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Entrevista Infodefensa.com

Contralmte. J. V. de Alvarenga (Brasil): "Estamos avaliando mísseis Rafael e MBDA para equipar helicópteros AH-11B Wild Lynx"

O comandante da Aviação Naval, contra-almirante José Vicente de Alvarenga Filho. Foto: R. Caiafa

O comandante da Aviação Naval, contra-almirante José Vicente de Alvarenga Filho. Foto: R. Caiafa

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15/09/2021 | Rio de Janeiro, RJ

Roberto Valadares Caiafa

A operação conjunta de aeronaves H-225M no Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico durante a Operação Poseidon reuniu, em rara oportunidade, o comandante da Aviação Naval, contra-almirante José Vicente de Alvarenga Filho, e comandantes de unidades aéreas de asas rotativas e fixas da Marinha do Brasil, para uma entrevista sobre as capacidades das unidades, o tipo de máquina empregada, um perfil das missões e as entregas previstas de sistemas e aeronaves, dentre outros temas.

C.Alte. Alvarenga, quais as entregas para a Aviação Naval que deverão acontecer ainda em 2021 e no próximo ano?

C.Alte Alvarenga: Vamos receber até o final de 2021 os dois primeiros helicópteros operacionais de ataque anti-superfície AH-15 armados com mísseis Exocet, um acréscimo importantíssimo. Com a chegada do quinto AH-11B Wild Lynx para o HA-1 em 2022, o Esquadrão Lince terá uma maior flexibilidade operacional após um longo período com as máquinas passando por modernização no Reino Unido. Agora, em uma fase de transição, os pilotos e tripulantes estão sendo treinados no novo equipamento. A Marinha aguarda para o final de 2021, mais tarde início do próximo ano, a entrega dos primeiros sistemas Scan Eagle da Insitu, e pessoal da unidade aérea criada para operar esses SARP já estão nos Estados Unidos cuidando dos preparativos da remessa desse material para São Pedro da Aldeia (a super-base da Aviação Naval brasileira).

Com relação ao NAM Atlântico, quais as unidades da Aviação Naval já alcançaram a capacidade de operar de dia ou a noite com visão noturna a partir do navio?

O Esquadrão Guerreiro (HS-1) já vinha fazendo uma série de pousos e decolagens a bordo e agora obteve suas qualificações noturnas, isso após um intenso período de intercâmbio e treinamento usando óculos de visão noturna com o pessoal do 5º/8º GAV da Força Aérea Brasileira, que opera helicópteros Black Hawk, a versão terrestre do Sea Hawk. Já o Esquadrão HU-2, que tem como perfil o transporte de tropas de operações especiais (infiltração e exfiltração) e apoio aos Fuzileiros Navais em assaltos anfíbios, aprendeu a voar OVN com o 2º Batalhão de Aviação do Exército em Taubaté, no Estado de São Paulo, unidade que opera o mesmo tipo de aeronave, o H-225M. O HS-1 tem previsto até o fim de 2021 um embarque no Atlântico com mísseis Penguin anti-superfície que serão disparados após serem instalados no hangar do nau-capitânea. Até o momento, o SH-16 só havia disparado mísseis decolando dos convoos do G-40 Bahia.

E a Missão Antártica a partir do convoo dos “Navios Vermelhos”?

O novo helicóptero recebido pela unidade, o H-17 (H-135), está sendo usado para treinar pilotos e tripulantes em aspectos específicos da Missão PROANTAR (apoio antártico), com o desafio adicional que a pilotagem é bem diferente da oferecida pelo Esquilo biturbina, que está sendo substituído. Ainda em 2021 esses helicópteros deverão apoiar uma mova comissão antártica, e aspectos como hangaragem no navio, material de apoio e logística embarcada estão no momento ocupando o planejamento da unidade.

O Atlântico acaba de ser aprovado na Vistoria de Segurança de Aviação (VSA) Estágio 2 de Operações Aéreas. O que isso representa para a Aviação Naval?

Representa muito, pois a Aviação Naval tem tradição de operar a décadas em convoos planos de proa a popa, e o emprego seguro dos diferentes tipos de helicópteros a bordo depende de uma série de regulamentos e comunicações, somando-se a isso a preparação para operações aéreas com óculos de visão noturna, equipamentos de segurança, toda a logística, a manutenção e muito mais. Estamos prontos e capazes de operar integrados com segurança.

O AH-11B aguarda a definição do novo míssil que irá substituir os antigos Sea Skua. Quais seriam os mísseis em estudos para equipar o esquadrão Lince?

O Esquadrão HA-1 está no momento na fase mais crítica de sua transição, e o recebimento das aeronaves modernizadas é a prioridade, a questão do armamento sendo colocada em segundo plano. O que existe nos estudos, e isso podemos abrir, é que três mísseis de dois fabricantes estão sendo avaliados. Pela Rafael, de Israel, temos em pauta o Spike N-LOS e o Spike Stand-Of, e pela MBDA, o novo Sea Venom que está sendo avaliado também pela Royal Navy. Mas a compra desse armamento só deverá acontecer após a conclusão de entrega de todos os AH-11B Wild Lynx.

Imagens: Roberto Caiafa

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