Força Aérea Brasileira planeja adquirir duas aeronaves Airbus A330
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Força Aérea Brasileira planeja adquirir duas aeronaves Airbus A330

KC-2 Voyager pousa em Brasilia 2019.
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Em sua live de quinta-feira (28/01) nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a compra de duas aeronaves Airbus A330 para a Força Aérea Brasileira, os aviões sendo destinados ao 2º/2º Grupo de Transporte (2º/2º GT) sediado na Ala 11 no Rio de Janeiro (Galeão). Com a compra, encerra-se um ciclo de arrendamentos de Boeing 767 comerciais sem qualquer capacidade REVO (reabastecimento em voo).

Com os A330, o Esquadrão Corsário não só retoma as atividades de voo como volta a possuir uma aeronave capaz de executar tanto missões de transporte táticas quanto deslocamentos estratégicos de longo curso, algo que os antigos KC135 só conseguiam fazer com inúmeras restrições devido a antiguidade tecnológica dos 707.

Um dos principais objetivos de curtíssimo prazo com a aquisição dos A330 é apoiar as ações de combate a Covid-19 no país.

Aeronaves britânicas?

Não foi divulgado se serão aeronaves comerciais, adaptadas para a missão, ou uma compra de oportunidade de dois A330 MRTT (Multi Role Tanker Transport), vindas por exemplo, da Air Tanker Services, empresa que opera uma frota contratada pelas Forças Armadas britânicas.

A Air Tanker Services, criada para operar e dar apoio a estes aviões em favor do Ministério da Defesa (UK Ministry of Defence), atua dentro do Programa Future Strategic Transport Aircraft, criado no final de 2011. A empresa é formada por um consórcio de especialistas líderes em Aeronáutica e Defesa que reúne a Babcock, a Cobham, o Airbus Group, a Rolls-Royce e a Thales.

Operando a partir da RAF AFB Brize Norton, a Air Tanker oferece reabastecimento aéreo e transporte para as Forças Armadas do Reino Unido e seus parceiros globais. A aeronave Voyager representa um novo padrão em tecnologias de aviões tanque/carga/transporte de passageiros/capacidade aeromédica. A Airbus Defence and Space forneceu 14 aeronaves transformadas, seja a partir de Getafe, (Espanha), ou a partir das instalações da Cobham (UK).

A frota compreende uma força central de nove exemplares “fixos”, mais uma ‘frota de substitutos’ com cinco aeronaves que tanto podem ser alugadas a companhias aéreas civis como podem retornar imediatamente ao serviço militar em caso de necessidade. Acredita-se que os dois A330 anunciados venham dessa frota.

KC-2 Voyager

Em maio de 2019 uma aeronave Airbus A330 MRTT (KC2 Voyager na Royal Air Force – RAF) visitou o Brasil no bojo de uma campanha de promoção do modelo.

O avião bimotor esteve em Brasília, onde foi apresentado ao Alto-Comando da Força Aérea, e depois realizou algumas missões conjuntas com aeronaves de combate brasileiras.

O Voyager, após partir do Brasil, participou de uma série de treinamentos conjuntos pela América do Sul (aproveitamento de missão) em sua viagem rumo aos Estados Unidos para participar do Red Flag Exercise.

Essa aeronave, demonstrada por uma iniciativa da própria RAF, poderia substituir com inúmeras vantagens modelos anteriores mantendo a capacidade de transportar carga existente no Esquadrão Corsário e expandindo o envelope operacional com capacidade REVO tática para operações dos esquadrões de caça e ataque, e estratégica para apoio em rotas longas/traslados.

O MRTT, na sua versão mais completa, possui os dois sistemas usados para reabastecer aviões, probe e drogue, que utiliza mangueiras extendidas a partir da ponta das asas, e lança telescópica de cauda que se encaixa em um receptáculo na aeronave receptora.

Nas missões de longo alcance envolvendo um grupo de aeronaves de caça, os voos podem ter até 5.200 km, e o A330, além de reabastecer os jatos, aumentando assim seu alcance, pode transportar membros do esquadrão e equipamentos/peças/ferramental, garantindo assim a independência operacional de aeronaves de combate operando fora da sede.

O A330 também pode transportar até 45 toneladas de carga, ou 130 macas padrão NATO/OTAN para operações de evacuação aeromédica (MedEvac). Com uma capacidade de até 300 passageiros, a aeronave é útil para envio de tropas em larga escala ou operações de evacuação como pontes aéreas humanitárias.

Alguns operadores, como a Royal Air Force do Reino Unido, também a utilizam para o transporte VIP de autoridades em determinadas missões, devido ao seu grande alcance, espaço interno, reconfigurável por meio de kits especiais.

Imagens: Thiago Pereira Machado e Felipe Caixeta



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