A-1M AMX faz sua estréia operacional
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A-1M AMX faz sua estréia operacional

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(Infodefensa.com) Säo Paulo – O maior exercício de guerra aérea da América Latina reúne em Natal (RN) e Recife (PE) mais de 90 aeronaves e cerca de dois mil militares do Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador Uruguai e Venezuela, que juntamente com o Brasil, estão operando nessas duas bases com aeronaves F-16, F-5, Mirage 2000, A-37 Dragonfly, IA-58 Pucará, A-29 Supertucano, AH-2 Sabre (helicóptero de ataque), H-60L Blackhawk e os transportes reabastecedores Boeing 767 Júpiter (Colômbia), KC-135 (Estados Unidos), KC-137 (Chile) e KC-130 (Brasil).

Uma das novidades dessa edição da Cruzex é a estréia operacional do primeiro exemplar do caça-bombardeiro de ataque A-1M AMX modernizado pela Embraer Defesa e Segurança nas instalações de Gavião Peixoto, interior do estado de São Paulo. Praticamente um novo avião em termos de sistemas, o A-1M apresenta novo radar multímodo SCP-01 Scipio (Mectron/Selex Galileo), avançados sensores como o IRST (infravermelho frontal), RWR atualizado e integrado (radar warning receiver), novos sistemas de autodefesa ECM (contramedidas eletrônicas), casulo Sky Shield de interferência eletrônica de sinais (jamming) e pod Litening II de designação de alvos para munições inteligentes, visor montado no capacete (HMD), óculos de visão noturna (NVG) e integração de novos armamentos como mísseis anti-radiação MAR-1, mísseis anti-navio como o futuro MANSUP, bombas guiadas de precisão SMKB e mísseis ar-ar de autodefesa MAA-1B Piranha, todos de projeto e fabricação nacional. Um novo painel digital de alta resolução e capacidade HOTAS ampliada (mão no manete e no manche) complementam o pacote de alterações realizadas na aeronave.

O A-1M modernizado está operando em Natal juntamente com outros A-1A mais antigos capazes de portar o pod designador de alvos Litening II instalado na linha central da fuselagem, funcionando assim como "marcadores de alvos" para o A-1M. Novos conceitos operacionais e de doutrina deverão surgir após a avaliação dos resultados obtidos durante a CRUZEX Flight 2013. O certo é que o A-1 afiou suas garras mantendo uma de suas principais qualidades, o seu longo alcance e boa capacidade de transportar armamentos diversos. A padronização da frota (43 exemplares serão modernizados) será outro bônus para a logística de manutenção e suporte dessas aeronaves, fabricadas em três lotes distintos a partir de 1989 e diferentes entre si, o que causava toda sorte de dificuldades para a Força Aérea Brasileira. De fato, pode-se afirmar sem sombra de dúvidas que o A-1M é um novo avião, mas conservando tudo de bom que havia nos antigos A-1A. O programa de modernização dos A-1 para o padrão M está previsto para ser concluído em 2017.



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