Os Tiger Brasileiros e os Fox dos EUA enfrentam Geronimo no Fort Polk
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CORE 22

Os Tiger Brasileiros e os Fox dos EUA enfrentam Geronimo no Fort Polk

Brasileiros e americanos aumentam sua interoperabilidade com exercícios bilaterais anuais até o ano de 2028
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Duzentos e dezenove militares do Exército Brasileiro, destacados na Companhia CORE, estão nos Estados Unidos participando do exercício Combined Operations and Rotation Exercises 2022 ou CORE 22, que está sendo realizado em Fort Polk, na Luisiana, desde o último dia 5 de agosto. Entre os exercícios, destacaram-se os noturnos, sob o nome de Fight Night, colocando a unidade brasileira Tiger e a unidade norte-americana Fox contra a força adversária Geronimo

O CORE 22 é resultado de um programa de cooperação entre os Governos do Brasil e Estados Unidos criado para realizar exercícios bilaterais anuais até o ano de 2028, promovendo interoperabilidade entre os dois exércitos.


O exercício também auxilia no aprimoramento do Sistema de Prontidão Operacional da Força Terrestre (SISPRON) e no treinamento das Forças de Prontidão (FORPRON), certificando tropas do Exército Brasileiro para operações internacionais.

As tropas da 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel), do Exército Brasileiro, e da 3ª Brigada da 101ª Divisão de Assalto Aéreo (101st Airborne Division), do Exército dos Estados Unidos, estarão compartilhando experiências e conhecimentos sobre doutrina, técnicas, táticas e procedimentos de defesa e combate até o próximo dia 6 de setembro, véspera da Independência do Brasil.

O processo de seleção dos militares envolvidos foi bastante criterioso, baseado em rígidos parâmetros como conhecimento técnico-profissional e condicionamento físico dos participantes.

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Posição defensiva com metralhadora MAG 7,62 mm, durante o CORE 22 (Imagem: Exército Brasileiro)

No CORE 2022, as tropas da FORPRON estão se provando como as mais bem preparadas e equipadas do Exército Brasileiro, ratificando o acerto na condução desse importante projeto da Força Terrestre.

A preparação do pessoal para a Operação CORE 22 ocorreu através das Operações ARATU realizadas no primeiro semestre de 2022, sendo as duas primeiras no Vale do Paraíba (Estado de São Paulo) e a terceira no Campo de Instrução de Formosa (CIF), no cerrado do Estado de Goiás.

Em Formosa, com sua típica vegetação de serrado e clima seco, a Equipe de Coordenação e Ligação buscou a região brasileira que mais se assemelhasse àquela que a tropa encontraria nos EUA para realizar a mais importante etapa de preparação.

Forças Especiais BR

Um Destacamento Operacional de Forças Especiais do Exército Brasileiro, composto por militares do Comando de Operações Especiais está operando na CORE 22 juntamente com o Operation Detachment Alfa 7221.

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Reunião das Forças Especiais brasileiras e americanas para uma saída noturna (Imagem: Exército Brasileiro)

No dia nove de agosto, essas tropas de forças especiais realizaram o Briefing Final para dar início às suas atividades operacionais e infiltração em território inimigo simulado. As atividades antes do combate constam de ensaios, inspeções finais e preparação do material.

A seguir, foi iniciado o emprego dessas forças em paralelo as missões da Companhia CORE.

Combate

Na madrugada de 12 para 13 de agosto, a Companhia CORE realizou um assalto aeromóvel juntamente com militares norte-americanos do 2/506 Battalion, dando início ao emprego operativo das Forças Brasileiras.

Após o Assalto Aeromóvel, a Companhia CORE prosseguiu na manutenção da cabeça de ponte aeromóvel, juntamente com tropas da 101ª Airborne Division.

Na madrugada de 17 para 18 de agosto, ocorreu o enfrentamento com a força oponente, conhecida por "Geronimo", na atividade denominada Fight Night.

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Fight Night: companhias Tiger e Fox lutando contra a tropa "Geronimo" com amplo uso de NVG (Imagem: Exercito Brasileiro)

Nessa ocasião, o combate foi intenso e durou algumas horas ao longo da noite. Na fase anterior, a tropa brasileira manteve a sua posição defensiva e fez seu planejamento das ações operativas.

"O Geronimo", tropa com alto nível de adestramento do Exército dos Estados Unidos, é a força oponente utilizada no processo de certificação da tropa que está em atividade no terreno.

A atividade verifica o preparo e o estado de prontidão da tropa da Brigada Aeromóvel e o seu treinamento. As técnicas, táticas e procedimentos realizadas durante o Fight Night conferiram êxito para a defesa da posição das tropas brasileiras em solo norte-americano.

Na madrugada do dia 20 para 21 de agosto, ocorreu um novo assalto aeromóvel. A Companhia CORE, denominada Tiger, no exercício, e a norte-americana, denominada Fox, atuam juntas contra a força oponente, a temida “Geronimo”.

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Um helicóptero Chinook do US Army transporta um veículo de apoio como carga enganchada, a noite, durante a CORE 22 (Imagem: Exército Brasileiro)

O assalto aeromóvel é a operação típica das tropas aeromóveis, que têm alto nível de adestramento. O assalto visa ao envolvimento, à captura ou à destruição de forças inimigas, bem como, à conquista e a manutenção de regiões vitais do terreno para o prosseguimento das ações militares.

Os enormes helicópteros Chinook (antigo desejo da Aviação do Exército Brasileiro) realizaram o transporte de pessoal e material de emprego militar. Após o assalto, os militares brasileiros se depararam com a força oponente do Exercício. A partir daí, ocorreu o combate noturno.

Após o assalto aeromóvel e os combates noturnos, a companhia brasileira prosseguiu para a conquista e consolidação do objetivos Ford e Dodge na manhã do dia 21 de agosto.

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O comandante do 2/506 Battalion reunido com o comandante da companhia TIGER, Capitão Canzi, e com o comandante da companhia FOX para dar as novas ordens e definir o setor defensivo em sua zona de ação (Imagem: Exército Brasileiro) 

Essa situação permanecerá sem atualizações ao longo dos dias 23 e 24 de agosto.


Meios de Treinamento e Combate

A Companhia CORE está empregando nos Estados Unidos armamento individual fabricado no Brasil pela IMBEL.

Os fuzis da tropa brasileira são os IMBEL IA2 em calibre 5,56mm OTAN, empregados não só pela Companhia CORE como também pelo Destacamento de Forças Especiais do COPESP.

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O Imbel IA2 5,56 mm, após diversos problemas nos lotes iniciais, vem apresentando desempenho considerado satisfatório pelas tropas brasileiras (Imagem: Exército Brasileiro)

O equipamento de simulação viva usado pela tropa anexado ao uniforme é a versão norte-americana do conhecido Dispositivo de Simulação de Engajamento Tático (DSET), um colete de alta tecnologia que conta com sensores que permitem mapear o rendimento dos militares durante a guerra simulada.

Estes dispositivos produzidos pela sueca Saab permitem a realização das atividades com maior realismo, imersão tática, correção imediata, além de um feedback do adestramento baseado em dados reais e precisos, entre tantas outras vantagens.

Um dos grandes diferenciais dos DSET individuais, de viaturas e de armamentos leves é que não se utiliza munição real.

Ao final do CORE 22, vai ser gerado um pacote de dados com as informações, estatísticas e relatórios coletados no período de treinamentos, fundamentais para certificar o nível de prontidão da Companhia CORE e a sua real condição para emprego.

Entre outras qualidades que o sistema entrega, o exercício torna-se muito realista, exigindo a execução correta das Técnicas, Táticas e Procedimentos (TTP), a fim de possibilitar o cumprimento de missões de combate com o menor número de baixas.

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DSET montado no capacete de um soldado da Companhia CORE armado com metralhadora FN MINIMI-PARA (Imagem: Exército Brasileiro)



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