcance de 250 km e autonomia de 28 horas de voo em sua versão inicial, o Atobá pode transportar 70 kg de carga. A aeronave utiliza como propulsor um motor a gasolina de 4 tempos de extrema eficiência energética e 60 HP de potência.

Para decolar e pousar, o Atobá necessita apenas de 400 metros de pista. Além de fácil transporte, o drone tem um sistema de montagem e desmontagem simplificado.

Versátil e multifunção, o Atobá é uma ferramenta eficaz atuando tanto no monitoramento da faixa oceânica e fronteiras terrestres, como atuando de forma decisiva, diuturnamente, na segurança pública e monitoramento de grandes eventos, dentre outras missões. “Temos por meta estabelecer parcerias sólidas com as Forças Armadas e Forças de Segurança Pública em projetos de vigilância e proteção das fronteiras e operações de segurança. Acreditamos que a Stella Tecnologia tem muito a contribuir com o País”, afirmou Buffara Jr.

O aparelho é visto como estratégico para as Forças Armadas, já que o processo nacional no desenvolvimento do Atobá apresenta menor custo e ainda pode gerar empregos no país.

Além disso, oferece persistência operacional sobre uma determinada área por um longo período de tempo (autonomia de voo ou long endurance) e a capacidade de realizar operações remotas.

O Atobá foi desenvolvido para igualar ou superar veículos da mesma classe no mercado internacional.

Pandemia

 

Mesmo com o cenário econômico afetado pela crise da pandemia da Covid-19, a discussão do uso de drones tem ganhado destaque, e a Stella continuou investindo nessa tecnologia, que pode ser uma alternativa para esse momento que exige o distanciamento social. “Existem várias propostas viáveis de utilização de sistemas não tripulados no mundo. A natureza da mercadoria aeronáutica faz com que produtos específicos sejam utilizados para cada tipo de missão. Nós estamos abertos para estudar aplicações criativas para o emprego do sistema Atobá. Nosso custo de aquisição torna possível o uso do drone em uma ampla gama de aplicações”, declarou Buffara.

Primeiro voo

 

O primeiro voo do Atobá ocorreu no dia 20 de julho, data do aniversário de Alberto Santos Dumont, pioneiro da aviação brasileira, e foi um sucesso. A estabilidade e a previsibilidade da aeronave aos comandos foram excelentes.

Com relação à certificação do produto, a Stella desenvolve seus sistemas baseado nas normas brasileiras e Stanag (Standardization Agreement) da OTAN relativas ao desenvolvimento e à implementação de aeronaves não tripuladas.

Histórico

 

A Stella Tecnologia é uma empresa acreditada pelo Ministério da Defesa como EED (Empresa Estratégica de Defesa) e foi fundada em 2015 por Eudes de Orleans e Bragança e Gilberto Buffara Jr.

Eudes foi oficial submarinista na Marinha do Brasil, além de diretor e membro do conselho de diversas empresas no Brasil e no Exterior.

Gilberto é fundador de uma empresa pioneira no Brasil na área de VANTs. Firmou o primeiro contrato de venda de VANTs nas Forças Armadas do Brasil e equipou o primeiro pelotão da Marinha.

A Stella Tecnologia foi fundada com o intuito de desenvolver tecnologias críticas na área de VANTs para explorar nichos de mercado sem similares nacionais.

 

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