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Análisis Infodefensa.com

KMW e centenário das forças blindadas no Exército Brasileiro

Leopard 1A5 BR. Foto: Archivo

Leopard 1A5 BR. Foto: Archivo

07/04/2021 | Santa María (RS)

Christian Böge

O Exército Brasileiro celebra no próximo ano, 25 anos da chegada do primeiro carro de combate Leopard em solo brasileiro.Iniciava-se assim o tão esperado salto qualitativo no preparo e emprego, com uma tecnologia nova, tendo como maior benefício o arrasto tecnológico que trazia.

Na história, a superioridade da cavalaria em combate contempla tres pilares: mobilidade, poder de fogo e blindagem.

No século XV, oferecendo seus serviços como engenheiro militar em carta ao Duque de Milão, Leonardo da Vinci foi um dos primeiros a idealizar e desenhar um veículo blindado com canhões, utilizando como propulsão no seu interior, a força muscular de quatro a oito homens.

Passados quatro séculos, Krauss Maffei, antes de fabricar blindados, criou suas raízes na fabricação de locomotivas e vagões de trem, mais de uma centena delas exportadas ao Brasil.

Posteriormente, com o desenvolvimento do Leopard 1 após a segunda guerra, a Krauss-Maffei se tornou líder mundial na fabricação de carros de combate sobre lagartas.

No Brasil, no âmbito da estratégia de veículos blindados, a consolidação de políticas de estado ocorreu no século XX, proporcionando como consequências naquelas últimas quatro décadas, o incentivo ao fortalecimento de um ciclo modernizador na frota de carros de combate.

Como consequência, em maio de 1996 foi elaborada uma diretriz para a implantação das viaturas de carros de combate Leopard 1 A1.

O Exército Brasileiro decidiu adquirir 128 CC Leopard 1 A1 da Bélgica, sendo que os carros de combate vieram com todo o ferramental existente contendo kits de manutenção até o 4° escalão.

A comissão nomeada para escolher as viaturas na Bélgica tinha como critérios principais a vida útil do canhão, quilometragem da transmissão e horas de uso do motor, estas últimas apresentando nas viaturas escolhidas uma utilização média do motor de 500 horas.

Com a chegada do Leopard, os benefícios para o Exército Brasileiro se multiplicavam em diversas áreas.

Infraestruturas nos Regimentos tiveram que ser adaptadas ou construídas, ocorreu a padronização de procedimentos e o gerenciamento logístico foi totalmente reformulado.

Um papel fundamental na instrução do Leopard foi a criação do Centro de Instrução de Blindados Walter Pires (CIBld), hoje sediado no município de Santa Maria (RS), estabelecimento de ensino que tem por missão formar, adestrar e atualizar os futuros combatentes.

A seção de simuladores conta com simuladores de procedimentos, simuladores para aprendizagem, treinadores sintéticos e simuladores fixos tipo cabine.

O Exército Brasileiro é visto hoje como referência na simulação de carros de combate Leopard, estreitando laços de cooperação com outras unidades das Forças Armadas, assim como diversas nações amigas.

Leopard 1 A5 BR

 

Para atualizar e modernizar a sua frota após mais de uma década de utilização do Leopard 1 A1, por meio de contrato celebrado com o Ministério de Defesa alemão, o Exército Brasileiro decidiu adquirir 220 carros de combate Leopard 1 A5, a mais moderna da familia Leopard 1 com canhão L7 A3 de 105mm.

Esta versão inclui além de controle de tiro EMES 18, visão noturna ampliada para comandante e atirador, suspensão e blindagem reforçada, novo sistema de extinção de incêndio, assim como a munição mais potente tipo APFSDS.

Todas as viaturas receberam manutenção completa na Alemanha, padronizados segundo as exigências brasileiras, passando a denominar-se Leopard 1 A5 BR.

Os primeiros Leopard 1 A5 BR desembarcaram em solo brasileiro no ano de 2009 e se tornaram a atual espinha dorsal do Exército Brasileiro.

O Leopard 1 A5 BR no Exército Brasileiro é considerado um marco, pois alterou o paradigma da manutenção, passando a envolver no processo a empresa privada.

Com a assinatura do contrato de suporte logístico integrado (SLI), não só amparou a manutenção dos carros de combate, como executou a transferência de tecnologia, possibilitando o emprego de uma viatura altamente sofisticada.

KMW do Brasil

 

Em reunião no Ministério da Defesa em 2010, nos foi dito de forma categórica, que a empresa que deseja realizar negócios e parceria a longo prazo com o Exército Brasileiro, tem que investir e demonstrar comprometimento com o país.

Nós escutamos, entendemos e decidimos aplicar o lema “missão dada, missão cumprida”. Pela primeira vez em mais de 180 anos de história da empresa, a KMW decidiu construir uma planta nova, do zero, fora da Alemanha. E o país escolhido foi o Brasil. Em dezembro do mesmo ano, foi criada a KMW do Brasil.

Já no ano seguinte, estabelecemos escritório em Santa Maria (RS) e iniciamos a contratação do corpo técnico, quase na sua totalidade de militares do efetivo profissional do Exército Brasileiro que deram baixa recente, provenientes de unidades militares do Exército, como 1°RCC, 4°RCC e Pq R Mnt/3.

Adquirimos 180.000 m² de terreno e no dia 02 de outubro de 2012, lançamos a pedra fundamental da sua unidade sulamericana da Krauss-Maffei Wegmann.

Após inauguração da planta em 09 de março de 2016, mais de 244 viaturas Leopard 1 A5 BR, Gepard 1 A2 e Carros Escola já passaram pelas nossas instalações para manutenções preventivas e corretivas.

E naturalmente, nós queremos mais. Este maravilhoso país é mais do que um mero cliente. Nos unem muitos fatores  históricos e culturais, na economia e esporte.

Queremos contribuir ativamente no futuro promissor do Exército Brasileiro com o novo desafio do Projeto Nova Couraça (atual Subprograma Forças Blindadas). Estamos preparados!

Parabéns ao Exército Brasileiro pelo centenário da tropa blindada. Estamos honrados em poder fazer parte desta história.

“BRAÇO FORTE NA DEFESA DA PÁTRIA, AÇO!”

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