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Aeronave para treinar os cadetes do AFA

Brasil atrasa novamente o plano de modernização do T-27M Tucano

Imagem inédita do protótipo de painel do T-27M, durante sua instalação.

Imagem inédita do protótipo de painel do T-27M, durante sua instalação.

18/02/2019 | Belo Horizonte

Roberto Caiafa

A Força Aérea Brasileira atrasou novamente o processo de licitação do Projeto T-27M . A Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington DC (CABW) não recebeu na última quinta-feira, como havia sido anunciado em 31 de janeiro, as propostas para a licitação para modernizar o T-27. A nova data é 4 de março.

A primeira licitação foi respondida e posteriormente cancelada, no último momento, a FAB definiu que os equipamentos dos sistemas a serem instalados deveriam ser da empresa norte-americana Garmin. Outros dois, conduzidos e cancelados pelo próprio Comando Geral de Apoio (Comgap), não acrescentaram mais desenvolvimentos ao processo.

A licitação especifica um período de 18 meses para a execução das obras de modernização do T-27, incluindo o projeto, protótipo e aprovação, com um cronograma de entrega de três a cinco aeronaves programadas a cada mês.

Um processo para 60 aeronaves

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) determinou recentemente a modernização da frota de aeronaves Embraer T-27 Tucano (EMB-312) em uso na Academia da Força Aérea (AFA).

Das atuais sessenta aeronaves T-27 em operação naquela escola, 2/3 terão seus aviônicos modernizados, dando origem a versão T-27M (EMB-312M).

Espera-se extender a vida útil dessas aeronaves, após os trabalhos de modernização, em pelo menos mais 15 anos de atuação na AFA.

O primeiro Tucano foi entregue a Força Aérea Brasileira em janeiro de 1983, e o início da operação na Academia da Força Aérea (AFA) começou em 1985.

Por mais de duas décadas, o Tucano representou o principal vetor de interceptação de tráfegos clandestinos de baixa performance no espaço aéreo das fronteiras brasileiras.

Entre 1983 a 2013, o T-27 Tucano também foi utilizado em demonstrações aéreas pela Esquadrilha da Fumaça, que o substituiu pelo mais capaz EMB-314 A-29 Super Tucano.

O T-27M terá uma nova configuração de aviônica com displays largos e que possuem a capacidade touch screen.

Avaliado em U$D 10.905.578,05 (quase onze milhões de dólares), o programa deverá investir cerca de U$D 250.000,00 por aeronave modernizada, e está sendo conduzido pela Brazilian Aeronautical Commission in Washington D.C. (BACW).

A Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington DC coordena aquisições e recebimentos de equipamentos destinados à FAB.

Aviônicos Digitais

 

A configuração de aviônicos do T-27M foi pensada para fornecer treinamento avançado, incluindo recursos de navegação de última geração.

A base da configuração é o sistema GARMIN G600 HP TXi, usado para a exibição da instrumentação de voo primária, navegação, visão sintética e um mapa em movimento para o piloto através de monitores com telas grandes e coloridas.

O piloto pode selecionar modos de uso entre o Full-Screen PFD com H.S. I ou H.S.I. mapa, ou split-screen PFD e MFD.

O largo display fornece a opção de páginas dedicadas para tráfego/terreno/aproximação e carta/plano de voo/meteorologia/waypoint.

O mapa móvel pode ser sobreposto pelo usuário as demais informações tais como terreno, fronteiras políticas, aerovias, espaços aéreos, auxílios de navegação, aeroportos, tráfego, plano de voo, e clima.

O novo pacote de aviônicos usa um pacote dual por aeronave (um sistema no cockpit frontal e outro no posto traseiro) como a solução primária de exibição do voo sendo o maior ganho para o programa de modernização.

O sistema é projetado para substituir o conjunto de instrumentos de voo tradicional combinando instrumentação de voo primária, informações de navegação e um mapa em movimento em telas de cores de tela sensível ao toque que estão disponíveis em um display de 10 polegadas.

Essa moderna aviônica apresenta funções de auto-teste embutidas e páginas de manutenção no display para a exibição de uma falha ou problema.

Componentes em pane podem ser isolados e direcionados para uma LRU (Line Replacement Unit), e substituídos com grande facilidade.

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