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Projeto Cobra

Imbel apresenta ao Exército Brasileiro seu conceito para o soldado do futuro


Imbel presenta al Ejército Brasileño su concepto para el soldado del futuro


02/02/2021 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O Projeto Combatente Brasileiro (Cobra), a visão brasileira de um conceito “Soldado do Futuro” contempla três necessidades, a letalidade, o comando e controle e a sobrevivência.

A fabricante de material bélico Imbel está apresentando ao mercado e a Força Terrestre um conjunto de equipamentos e soluções que atendem a letalidade e o comando e controle do Cobra com tecnologias desenvolvidas no Brasil.

Letalidade

 

Os fuzis de assalto da família IA2, as pistolas no calibre 9x19 mm e as facas de campanha IA2 e AMZ aumentam a letalidade individual do soldado e potencializam os efeitos do emprego coletivo desses Materiais de Emprego Militar (MEM).

O Fuzil de Assalto 5,56 IA2 (Fz Ass 5,56 IA2) apresenta peso reduzido, maior compacidade, uso intenso de polímeros de engenharia, melhor ergonomia e utilização de trilhos Picatinny (MIL STD 1913) para fixação de diversos acessórios.

O projeto, iniciado em 2008, foi submetido à avaliação de protótipo de MEM no ano de 2011 para verificar a sua conformidade com os Requisitos Operacionais Básicos (ROB) nº 07/10-EME, de 03 de agosto de 2010 e com os Requisitos Técnicos Básicos (RTB) nº 04/10-DCT, de 28 de outubro de 2010, sendo considerado “Conforme” com estes requisitos e homologado pela Portaria nº 001- DCT de 20 de janeiro de 2012.

Em maio de 2012, iniciou-se a avaliação do lote piloto do MEM Fz Ass 5,56 IA2 para verificar a conformidade aos Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) nº 01/11-EMCFA, de 30 de junho de 2011, e com os RTB nº 02/12-DCT, de 25 de julho de 2012. A avaliação foi concluída em dezembro de 2014 e o lote piloto do MEM foi considerado “Conforme” com estes requisitos e o relatório homologado pela Portaria nº 007- DCT de 04 de fevereiro de 2015.

O fuzil da Imbel foi adotado pelo Exército Brasileiro em 2013, através da Portaria Nº 211-EME, de 23 de outubro de 2013, e padronizado em 2015, através da Portaria Nº 188-EME, 27 de agosto de 2015, publicada no BE36/15, de 4/9/15.

Atualmente, diversas unidades do Exército Brasileiro utilizam o IA2, e o armamento já acumula experiência operacional de emprego, tendo participado em missões de paz e em operações de Garantia da Lei e da Ordem.

Complementando a família de fuzis IA2, a Imbel desenvolveu um fuzil de assalto no calibre 7,62, que se encontra em avaliação de protótipo de MEM no CAEx para verificar a conformidade aos Requisitos Operacionais Conjuntos (ROC) do fuzil médio das FFAA nº 02/11-Emcfa, de 30 de junho de 2011, e aos Requisitos Técnicos Básicos (RTB) nº 03/12-DCT, de 28 de outubro de 2010.

Comando & Controle

 

Os requisitos de Comando & Controle do Cobra podem ser atendidos, segundo a IMBEL, por uma solução modular composta por três núcleos, processamento, comunicações e energia. Os sistemas e equipamentos são desenvolvidos e produzidos na Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica (FMCE).

O subsistema de processamento pode ser composto pelo Computador Tático Pessoal CTP-1410, um computador robusto e integrado ao TPP em linha, capaz de processar aplicações de comando e controle de interesse da Força.

Alternativamente, a Imbel oferece o Compressor Tático de Vídeo CTV-1410 com a capacidade de gravação e transmissão de vídeo em tempo real, otimizado para um menor consumo de energia.

As informações podem ser alimentadas e visualizadas por telas como o Visor Remoto Tático VRT-1410 ou tablets robustecidos de mercado.

O subsistema de comunicações é composto pelo rádio tático UHF Transceptor Portátil Pessoal TPP-1400, de desenvolvimento e fabricação 100% nacional, aplicável para comunicações de curta distância.

Com capacidade de transmissão digital, geolocalização (GPS) e elevada durabilidade de bateria, foi padronizado pelo Estado Maior do Exército Brasileiro como Rádio Grupo 1 (Portaria Nº 313-EME, de 2 de dezembro de 2015).

Para atender às diferentes tropas especializadas, o TPP-1400 é compatível com uma grande variedade de combinados de mão e de cabeça de forma a garantir que o combinado utilizado seja adequado à necessidade da missão.

Destaca-se o Combinado por Condução Óssea OTF-2200 que é menos suscetível ao ruído do ambiente e deixa ouvidos e boca livres tornando-o compatível com equipamentos de proteção individual.

Para comunicações de média e longa distância, a Imbel pode oferecer transceptores portáteis e veiculares na faixa VHF, também de tecnologia nacional, em soluções totalmente integradas.

Todo o sistema pode ser alimentado ou recarregado pelo subsistema de energia composto pelas Baterias Inteligentes Táticas BIT-1410 e BIT-2590.

Mais do que simples baterias, estes equipamentos são centrais de gerenciamento de energia, programáveis, controlando a recarga e a distribuição de alimentação para os demais equipamentos eletrônicos.

Dotados de baterias de alta densidade de carga, permitem maximizar a autonomia do combatente no cenário de operações. O carregador integrado permite, também, a recarga a partir de uma grande variedade de fontes de energia.

O componente observação é potencializado por meio da integração de lunetas, binóculos e telêmetros de empresas parceiras, bem como a difusão de dados de inteligência, pela transmissão digital de imagens e vídeos obtidos por esses optrônicos.

A proposta Cobra da Imbel também permite a obtenção de uma elevada consciência situacional através de georeferenciamento com o uso de receptor de Sistema de Posicionamento Global multiconstelação, sendo possível efetuar transmissão de mensagens curtas, imagens e vídeos em tempo real, mais a capacidade de integrar-se aos sistemas de comando e controle em uso nas Forças Armadas.

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