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Marine Nationale

Naval Group lançará o primeiro submarino 'Barracuda' em julho

Submarino Suffren na fase final de construção no estaleiro do Naval Group em Cherbourg (Naval Group).

Submarino Suffren na fase final de construção no estaleiro do Naval Group em Cherbourg (Naval Group).

20/06/2019 | Estambul

Victor M.S. Barreira

O primeiro de seis submarinos de ataque com propulsão nuclear do tipo Barracuda para a Marinha da França será lançado à água no próximo dia 12 de Julho. 

O lançamento do submarino Suffren terá lugar no estaleiro que a empresa francesa de construção naval Naval Group possui em Cherbourg, e contará com a presença da Ministra das Forças Armadas, a Senhora Florence Parly.

O Barracuda substituirá a partir de 2020 ou 2021 os seis submarinos de propulsão nuclear da Classe Rubis, os Rubis (S601), Saphir (S601), Casabianca (S601), Émeraude (S601), Améthyste (S601) e Perle (S601) recebidos entre 1983 e 1993 e operados pela Esquadrilha de Submarinos Nucleares de Ataque (ESNA) sedeada na Base Naval de Toulon. Os submarinos da Classe Suffren permitirão melhorar significativamente a capacidade de dissuasão da Força Oceânica Estratégica (FOST) da Marine Nationale.

O contrato assinado entre a Direction Générale de L'Armement (DGA), o Naval Group e a TechnicAtome em Dezembro de 2006 compreendeu o desenvolvimento do Barracuda, a construção do Suffren, apoio logístico inicial para seis submarinos e opções para construção dos restantes cinco submarinos.

Foi contratada a construção dos submarinos Duguay-Trouin em 2009, Tourville em 2011, De Grasse em 2014 e Rubis em 2018. A aquisição da última unidade, o Casabianca deverá ocorrer ainda em 2019.

O Barracuda possui um deslocamento de 4700 toneladas à superfície e 5100 toneladas em imersão para um comprimento de 99.9 metros e um diâmetro de 8.8 metros, velocidade máxima de 25 nós e uma tripulação de 63.

Este possui capacidade para empregar torpedos pesados de 533mm Naval Group F21, mísseis MdCN e Exocet SM39 Block 2 Mod 2 da MBDA Systems, lançadores de engodos anti-torpedos e minas FG29, e acolher veículos submarinos não tripulados e forças de operações especiais e seus equipamentos. O sistema de gerenciamento de combate SYCOBS, o sistema de sonar integrado Thales UMS 3000 e um sistema de propulsão híbrido, são outros dos principais sistemas instalados no Barracuda

A empresa TechnicAtome e o Comissariado de Energia Atômica e Energias Alternativas (CEA) são responsáveis pelo módulo de aquecimento nuclear.

Outras empresas locais como a Thales, ECA Group, Jeumont Electric, Safran Electronics & Defense, Guichon Valves e MBDA Systems integram a construção dos submarinos.

Em 2022, a Itaguaí Construções Navais (ICN), uma parceria entre o Naval Group e o conglomerado Brasileiro Odebrecht deverá iniciar a construção do primeiro submarino de propulsão nuclear para a Marinha do Brasil. O cronograma atual indica que o submarino SN Álvaro Alberto será incorporado em 2030.

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