menú responsive
AMÉRICA | Aire
-/5 | 0 votos

Exercício Operacional Tápio 2020

A Infantaria da Força Aérea Brasileira, especialista em defesa aérea e operações de resgate

Exercício Operacional Tápio 2020. Fotos: Roberto Caiafa

Exercício Operacional Tápio 2020. Fotos: Roberto Caiafa

31/08/2020 | Campo Grande, MS

Roberto Valadares Caiafa

O Exercício Operacional Tápio, além de exercitar em combate as aeronaves da Força Aérea Brasileira, treina sua Infantaria, especialmente na defesa de suas bases aéreas contra ameaças externas, busca e resgate de combate de aviadores abatidos em território inimigo e missões especiais contra alvos inimigos de alto valor.

O Curso de Infantaria na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), dura quatro anos e é bem completo.

As atividades específicas começam no segundo ano, quando começam as matérias técnico-especializadas que fazem parte de iniciação na área, entre elas, Táticas de Combate Terrestre, Navegação Terrestre e Equipamentos Bélicos.

Nas missões de guarda e segurança das bases aéreas e medidas de controle em solo (abordagem) de aeronaves interceptadas (após o pouso), a Infantaria da FAB atua através dos seus BINFA (Batalhões de Infantaria) ou empregando seus PA (Polícia da Aeronáutica) armados com o fuzil regulamentar HK-33 e pistolas 9mm Taurus de fabricação nacional.

Os militares são protegidos nessas ações por coletes e capacetes balísticos com nível de proteção STANAG IIA e STANAG III, respectivamente.

Os Especialistas em Guarda e Segurança passam dois anos em formação na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP)

Nas missões C-SAR e de Operações Especiais, atua a tropa do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, mais conhecido como PARA-SAR, militares qualificados em infiltrações e exfiltrações pelo ar, resgate de combate, demolição com explosivos e diversas outras habilitações.

Essa tropa profissional (oficiais e sargentos) está baseada na Base Aérea de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, sendo comandado por um coronel de infantaria.

O esquadrão não possui aviões ou helicópteros, o grupo é transportado por outros esquadrões aos locais onde precisa agir.

O PARA-SAR tem por finalidade a instrução das equipes de resgate da FAB e a realização de Missões de Operações Especiais e Busca e Salvamento.

O ingresso no esquadrão é voluntário para oficiais de Infantaria e graduados (Sargentos) incluindo outros Quadros da Força, quando necessário.

Hoje a formação operacional do efetivo é realizada através de cursos ministrados pelo próprio PARA-SAR e demais Forças Armadas, e abrange os níveis de operacionalidade em Operações Especiais e de Busca e Salvamento.

O integrante do PARA-SAR pode realizar, a título de progressão profissional, o Curso de Comandos de Força Aérea (CCFA).

Realizado a cada dois anos, inclui oficiais e graduados do PARA-SAR e de outras Unidades de Infantaria do País, que são treinados para cumprir as ações de Reconhecimento Especial, Ação Direta e Contraterrorismo.

O CCFA, que tem por objetivo capacitar o militar para o desempenho das atividades de operações especiais, tem a duração de 13 semanas e percorre os mais variados ambientes operacionais do País: selva, mar, montanha, pantanal, área urbana e rural, entre outros.

Na sua formação, o militar do PARA-SAR realiza o Curso de Busca e Salvamento (SAR) visando a formação dos resgateiros atuando a partir da plataforma de asas rotativas e fixas.

Os militares são graduados e oficiais oriundos de diversas unidades da FAB em todo o País. É aberto também para outras Forças Armadas, Polícias Militares e Federais e Corpos de Bombeiros.

Em ações abaixo da linha dágua é necessário possuir o curso de mergulho autônomo, que habilita o militar a realizar o mergulho a ar (autônomo e dependente). Essa capacitação é necessária quando a missão envolve recuperação de carga ou peças de aeronaves acidentadas e submersas.

Para realizar lançamento de pessoal e material leve na vertical de um ponto materializado no solo (letra código) ou na luz verde, é necessário aos militares do PARA-SAR dominarem as técnicas de inspeção de pessoal e aeronaves; dobragem, inspeção e preparação de paraquedas para salto semi-automático; e habilidades necessárias para calcular e efetuar o lançamento de uma equipe de paraquedistas sem ponto materializado no solo (lançamento precursor).

Nesse curso, denominado Técnicas Aeroterrestres (mestre de salto precursor), também é ministrado um reconhecimento técnico pormenorizado dos procedimentos inerentes as funções do mestre de salto, em todas as aeronaves de transporte de tropas operadas pela FAB.

Complementam a extensa formação dos homens do PARA-SAR os cursos de Salto livre militar, que habilita paraquedistas a realizar salto livre operacional, a pequena ou grande altitude, equipados com mochila e armamento, visando seu emprego em operações militares especiais, e o Mestre de salto livre militar, responsável por organizar aeronave para o salto e liderar a equipe em terra.

Entre as matérias, são ministradas noções de meteorologia e leitura de documentos meteorológicos; técnicas de trabalho relativo de velame; precisão no alvo; técnicas avançadas de navegação; e técnicas de queda livre.

Defesa Antiaérea

A Primeira Brigada de Defesa Antiaérea alinha uma força com três Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE) anexados ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA): o Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAAE), localizado em Canoas (RS); o Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE), localizado em Manaus (AM); e o Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea (3º GDAAE), localizado em Anápolis (GO).

Eles são capacitados para impedir, do solo, possíveis ataques de aeronaves e engenhos aeroespaciais a pontos estratégicos do País utilizando para esse fim mísseis MANPADS de origem russa, os SA-18 ou IGLA-S, guiados por calor e com alcance de até seis quilômetros.

O treinamento para essa tropa consiste em um intenso programa de instruções, abrangendo a prática semanal em simuladores do míssil antiaéreo IGLA-S, o lançamento de munições inertes de treinamento e o reconhecimento visual das aeronaves civis e militares.

Em determinados períodos, ocorre o tiro com mísseis reais em treinamento conjunto com tropas do Exército que operam o mesmo tipo de míssil nos grupos de artilharia antiaérea (GAC) e o mesmo tipo de radar de baixa altura, o SABER M60, fabricado pela BRADAR, uma subsidiária da Embraer. Esse radar pode gerenciar até 40 alvos em um raio de 60 km, numa altitude de até cinco mil metros.

 

 © Information & Design Solutions, S.L. Todos los derechos reservados. Este artículo no puede ser fotocopiado ni reproducido por cualquier otro medio sin licencia otorgada por la empresa editora. Queda prohibida la reproducción pública de este artículo, en todo o en parte, por cualquier medio, sin permiso expreso y por escrito de la empresa editora.

ENVÍO DE LA NOTICIA A UN AMIGO
Correo electrónico
Tu nombre
Mensaje