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Entrevista INFODEFENSA

MG. Barack (FAP): "A modernização do Mirage 2000P/DP os deixa no nível do F-16"

A FAP está presente na ALA 10 com 88 militares entre pilotos, mecânicos e pessoal de apoio.

A FAP está presente na ALA 10 com 88 militares entre pilotos, mecânicos e pessoal de apoio.

27/11/2018 | Natal, RN

Roberto Caiafa

Após a realização de cinco escalas entre as cidades de Puerto Maldonado e Natal, a Cruzex 2018 começou oficialmente para a Fuerza Aérea Del Peru (FAP) em meados de novembro.

Infodefensa está registrando as operações em Natal, na ALA 10, e entrevistou a delegação da Força Aérea do Peru (FAP).

Acompanhe a seguir as falas dos militares aviadores peruanos pilotos de caças Mirage 2000 e Cessna A-37 de ataque, e do oficial superior comandante do destacamento.

Delegação FAP

Sou o major-general FAP Moses Barack Antonio Castro, Comandante Geral da Ala Aérea No. 1 da Força Aérea Peruana, e também sou um dos co-diretores deste exercício internacional.

Sou o major Marcilla, da Força Aérea Peruana, sou Oficial de Operações do Esquadrão 412 “Falcões (Grupo Aéreo Nº 4), baseado em La Joya (Arequipa), e operamos nessa unidade os jatos Mirage 2000 P/DP.

Sou o Capitão Amez, Força Aérea Peruana, Oficial de Operações do Esquadrão 711 "Scorpions", e voamos nessa unidade os jatos de ataque ao solo Cessna A-37 Dragonfly.

INFODEFENSA: MG. Barack, o senhor pode falar um pouco sobre a presença peruana na #Cruzex2018? Por que o MIG-29 ou o Sukhoi SU-25 não vieram ao Brasil? Como é para a FAP voar lado a lado com a Fuerza Aérea de Chile (FACh)?

Barack: O nosso país, depois do Brasil, é o participante com mais aviões de combate, (oito aeronaves no total) entre os Dassault Mirage 2000DP/P e Cessna A37-B Dragon Fly.

Durante nove dias e ao longo de sete complexas missões, estamos realizando saídas do tipo Composite Mission Operations (COMAO), demonstrando assim a preparação e profissionalismo da nossa força aérea internacionalmente.

Juntamos pessoal de Pyura, ao norte, e de La Joya, ao sul, e realizamos com todos eles um intenso programa de treinamento de voo pré-Cruzex 2018. Recebemos apoio das bases da Força Aérea Brasileira durante nosso deslocamento até Natal.

Quanto ao MIG-29 e o SU-25, somos convidados da Força Aérea Brasileira, e o nosso Comando Geral da FAP decidiu enviar os Mirage 2000P/DP e os Cessna A-37B, mas não haveria a princípio o menor problema em enviá-los para cá, se a decisão fosse essa. Não temos problemas com relação a isso.

Todas as equipagens FAP selecionadas para estarem na #Cruzex2018 estudaram e se esforçaram bastante, é um prêmio para todos eles a oportunidade de atuarem em um exercício internacional, todos atingiram proficiência na língua inglesa (requesito obrigatório), dentre outros exigentes requisitos. Somos oitenta e oito orgulhosos militares peruanos.

Para nós, voar com nossos irmãos das Forças Aéreas do continente é o mesmo sentimento de realização profissional que, temos certeza, é igual para todos.

INFODEFENSA: Como está sendo o desempenho das aeronaves peruanas até o momento, na #Cruzex2018? A modernização aplicada ao Mirage 2000, por exemplo, melhorou em que a sua performance?

Major Marcilla: Não tivemos maiores problemas com nossas aeronaves, exceto com relação ao calor, é realmente muito quente e úmido aqui, mas até o momento tanto os Mirage 2000 quanto os A-37 estão “resistindo” muito bem. A modernização dos Deltas constou da troca do sistema de alinhamento inercial, atualização de sistemas para uso de mísseis BVR (novo modo de emprego do radar de bordo, integração dos mísseis e instalação de novos cabides), atualização de componentes do motor, como por exemplo, o computador central de controle, etc. Basicamente, diminuiu-se a dependência sobre itens obsoletos, substituindo-os por outros mais modernos, trazendo os Mirage 2000P/DP para o mesmo patamar dos F-16 e F-5 do continente. A logística ainda é fluida e o suporte dos franceses tem nos atendido a contento.

INFODEFENSA: Qual é o perfil dos pilotos peruanos atuando na #Cruzex2018?

Major Marcilla: Aqui estão operando dois esquadrões, um de ataque (A-37) e outro de combate aéreo (Mirage), mas ambos podem fazer a missão secundária do outro. Os pilotos de Pyura são os tenentes e capitães mais jovens, pessoal com quase mil horas de voo, incluindo instrutores como o capitão Amez. Na progressão de carreira, quem vai para La Joya já voou em torno de 1.600 horas, e já são mais experientes como eu (majores, comodoros e coronéis).

INFODEFENSA: Quais os maiores desafios para os pilotos mais jovens, o ganho de experiência é real?

Capitão Amez: Para nós há um significativo incremento nas capacidades interoperativas, aprendemos bastante a operar de maneira integrada com outras forças. Além da parte teórica executada previamente no Peru, temos acesso a uma grande quantidade de informação nova assimilada na prática, em missões cada vez mais complexas e difícieis. As missões COMAO são especialmente importantes se considerarmos a aeronave que usamos, o A-37B Dragon Fly.

Imagens: Roberto Caiafa Especial para Infodefensa.

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