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Para enfrentar a emergência sanitária

Brasil autoriza compra de duas aeronaves A330 MRTT para a Força Aérea

Foto: Felipe Caixeta/Royal Air Force

Foto: Felipe Caixeta/Royal Air Force

13/05/2021 | Belo Horizonte

Roberto Valadares Caiafa

O Diário Oficial da União de 12 de maio de 2021 informa oficialmente que o Ministério da Defesa do Brasil, atendendo a uma demanda colocada pela Força Aérea Brasileira, autoriza a aquisição de duas aeronaves de transporte estratégicas (de grande porte), com dispensa de licitação e off-set (compensações comerciais) devido a urgente necessidade desses aviões na linha de voo da FAB, especialmente durante a Pandemia do COVID-19.

O documento, que cita como interessado o Comando da Aeronáutica, concede a dispensa da exigência de compensação comercial, tecnológica ou industrial para aquisição de Produto de Defesa pela Força Aérea Brasileira, em caráter de excepcionalidade, na aquisição de 02 (duas) aeronaves estratégicas de transporte e reabastecimento em voo - denominado pelo Comando da Aeronáutica como Projeto KC-X3 - sob a forma de aeronaves usadas, de modo a reduzir o valor das ofertas, e que atendam plenamente às necessidades operacionais.

A celeridade na aquisição se justifica, dentre outros motivos, pelo enfrentamento a emergência de saúde pública e para apoio humanitário. Caberá às autoridades competentes do órgão interessado o acompanhamento e a fiscalização dos atos decorrentes. Assina o despacho decisório o ministro da Defesa do Brasil, Walter Braga Netto.

Airbus A330 MRTT

 

Em 2019, uma aeronave KC-2 Voyager da Royal Air Force (RAF) veio ao Brasil e foi detalhadamente apresentada a Força Aérea Brasileira, na esteira de uma oferta de venda de dois exemplares totalmente equipados para missões de transporte de carga em grandes distãncias e missões de reabastecimento em voo estratégicas, capacidade perdida pela FAB quando da desativação dos antiquados KC-137 (Boeing 707 convertidos).

No dia 29 de janeiro, em uma de suas lives nas mídias sociais, o presidente Jair Bolsonaro chegou a nunciar a compra dessas aeronaves, condicionando a compra após o Ministério da Economia liberar os recursos, o que foi negado pelo titular da pasta, ministro Paulo Guedes.

No entanto, ciente da premente necessidade desses aviões na sua linha de voo, a FAB procurou outras formas de viabilizar essa importante compra, ainda mais que a oferta britânica de dois Airbus A330 MRTT (KC-2 Voyager) era por demais atraente em termos de custos.

Dois meses depois, e após ocorrer a troca dos comandantes militares das três forças, a Força Aérea finalmente consegue seu intento, a tão ansiada autorização para adquirir esses aviões no mercado internacional, de forma rápida e objetiva, evitando assim qualquer politização sobre a decisão.

Com a chegada desses aviões na sua Aviação de Transporte, a Força Aérea Brasileira voltará a ter condições de executar missões humanitárias (e sanitárias) a grandes distâncias, com alcance intercontinental, sem demandar aeroportos intermediários em rota e outros entraves burocráticos e/ou políticos.

No aspecto puramente militar, fica claro que a partir da entrega dessas aeronaves a frota de caças F.39 Gripen E/F terá seu alcance operacional extendido de forma exponencial, permitindo ao Brasil defender seus interesses através do emprego de força militar em praticamente qualquer lugar do mundo, com rapidez, segurança e eficiência.

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